Monsanto é condenada a pagar indenização bilionária para jardineiro com câncer terminal

A Monsanto, conhecida por ser uma das principais fabricantes de substâncias utilizadas em agrotóxicos, sofreu um revés na Justiça. A gigante norte-americana foi condenada a pagar 290 milhões de dólares, por volta de 1 bilhão de reais, a um homem vítima de um herbicida de glifosato.

Dewayne Johnon entrou com ação depois de se desenvolver um linfoma não-Hodgkin incurável, que segundo ele, se manifestou depois de utilizar produtos da empresa em terrenos de escolas na cidade de Benicia, na Califórnia.

Johnson tem 46 anos e diz ter usado os agrotóxicos Round Up e Ranger Pro na escola onde trabalhou entre 2012 e 2014. O Juíz responsável pelo caso baseou sua decisão em primeira instância em conclusões do Centro Internacional de Pesquisa do Câncer, agência membra da Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como ‘provavelmente cancerígeno’.

Para o magistrado, a Monsanto agiu com ‘malícia’ e que o Round Up e o Ranger Pro contribuíram para a doença terminal de Johnson. A companhia norte-americana disse ter baseado seu recurso em estudos científicos que afastam os riscos de contração de câncer por meio da utilização das pesticidas.

“A decisão de hoje não muda o fato de que mais de 800 estudos e revisões científicas, além de conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) e das autoridades reguladoras do mundo todo, respaldam o fato de que o glifosato não causa câncer e não causou o câncer do Sr. Johnson”, afirmou Scott Partridge, vice-presidente da Monsanto.

Apesar de não gozar de boa reputação, esta é a primeira vez que a Monsanto enfrenta uma condenação. Para especialistas, o fato pode abrir caminho para surgimento de novos processos. Vale lembrar que a empresa foi adquirida recentemente pela Bayer por 66 bilhões de dólares, mais de 250 bilhões de reais.

Foto: Reprodução/fonte:via

Garota indígena de 13 anos é indicada ‘Nobel infantil’ da paz

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Ela tem apenas 13 anos, mas já está fazendo história ao ser nominada para nada menos do que o Global Children’s Peace Prize, considerado o ‘Nobel infantil da paz’. Natural da reserva indígena de Wikwemikong, em Ontário, no Canadá, Autumn Peltier se destaca pelo trabalho em defesa do meio ambiente.

Mesmo com pouca idade, a jovem já acumula uma ficha curricular que inclui encontro com alguns dos principais líderes mundiais. Peltier esteve na linha de frente de uma marcha em defesa da água, além de ter sido responsável por introduzir o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, na Assembleia Geral das Nações, em 2016.

“Eu gosto de dividir a minha ideia de que a água é sacralizada. A Mãe Terra não precisa da gente, nós é que precisamos dela”, disse a pequena ativista.

O mar de inspirações navegado por Autumn é vasto. Em novembro do ano passado, por exemplo,  ela convidou as pessoas para bloquearem uma estrada no Canadá. O objetivo era chamar a atenção justamente para a proteção da água.

A braveza desta jovem índia se fez valer e, durante o encontro com o premiê canadense, aproveitou para manifestar seu descontentamento com as escolhas do mandatário. A iniciativa surtiu efeito, pois segundo ela, Justin prometeu mudar sua postura.

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“Disse que estava muito brava com as escolhas dele. Ele me respondeu dizendo compreender. Eu comecei a chorar e pensar na água”, falou ao Huffington Post Canadá.

O Prêmio Internacional da Criança elege anualmente uma criança que tenha oferecido contribuição significativa para a defesa dos direitos das crianças e melhorado a vida das que vivem em situação de vulnerabilidade.

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O honraria foi lançada em 2005, durante o Encontro Mundial de Prêmios Nobel da Paz, em Roma, que contou com a presença da UNICEF e da Anistia Internacional. A cerimônia já foi apresentada por nomes como Desmond Tutu e Bob Geldof.

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