Ela sobreviveu ao holocausto e aos 96 é vocalista de uma banda de death metal

Inge Gingsberg não parece nada com o estereótipo de uma vocalista de banda de death metal, mas ela simplesmente arrasa com o microfone em mãos.

Quem vê essa senhora de 96 anos de bem com a vida e mandando ver no vocal da TritoneKings, não imagina tudo que ela já passou.

Austríaca, Inge foi obrigada a fugir para a Suíça no início da Segunda Guerra Mundial. Depois de passar anos em um campo de refugiados e trabalhar como espiã, ela e o marido se mudaram para Hollywood, onde precisaram começar a vida do zero. Foi quando Inge e a indústria musical se encontraram pela primeira vez.

Na época, Inge trabalhava como compositora e chegou a compor para músicos famosos, como Nat King Cole, Doris Day e Dean Martin. Quando cansou da vida de Hollywood, decidiu que era hora de se aprofundar ainda mais na área musical e se tornou cantora de death metal.

O gênero surgiu na sua vida por acaso, visto que a idosa continuava compondo, mesmo após mudar o rumo de sua carreira musical. Ao mostrar as músicas a Pedro De Silva, um parceiro musical, ele sugeriu que as composições pareciam bastante com letras de metal.

Juntos, os dois formaram uma banda. Inge é responsável pelas letras, equanto Pedro e outros integrantes se encarregam das melodias. Desde sua criação, o grupo já participou de diversas competições, como Switzerland’s Got Talent, Swiss Eurovision (vídeo cima) e America’s Got Talent.

Nesta página, você encontra vídeos de algumas das músicas dos TritoneKings – não se esquece de seguir o conjunto no Youtube!

É impossível não se apaixonar por essa maravilhosa. ♥

Fotos: Reprodução Youtube/fonte:via

Mãe Orca carrega filhote morto por 10 dias no litoral dos EUA

No final de julho uma Orca deu à luz no litoral do estado de Washington (EUA), mas seu filhote morreu logo em seguida. Mesmo dez dias depois, ela ainda carregava o corpo do filhote no que tem sido chamado pela mídia local do “tour do luto mais longo já registrado”.

Tahlequah, também conhecida como J-35, é parte de um grupo em extinção das Orcas residentes, um grupo da família dos golfinhos que vive nas águas entre o estado americano de Washington e a província da Columbia Britânica (Canadá). Seu bebê nasceu vivo perto das ilhas de San Juan, no estado de Washington na semana passada, mas morreu apenas 30 minutos depois. A mãe já nadou centenas de quilômetros em direção à Colúmbia Britânica carregando a carcaça do filho com ela o caminho todo.

Microfones da região também captaram vocalizações da mãe usadas para expressar tristeza e lamento.

Embora as orcas sofram com a perda de membros da família, o ritual de luto de uma semana e meia de Tahlequah é altamente incomum e levou a um grande apoio das outras orcas da família, que a ajudam como podem. Há somente 75 orcas neste grupo, e o bebê foi o primeiro nascido vivo desde 2015.

Um residente da ilha de San Juan, no estado de Washington, relatou a cena que presenciou no primeiro dia de luto: “ao pôr do sol, um grupo de 5 ou 6 fêmeas se reuniram em um círculo próximo, ficando na superfície por quase duas horas. Conforme a luz ficou mais fraca, eu consegui observar que elas continuavam no que parecia ser um ritual ou cerimônia. A luz estava muito fraca para eu ver se o bebê ainda estava sendo mantido na superfície. Foi triste e também especial testemunhar este comportamento”.

Os cientistas disseram ao Seattle Times na quinta-feira que se Tahlequah continuar com este luto, sua própria saúde pode estar em risco, já que ela não tem se alimentado.

“Se J35 continuar com isso, podemos perdê-la”, diz Deborah Giles, uma cientista do centro de conservação da biologia da Universidade de Washington.

Pesquisadores têm monitorado a orca durante sua jornada e planejam fazê-lo até que ela conclua seu luto com o bebê. Eles esperam recuperar a carcaça quando ele for liberado pela mãe para estudar por que o animal morreu.

Outra Orca no grupo, de 4 anos de idade apelidado de J-50, também está com má saúde. Por algum motivo ela não está se alimentando como deveria. Os pesquisadores da NOAA planejam lançar medidas de emergência para salvar a criatura faminta, inclusive a alimentando com salmão recheado com remédios, informou o Seattle Times.

“Sua sobrevivência pode ser de apenas alguns dias. Ela continuou a piorar”, diz Brad Hanson, um biólogo da vida selvagem do Centro de Ciência da Pesca do Noroeste, disse ao jornal.

fonte:via [HuffPost, Whale Research]