Will Smith e astro da NBA criam fundo de R$ 58 milhões para incluir negros na tecnologia

Para promover a inclusão e investir diretamente pela diversidade racial em um dos setores mais importantes do capitalismo atual, o jogador da NBA Kevin Durant e o ator e rapper Will Smith se juntaram à empresa Andreessen Horowitz, de gestão de investimento no Vale do Silício, a fim de lançarem um grande fundo de investimentos para investidores negros. A ideia é promover a participação negra no concorrido e imenso mercado da tecnologia.

O fundo se chamará Cultura, e será de 15 milhões de dólares, a ser oferecido em paralelo ao fundo de investimentos principal da Andreessen Horowitz, de 1,5 bilhão de dólares. Junto de Durant e Smith está também o empresário Richelieu Dennis, presidente executivo das marcas Sundial e Essence Ventures. “A Andreessen é uma das melhores empresas do mundo em tecnologia. Ter a oportunidade de ser parceiro dela em prol de um ambiente com maior inclusão racial no mundo da tecnologia é algo muito importante”, disse Dennis.

A desigualdade racial no universo tecnológico é confirmada por dados levantados recentemente. Segundo análise, 58% dos investidores nesse tipo de fundo são homens brancos, enquanto somente 3% são negros. Não por acaso até então nenhum dos parceiros da própria Andreessen Horowitz eram negros.

Smith e Durant se juntam a outras celebridades e outros astros da NBA a criarem esse tipo de iniciativa, como Carmelo Anthony e Kobe Bryant, que em 2016 criou um fundo de 100 milhões de dólares, ou o rapper Jay-Z.

© fotos: reprodução/fonte:via

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Após se curar em hospital privado, empresário doa R$ 35 milhões para Hospital das Clínicas

O casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, donos da empresa de crédito pessoal Crefisa, ganham projeção na mídia nos últimos anos graças ao patrocínio milionário ao Palmeiras, time de coração de ambos. Mais longe dos holofotes, há outro ‘patrocínio’ comandado pelos dois: ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Tudo começou em 2016, enquanto José Roberto passava por um tratamento de linfoma no Hospital Sírio Libanês. O médico Vanderson Rocha atua como coordenador da área de transplantes de medula óssea no hospital particular, e tinha acabado de assumir a diretoria do Serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas.

A falta de recursos financeiros que atormenta profissionais da saúde pública por todo o país estava gerando um quadro alarmante: os casos de infecção pós-transplante entre os internados no setor de Rocha estava alto demais, e não havia fundos para implementar as mudanças pensadas pelo médico.

Coincidentemente, o cunhado de Rocha é técnico de futebol e trabalhava no Palmeiras na época. Marcelo Oliveira ajudou o encontro de José Roberto, Leila e Vanderson. Ao Estadão, Leila disse que “Era absurdo o Beto (José Roberto) poder ser tratado de modo tão impecável no Sírio e o HC daquele jeito.”

Nos últimos meses, a enfermaria da hematologia, que conta com doze leitos, foi totalmente reformada. Um sistema de automação com filtragem de ar e água foi instalado, além de nova mobília e um sistema que garante a higienização das mãos de médicos e enfermeiros.

William Nahas, urologista do Hospital das Clínicas que também atendeu Malacchia no Sírio Libanês, ficou sabendo e aproveitou para pedir ajuda também. “A gente chora para todo mundo. Fazia 40 anos que o setor não passava por uma modernização”, conta o médico, cujo setor também foi modernizado.

De acordo com Leila Pereira, os dois projetos custaram cerca de R$35 milhões para serem tocados. O centro de engenharia e arquitetura do Hospital das Clínicas coordenou as reformas e vem desenvolvendo outros projetos para tentar modernizar a estrutura oferecida aos pacientes graças a doações privadas.

Fotos: Agnaldo Dias Correia (Fotógrafo do Núcleo de Comunicação Institucional do HCFMUSP)/fonte:via