Boyfriend sharing e esposa virtual: asiáticos estão repensando os relacionamentos com a tecnologia

Conhecer alguém no Tinder ou fazer um sexting não são o ápice dos relacionamentos tecnológicos.

No Japão, já é possível ter uma esposa completamente virtual.

O lançamento é da empresa Gatebox, que busca popularizar a prática de “viver com personagens”.

Através de um dispositivo completamente interativo, a marca oferece aos usuários a oportunidade de namorar Hikari Azuma, uma assistente virtual com um toque bem pessoal.

Com aparência de anime, a namorada trata-se de uma holografia projetada em um recipiente de vidro. Vendida por  150.000 ienes (cerca de R$ 5 mil), ela é capaz de comandar aparelhos eletrônicos, enviar mensagens carinhosas ao seu “namorado” e manter conversas com ele. De acordo com vídeos divulgados pela companhia, ela também pode ajudar o usuário a despertar, indicar a temperatura e até mesmo acompanhar o jantar com uma bebida virtual.

Para as mulheres, a novidade está na hora de fazer as compras. Na China, a tecnologia vem cumprindo a lacuna de um companheiro nestes momentos, através do serviço de “boyfriend sharing“.

Um shopping no país decidiu oferecer namorados de aluguel. Cada 30 minutos de companhia na hora das compras custa apenas 1 yuan (cerca de R$ 0,50), como mostra o vídeo abaixo, divulgado pelo site Asian Crush.

As interessadas no serviço precisam apenas escanear um QR code no quiosque que oferece os namorados. A missão dos acompanhantes é conversar com as usuárias do serviço, carregar suas sacolas e tirar fotos quando solicitado.

Nos dois casos, entretanto, não está previsto o contato físico.

Fotos: Reprodução/fonte:via

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Menina de 9 anos vende cupcakes para comprar comida para pessoas em situação de rua

Resolver em definitivo os grandes problemas do mundo é sem dúvida uma tarefa árdua e complexa, mas muita coisa pode ser feita para amenizar o sofrimento alheio de forma mais simples e direta – e tal lição a respeito do mundo adulto muitas vezes vem justamente dos pequenos. É o que nos ensina BentLee Martinez, uma criança de 9 anos de idade que dedica seu tempo livre a fazer e vender cupcakes – o dinheiro que junta, no entanto, não é para si, mas sim para ajudar as pessoas em situação de rua de sua região.

Moradora do estado de Idaho, nos EUA, BentLee percebeu que não só devia como podia ajudar outras pessoas quando, voltando de uma viagem com sua família, percebeu um grupo de desabrigados no meio do deserto. A desoladora cena de seres humanos como ela recorrendo ao lixo para se alimentar fez a mãe de BentLee convocar os filhos a ajudarem aquelas pessoas. O primeiro gesto foi comprar 50 cheeseburgueres e distribuir entre o grupo, mas a centelha do altruísmo permaneceu acesa em BentLee, que passou a se perguntar o que poderia fazer na sua cidade.

A barraca de cupcakes originalmente seria para que ela juntasse dinheiro para uma viagem à Disney, mas a necessidade dos desfavorecidos passou a falar mais alto, e a pequena passou a trabalhar para ajudar o maior número de pessoas possível. Desde então BentLee já arrecadou mais de 2 mil dólares. Agora, semanalmente ela e sua mãe preparam pacotes de cuidados para adultos e crianças e distribuem itens como água, roupas, artigos de toalete e primeiros socorros.

A empreitada de BentLee conta também com doações, tanto para os pacotes quanto para a própria confecção dos cupcakes, que são vendidos na frente de sua casa. O compromisso da garotinha é tanto que ela possui uma página no Facebook para arrecadar dinheiro para sua campanha. “Eu tento lhes oferecer esperança e amor”, ela diz. Sua mãe garante que a iniciativa mudou a vida de sua filha – que, com isso, vem também mudando a vida de muita gente que tanto precisa.

© fotos:  acervo pessoal/fonte:via