Garota indígena de 13 anos é indicada ‘Nobel infantil’ da paz

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Ela tem apenas 13 anos, mas já está fazendo história ao ser nominada para nada menos do que o Global Children’s Peace Prize, considerado o ‘Nobel infantil da paz’. Natural da reserva indígena de Wikwemikong, em Ontário, no Canadá, Autumn Peltier se destaca pelo trabalho em defesa do meio ambiente.

Mesmo com pouca idade, a jovem já acumula uma ficha curricular que inclui encontro com alguns dos principais líderes mundiais. Peltier esteve na linha de frente de uma marcha em defesa da água, além de ter sido responsável por introduzir o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, na Assembleia Geral das Nações, em 2016.

“Eu gosto de dividir a minha ideia de que a água é sacralizada. A Mãe Terra não precisa da gente, nós é que precisamos dela”, disse a pequena ativista.

O mar de inspirações navegado por Autumn é vasto. Em novembro do ano passado, por exemplo,  ela convidou as pessoas para bloquearem uma estrada no Canadá. O objetivo era chamar a atenção justamente para a proteção da água.

A braveza desta jovem índia se fez valer e, durante o encontro com o premiê canadense, aproveitou para manifestar seu descontentamento com as escolhas do mandatário. A iniciativa surtiu efeito, pois segundo ela, Justin prometeu mudar sua postura.

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“Disse que estava muito brava com as escolhas dele. Ele me respondeu dizendo compreender. Eu comecei a chorar e pensar na água”, falou ao Huffington Post Canadá.

O Prêmio Internacional da Criança elege anualmente uma criança que tenha oferecido contribuição significativa para a defesa dos direitos das crianças e melhorado a vida das que vivem em situação de vulnerabilidade.

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O honraria foi lançada em 2005, durante o Encontro Mundial de Prêmios Nobel da Paz, em Roma, que contou com a presença da UNICEF e da Anistia Internacional. A cerimônia já foi apresentada por nomes como Desmond Tutu e Bob Geldof.

Foto: Reprodução/fonte:via

De ambulante nas ruas do Rio a palestrante em Harvard; conheça a história de Rick Chester

O conhecimento e a sabedoria existem nas formas mais diversas, e para ser uma das mais importantes universidades do mundo é preciso saber e defender isso. Não é por acaso, portanto, que o vendedor de águas carioca Rick Chester foi convidado a palestrar na universidade de Harvard, nos EUA, em uma conferência internacional sobre empreendedorismo e educação. Sua trajetória, das ruas do Rio como vendedor até os palcos de Harvard começou a ser mais reconhecida recentemente, após um vídeo seu viralizar na rede.

No vídeo, Rick comenta a resiliência necessária para se superar crises e situações adversas usando sua história como mote – de como, desempregado, conseguiu R$ 10 emprestados para começar a vender água. “Se as pessoas estão na rua, elas estão se movimentando, há possibilidade de elas estarem com sede”, ele diz. “Eu enxerguei todas essas possibilidades e falei: ‘Vou vender água’”. O video, intitulado “Minuto do Empreendedorismo”, foi publicado em seu canal no Youtube, mas viralizou pelo Facebook e o Whatsapp. Hoje Rick tem mais de 130 mil seguidores em seu Instagram.

Com o sucesso, veio o convite para a palestra, durante o Brilive – Brazilian International Live, uma conferência anual que leva brasileiros para um grande networking ao vivo. Rick utilizou seu canal para, muito emocionado, comentar e celebrar o convite. Vocês não têm ideia de quantas vezes me jogaram no chão, e eu não me acovardei. Levantei todos os dias e continuei!”, diz Rick no vídeo. “O neguinho que vendia água em Copacabana vai palestrar em Harvard!”, ele diz.

O evento acontecerá no próximo sábado, dia 11, às 10hs, e será transmitido ao vivo pela internet.

© fotos: reprodução/fonte:via

Este teste de ilusão de ótica diz muito sobre a maneira como você pensa e percebe o mundo

A maneira como vemos o mundo se manifesta na maior parte de nossos gestos e visões. Assim, é possível perceber tais modos e posições sobre o mundo e a vida nos mais variados testes – até mesmo diante de supostamente simples ilusões de ótica. Para sabermos mais sobre nossas personalidades, uma usuária publicou um teste na plataforma Playbuzz sobre o que vemos diante de uma série de imagens que nos provocam ilusões de ótica.

O teste visa descobrir qual a percepção ótica de quem o faz. Como tudo na vida, as imagens supostamente meras em verdade revelam segredos escondidos – e, assim, pretendem revelar segredos escondidos também em nós.

Como o mundo é uma imensa ilusão de ótica, sempre oferecendo muito mais sentidos do que somos capazes de primeiramente enxergar, pode se tratar de um belo teste – que você pode fazer aqui.

© fotos: reprodução/fonte:via

Um meteorito siberiano revelou mineral nunca visto antes

Quando os caçadores de ouro encontraram a rocha amarelada na Sibéria em 2016, pensaram que poderia conter um metal precioso. Na verdade, continha algo muito mais raro.A rocha era um meteorito vindo do espaço, composto, entre outras coisas, de um mineral nunca antes visto.

Composição

A descoberta ainda não foi oficialmente documentada, mas geólogos da Universidade Federal dos Urais, da Universidade Estadual de Novosibirsk e do Instituto Geológico da Academia Russa de Ciências, todos na Rússia, analisaram o meteorito e chamaram o novo mineral de “uakitite”, em homenagem à região de Uakit, na Sibéria, onde a rocha caiu.O objeto é 98% composto de kamacita, uma liga de ferro-níquel com pelo menos 90% de ferro. Na Terra, esse material só é encontrado em meteoritos.

Os outros 2% são compostos por mais de uma dúzia de minerais, incluindo o uakitite, a maioria também conhecida apenas por se formar no espaço.De acordo com os cientistas, essa composição sugere que o meteorito deve ter se formado sob circunstâncias extremamente quentes, de mais de mil graus Celsius.

Uakitite: o que sabemos

As quantidades do novo mineral no meteorito são microscópicas. As inclusões de uakitite tinham apenas 5 micrômetros de tamanho. Para referência, o cabelo humano médio tem 99 micrômetros de diâmetro, e um glóbulo vermelho saudável entre 6 e 8 micrômetros.Ou seja, esses pedacinhos de mineral são minúsculos demais para análise direta. Por conta disso, os pesquisadores não conseguiram registrar todas as propriedades físicas e ópticas do uakitite.

Mas foram capazes de determinar que ele tem algumas semelhanças estruturais com outros dois minerais forjados no espaço, carlsbergite e osbornita, ambos nitretos.Também puderam empregar uma técnica chamada difração por retroespalhamento de elétrons para obter dados estruturais para três dos cristais de uakitite, e o resultado foi semelhante ao modelo estrutural de um composto sintético chamado nitreto de vanádio.

Essas informações permitiram que os cientistas inferissem algumas das propriedades físicas do novo mineral. Se for como o nitreto de vanádio, é de cor cinza clara, com uma tonalidade rosa na luz refletida, e tem uma dureza de 9 a 10 na Escala de Mohs, a par com outros nitretos, mas não tão forte quanto o diamante, o mineral mais duro conhecido.

Próximos passos

Para aprendermos mais sobre o uakitite, provavelmente precisaremos de tecnologia mais avançada, ou de outro meteorito contendo muito mais desse mineral.Por enquanto, você pode ler o documento sobre a descoberta que a equipe apresentou na Reunião Anual da Sociedade Meteorítica em Moscou.

fonte:via[ScienceAlert]

Terrenos baldios transformados em áreas cultivadas ajudam a combater depressão

As doenças psicológicas têm afetado cada vez mais pessoas no mundo. A depressão é uma das mais comuns, com especialistas estimando que ela se torne a segunda doença mais comum do mundo até 2020 – 5,8% da população brasileira, ou 11,5 milhões de pessoas, é diagnosticada com o problema.

A relação das pessoas com as cidades em que vivem e a força cada vez maior da urbanização são dois dos pontos que podem explicar por que a depressão é diagnosticada com tanta frequência, e um estudo realizado na Filadélfia (EUA) dá uma base científica para essa impressão.

De acordo com a pesquisa, realizada por especialistas da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, a presença de terrenos baldios, onde o mato e lixo de acumulam e a sensação de abandono toma conta, é um fator que pode desencadear a doença. Nos EUA, 15% das áreas urbanas são apontadas como desocupadas.

No estudo, os pesquisadores recrutaram moradores da Filadélfia que vivem próximos a terrenos que estavam abandonados, mas que faziam parte de um programa de revitalização e seriam transformados em áreas cultivadas em breve.

Eles fizeram entrevistas antes e depois dos procedimentos acontecerem e descobriram que, para pessoas que vivem a até 400 metros das chamadas ‘áreas verdes’ apresentam chance 41,5% menor de desenvolver a depressão do que aqueles que vivem próximos a terrenos baldios.

A mesma equipe tinha divulgado uma pesquisa em fevereiro que demonstrava que os casos de violência armada caíram 29% nas regiões próximas a terrenos abandonados depois que estes passavam por transformações e se tornavam áreas verdes.

Os resultados do novo estudo são ainda mais impressionantes ao considerar apenas pessoas que vivem em bairros abaixo da linha de pobreza. Dentro desse recorte, os índices de pessoas com depressão chegou a cair 68% depois de os terrenos serem limpos e cultivados.

“Espaços abandonados são um fator importante que coloca os moradores em um risco maior de depressão e stress, e pode explicar por que as disparidades socioeconômicas persistem ao analisar as doenças psicológicas”, diz Eugenia C. South, uma das pesquisadoras envolvidas com o projeto.

Além de revitalizar áreas plantando áreas verdes, os pesquisadores também escolheram alguns terrenos para serem limpos, mas sem o cultivo de grama ou outras vegetações. Nesses casos, a diferença dos índices de depressão quase não mudaram, o que indica que a simples limpeza pode não influenciar tanto.

“Essa descoberta dá apoio à ideia que a exposição a ambientes naturais pode fazer parte da restauração da saúde mental, particularmente para pessoas vivendo em ambientes urbanos caóticos e estressantes”, comenta John MacDonald, coautor do estudo.

Fotos: Voluntários atuando em Jardins Comunitários. Reprodução/Creative Commons/fonte:via

Casal transforma van em casa sobre rodas movida a energia solar

Com vontade de viajar juntos pelos Estados Unidos, o casal Andre e Marissa decidiu comprar e reformar uma van para fazer dela uma casa itinerante. Eles se deram tão bem fazendo do veículo um lar confortável que estão até transformando a remodelagem em profissão.

Tudo começou com uma Mercedes Sprinter, cujo interior foi praticamente todo reformado reaproveitando placar de madeira. A van conta com painel para captar energia solar, aquecedor, pia, mini-geladeira, fogão (a propano), cama tamanho queen e vários compartimentos para guardar roupas e outros objetos.

Batizado de Bluebird, o veículo acompanhou o casal durante viagens através de Utah e da região. Para aumentar o espaço útil da casa itinerante, os dois adaptaram os bancos do motorista e do passageiro, que podem girar e ser utilizados como cadeiras enquanto eles não estão se locomovendo.

A experiência fez com que Andre e Marissa se apaixonassem de vez pela ideia de transformar vans em lares itinerantes, e eles criaram um site para oferecer os serviços a quem quiser comprar um veículo e transforma-lo. Eles também colocaram o Bluebird à venda, e esperam usar o dinheiro que arrecadarem para começar um novo projeto de transformação.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Lêmures são agora a espécie de primata mais ameaçada do planeta

A ignorância humana é aparentemente múltipla e infinita, mas uma das maneiras mais eficazes de medi-la é através das consequências das ações humanas sobre o planeta – em especial sobre outros animais com os quais dividimos a Terra. De acordo com a organização União Internacional pela Conservação da Natureza, o mais ameaçado primata do planeta hoje é o lêmure, aproximando-se da extinção por conta exclusiva da ação humana.

Nativos de Madagascar, o único lugar do mundo onde os lêmures existem na natureza, cerca de 94% das 111 espécies e subespécies do animal correm sério risco de extinção atualmente. Dos grupos do animal que ainda existem, somente seis não correm sério risco de extinção, e o eventual desaparecimento do animal pode significar ameaças severas à biodiversidade de Madagascar como um todo. Para além da caça, que vende a carne do animal como iguaria, a maior ameaça aos lêmures é a perda de seu habitat natural, por efeito da ação humana.

O corte ilegal de madeira, produções agrícolas destrutivas, mineração, produção de carvão e outras atividades vem determinando o processo de extinção do simpático animal. A situação é grave mas, segundo especialistas, ainda é possível contorna-la. Organizações como a IUCN, a Primate Specialist Group e a Global Wildlife Conservation vêm trabalhando arduamente para conscientizar o mundo desta e de tantas outras ameaças – e divulgar a questão ou colaborar com tais grupos já é um primeiro passo para salvar os lêmures, e tantos outros animais.

© fotos: reprodução/fonte:via