Menino de 6 anos é barrado na sala de aula por usar dreads

O racismo não dá descanso e nem faz distinção entre crianças e adultos. Presente em todos os campos da sociedade, o preconceito se manifesta de forma perversa. Nos Estados Unidos, um garoto de 6 anos foi impedido de entrar na escola por estar usando dreadlocks.

O caso aconteceu na Book Christian Academy, que como era esperado, negou a adoção de práticas racistas. “Obviamente, eu não sou racista. Em nossa escola, nossa música é ‘Jesus ama as criancinhas do mundo, vermelhas, amarelas e brancas, elas são preciosas em seu olhar,’”, se justificou o fundador da escola John Butler Book.  

Os tais conceitos de diversidade não foram vistos na filmagem feita pelo pai do jovem de 6 anos. Em vídeo divulgado nas redes sociais com mais de 500 mil visualizações, é possível ver C.J. sendo impedido de entrar na escola.

“Leve-o pra casa e corte o cabelo dele”, exige o fundador.

Aliás, o racismo da instituição está presente no livro de regras. De acordo com o pai do garotinho, a família recebeu em casa uma cartilha estabelecendo que os meninos “não podem ter dreads, moicanos, desenhos ou cabelo tingido”.

Ao contrário do que dizem os representantes da Book Christian Academy, o julgamento de uma criança negra por meio de sua aparência é sim racismo. Negros e negras que adotam os dreads como estilo precisam conviver com uma série de perguntas equivocadas e preconceituosas sobre o cabelo.

O que os racistas de plantão desconhecem é que dreads carregam em seus cilindros uma ligação com a ancestralidade, algo negado por sistêmicas práticas discriminatórias como a desta escola de Orlando, nos Estados Unidos.

Três exemplos inspiradores da beleza dos dreads:

1 – Djavan

2- Gilberto Gil

3- Dodô

Fotos: Reprodução/fonte:via

Brasileiros desiludidos pedem ajuda para voltar de Portugal

Brasileiros formam a maior comunidade de estrangeiros em Portugal. Atualmente, são cerca de 85 mil pessoas vivendo no país europeu. Porém, o ápice da imigração parece estar chegando ao fim.

Apenas nos últimos cinco anos, o Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração (Árvore), órgão ligado à Organização Internacional para Migrações (OIM) e ao governo português, financiou a viagem de volta de 1.639 cidadãos brasileiros.

A dificuldade de conseguir um emprego está entre os principais motivos de arrependimento dos que vão tentar a vida no país ibérico. Isso se reflete nos números, pois apesar de formarem a maioria dos imigrantes, os brasileiros respondem por mais de 80% dos pedidos de auxílio para voltar pra casa. Em 2018, mais de 200 pessoas receberam ajuda para o retorno.

A grave crise vivida pelo Brasil, com mais de 13 milhões de desempregados, faz de Portugal a menina dos olhos. Entretanto, mesmo com a facilidade proporcionada pela língua, ser uma estrangeiro não é fácil. Um dos entraves é o visto, pois sem a autorização do governo para trabalhar, restam apenas vagas informais, que evidentemente pagam pouco.

Para atenuar as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros e claro, evitar o surgimento de uma crise em solo português, a Organização Internacional para Migrações auxilia na documentação, compra de passagem e cobertura de outros gastos da viagem de volta.

Em entrevista ao UOL, Patrícia Cunha – assistente de projeto da OIM Lisboa ressalta que é preciso se informar e sobretudo fazer um planejamento consistente antes de se mudar de país.

“A falta de informação e planejamento é a principal causa para a vulnerabilidade econômica e até psicossocial das pessoas que chegam à OIM. Muitos vêm a Portugal com passagem de volta para uma semana, mas [quando querem voltar ao Brasil] não é possível ou é muito caro reagendar”.

Foto: Unsplash/fonte:via