Conheça as vencedoras do Prêmio de Fotografia de Drone do Ano

Mais de 4400 fotógrafos profissionais e amadores participaram do Prêmio de Fotografia de Drone do Ano deste ano. Este prêmio é dividido em seis categorias: Abstrato, Natureza, Pessoas, Esporte, Vida Selvagem e Urbano. A foto que venceu este ano é a de Florian Ledoux, que fotografou um urso polar se movendo entre o gelo, visto de cima. Clichê forte que também se concentra no tema da urgência da proteção desses habitats e animais.

Veja cada categoria:

Abstrato – Weather Snake por Ovi D. Pop

Natureza – Mada’in Saleh por Gabriel Scanu

Pessoas – Pilgrimage of Millions of People por Qinghua Shui

Esporte – Skating Shadows por Vincent Riemersma

Vida Selvagem – Blacktip Shark por Adam Barker

Urbano – Assisi Over the Clouds por Francesco Cattuto

Foto do ano – Above The Polar Bear por Florian Ledoux

Outras belas fotos que concorriam ao prêmio:

Foto do ano (destaque): Above The Polar Bear por Florian Ledoux/fonte:via

Estes lêmures esfregam piolhos-de-cobra tóxicos nos traseiros

Em 2016, o lêmure de frente vermelha (Eulemur rufifrons) foi filmado pela primeira vez esfregando diplópodes tóxicos nos genitais e ânus. A especialista em primatas Louise Peckre, pesquisadora do Instituto Leibniz de Pesquisas Primatas (Alemanha), foi a responsável pela descoberta quando visitava a região central de Madagascar.

Isso aconteceu logo depois que chuvas pesadas atingiram a área, e Peckre e seus colegas notaram que vários lêmures estavam recolhendo os artrópodes do chão da floresta. Os diplópodes saíam do solo por causa da mudança de tempo, e os lêmures não perderam a chance de esfregá-los no traseiro.

Os pesquisadores observaram fascinados enquanto os lêmures esfregavam os artrópodes nos rabos, região anal e genial, e depois começaram a mastigar os piolhos-de-cobra. Apenas de vez em quando eles engoliam o animal.

Esfregar coisas no corpo não é um ato incomum entre primatas. Você mesmo já deve ter passado algumas coisas no seu corpo hoje – desodorante, protetor solar, talvez repelente. Pois os lêmures estavam fazendo exatamente isso. Passando repelente.

Esses diplópodes pertencem ao gênero Sechellptus, que tende a secretar fluidos tóxicos como um mecanismo de defesa. Neste caso, os fluidos são compostos de benzoquinona, que é um composto químico parente do quinino, um repelente de mosquitos natural. Tudo indica que ao mastigar o artrópode e passar a substância tóxica no corpo, os lêmures estão usando a benzoquinona para se livrar de parasitas que são frequentemente encontrados no sistema digestivo.

Os pesquisadores apontam para o grupo de parasitas Oxyuridae, que é conhecido por viver perto do ânus. Os pobres lêmures que estão sujeitos a esta infestação específica podem ter coceiras bem desagradáveis.

“Durante as observações em que a pelagem foi esfregada, notamos a presença de áreas carecas na parte baixa das costas. Essas áreas peladas indicam a presença de infecções do Oxyuridae na população”, diz Peckre.

O próximo passo dos pesquisadores é comparar este comportamento com o de outros primatas, como macaco-aranha, que também usa os diplópodes de forma semelhante. Se esta hipótese se mostrar correta, os cientistas esperam encontrar outros exemplos deste comportamento entre outros primatas que estão expostos aos parasitas digestivos.

Este estudo foi publicado na revista Primates. fonte:via[Science Alert]