Vovó de 89 anos cria site e vendas das bolsas que ela cria bombam

Talento definitivamente não tem idade, e o novo empreendimento da indiana Latika Chakraborty é a prova de que nunca é tarde para começar um grande projeto. Aos 89 anos, com a ajuda de seu neto, ela lançou sua linha de bolsas, manufaturadas por ela – e a mesma beleza do seu trabalho que espantou o neto e o levou a criar para sua avó um site vem conquistando o público do mundo todo. Da Alemanha à Nova Zelândia, a Latika’s Bags é um sucesso.

Antes de seu neto Joy descobrir as bolsas que a avó confeccionava e criar seu site, o trabalho de Latika só era conhecido mesmo entre amigos e familiares. Há 4 anos que que ela começou a criar as bolsas, que tomam cerca de 3 dias cada uma para ficarem prontas.

Hoje Latika já produziu mais de 300 peças, todas exclusivas e devidamente batizadas por essa senhora indiana.

A costura era até então somente um passatempo de Latika, que ao longo da vida aproveitou as viagens de trabalho do falecido marido para colecionar tecidos de todas as regiões da Índia. O passatempo, com a ajuda do neto, se tornou um negócio, e hoje os pedidos chegam do mundo todo. As bolsas da Latika’s Bags são vendidas a preços que variam de R$ 28 a R$ 86, que ainda reaproveitam tecidos antigos em lindas novas peças, fazendo bem à natureza e aos nossos olhos.

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Prédio vivo e que ‘dança’: Teatro na China tem fachada-cortina que se move

A arquitetura chinesa vem se caracterizando pela exploração de formas e soluções realmente inesperadas, experimentais e até radicais na concepção de seus edifícios. Um dos exemplos mais belos e surpreendentes é a fachada do prédio da Fundação Fosun, em Shangai. Trata-se de uma prédio cinético, o que, em outras palavras, quer dizer que a fachada se move. E não somente: o faz com graça e elegância, feito o prédio estivesse vivo e lentamente dançando.

A referência à dança ou as artes performáticas em geral sobre o movimento da fachada da Fundação não é por acaso: a proposta arquitetônica dos escritórios envolvidos na concepção do prédio foi de fato inspirada nos palcos e principalmente nas cortinas dos tradicionais teatros chineses. O incrível trabalho foi realizado pelos escritórios britânicos Foster+Partners e Heatherwick Studio.

A “cortina” é formada por 675 tubos de metal semelhantes a imensos bambus, cobertos por temas e padrões chineses. O movimento forma uma espécie de cortina translúcida, que revela justamente um teatro dentro da Fundação, que funciona como um centro cultural, recebendo espetáculos, exposições e eventos.

Com quatro andares de altura e ainda mais quatro andares subterrâneos, mas principalmente com sua incrível fachada “viva”, a verdade é que o próprio prédio é provavelmente a mais impactante obra de arte exposta por lá.

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A bailarina Baderna e a história de resistência por trás dessa palavra

Por trás de toda e qualquer palavra, das mais simples às mais exóticas, existe uma história. A etmologia ou a origem de um termo, gíria ou expressão pode ir muito além de meras premissas linguísticas, e revelar traços culturais, sociais e até mesmo econômicos sobre um país, uma época ou uma pessoa. Poucas palavras, no entanto, possuem efetiva e objetivamente uma história tão concreta, e ligada a uma fascinante personagem real e especifica quanto a palavra “baderna”.

Segundo o dicionário, “baderna” é um substantivo feminino, de origem brasileira, com função pejorativa, que quer dizer “situação em que reina a desordem; confusão, bagunça”. Sabemos, no entanto, que a baderna é justificativa utilizada para todo tipo de repressão por autoridades, dos professores aos policiais, contra os alunos mais alegres, as festas populares, as reuniões mais efusivas e a acaloradas, a alegria desenfreada, as manifestações políticas ou tudo que sai da retidão contida da ordem. Assim como muitas badernas propriamente, essa é uma palavra exclusivamente brasileira – que só existe no português.

Houve um período, porém, mais especificamente na segunda metade do século XIX no Rio de Janeiro, em que Baderna era simplesmente o nome de uma bailarina. Por trás desse signo de desordem existiu uma mulher forte, talentosa e fascinante – e um séquito de seguidores que a admirava e defendia ruidosamente. Ainda que não tenha destaque nos anais da história da dança nem muitas vezes seja sequer lembrada, foi pelo seu estilo e talento, aliado a um coquetel de preconceito, misoginia e também resistência, mobilização e comoção que seu nome se imortalizou há tempos nos dicionários nacionais. Sua história, no entanto, vai muito além do mero verbete.

Marietta Baderna nasceu na cidade de Castel San Giovanni, província de Piacenza, no norte da Itália, em 1828. Filha de Antônio Baderna, médico e músico nas horas vagas, rapidamente seu destino artístico se traçou, com dedicação especial ao balé, estreando aos 12 anos nos palcos suas sapatilhas. Rapidamente Baderna passaria a fazer parte da companhia de dança do teatro Scala, de Milão e, aos 21 já se destacava como “prima ballerina assoluta” (ou primeira bailarina absoluta) com sucesso por toda a Itália, participando de diversas turnês em outros países europeus.

A rebeldia, pelo que se relata, corria no sangue de Marietta, e seu pai, em pleno contexto de ocupação austríaca na Itália, se afirmava publicamente como um entusiasmado defensor do movimento democrático que corria a conturbada Europa dos meados do Século XIX. À época da resistência, no entanto, os rebeldes revolucionários mantinham como forma de protesto a decisão de que não houvesse vida artística no país enquanto durasse a ocupação – e, militante que era, Marietta seguiu tal orientação. A perseguição política direta sofrida pelos apoiadores do movimento democrático era intensa, e assim Antônio e sua filha entenderam que era hora de cruzar o Atlântico. A família Baderna desembarcou em exílio no Brasil em 1849.

O país que se tornou casa da militante Marietta era ainda um conservador império escravocrata (o que, no fundo, ainda segue sendo), governado por Dom Pedro II. Com seu talento, rapidamente Baderna estreou como bailarina em palcos brasileiros (mais precisamente em 29 de setembro de 1849, com o balé “Il Ballo delle Fate”), um acontecimento de tal forma celebrado que, à época, seu sucesso por aqui foi capaz de ofuscar até mesmo a luz das grandes divas do canto. Marietta em pouco tempo se tornou, no Brasil, uma estrela.

Baderna não era, porém, revolucionária somente em suas orientações políticas, mas também em seus costumes: gostava de festejar, de beber, de sexo e, por mais que dançasse nos salões tradicionais, a jovem gostava mesmo era de rua. Foi nas ruas que conheceu a resistência dos escravos, e principalmente que se apaixonou pelas danças que coreografavam tal resistência nos corpos das mulheres negras. A sensualidade e a força dos ritmos e danças africanas rapidamente foram assimilados por Baderna, que passou a não só frequentar as reuniões populares como principalmente a incorporar à delicadeza do balé os passos do lundu, da cachuca e da umbigada – e assim, aos poucos foi mudando sua forma de dançar e se tornando uma bailarina do povo.

À beleza fria da técnica do balé ela acrescentou um certo furor pélvico, a sugestão da sensualidade, da força e da alegria das danças que conhecera nas ruas. A reação foi intensa e imediata: no lugar do impoluto, comedido e tedioso público da alta sociedade que antes lhe assistia, ao importar para o balé as danças de rua Marietta trouxe aos teatros a classe operária, os trabalhadores, os mais pobres, que celebravam sua presença, sua sensualidade e seu gestual em cena feito torcedores de futebol. A bailarina passou a ser conhecida como Maria Baderna, e seus seguidores eram os “baderneiros”. Quando entrava em cena, o público aplaudia efusivamente, batia com os pés no chão e gritava seu nome: Baderna.

Rapidamente o sucesso de Baderna, e principalmente a reconhecível presença da cultura negra em sua dança, fez com que a crítica conservadora, os empresários e a pudica sociedade imperial atacassem a bailarina com furor equivalente ao que sua dança provocava no povo – que passava a se reconhecer numa fina e “elevada” forma de expressão artística. Baderna começou a ser posta em papeis menos importantes, ao fundo do palco, ou mesmo a ser banida de espetáculos, e cada vez que percebiam o boicote, os baderneiros tratavam de se expressar ruidosamente. Se, em sua chegada aos palcos brasileiros, os jornais da época utilizavam seu nome como sinônimo de elegância, com seu sucesso popular a palavra baderna passou a ser utilizada para significar bagunça, desordem e depravação.

Aos poucos as cortinas dos palcos foram se fechando, os pagamentos cessaram, os contratos começaram a desaparecer, e o impedimento a seu nome se solidificou – a outrora estrela italiana da dança se transformara em musa do povo, dos ritmos negros, da cultura popular, e assim se definiu seu ocaso. Segundo a biografia Maria Baderna, a bailarina de dois mundos, do italiano Silverio Corvisieri, ela “vivia livremente demais para o Brasil de Pedro II”. A perseguição que sofrera na Itália de certa forma se reproduzia no Brasil; Baderna foi ao Recife, mas lá também foi boicotada – e, enquanto os poderosos de plantão tentavam expulsá-la do país, os trabalhadores, estudantes, jovens e escravos a viam como a expressão de um Brasil melhor, mais popular, mais livre: pelas mãos e pela dança de uma imigrante, enxergavam nela um Brasil mais efetivamente brasileiro.

O fim de sua vida permanece um tanto nebuloso. Dizem que teria voltado à Itália depois da morte de seu pai por febre amarela, ou que Antônio não teria morrido, e voltado à Europa com ela, e Baderna teria passado a dar aulas de dança até sua morte, em 1870. A rebelde que desafiou o conservadorismo por amor à dança, por alegria e por sincero interesse nas manifestações populares não viveu para ver a abolição da escravatura no Brasil nem a premissa da mistura entre a dita alta cultura e a cultura popular se tornar base para as mais profundas revoluções artísticas e éticas na cultura nacional.

A mística ao redor de sua vida, no entanto, nos faz hoje pensar no potencial revolucionário que a arte, enquanto um provável espelho dos anseios, desejos, fúrias e expressões de uma população, pode possuir. Ao levar o povo para dentro dos nobres teatros e salões – estética ou literalmente – e se tornar alvo dos esforços conservadores, Baderna expôs o quanto as elites e os poderosos em verdade lutam contra a educação, a expressão e a libertação, mesmo que simbólica, das camadas populares. A dança de Baderna era também uma luta, contra a igualmente precisa coreografia que até hoje desqualifica e diminui o que vem de tais camadas.

O sequestro de seu nome, no entanto, pode ser visto ao fim de tudo como um involuntário tributo às avessas. Os baderneiros podem ser vistos hoje em muitos casos também e ainda como sinônimos de resistência contra tal sinistra dança conservadora e elitista – se valendo do que a imprensa insiste em chamar de baderna para atacar a hipocrisia vigente que esconde o massacre contra tudo que a bailarina, com seu corpo, afirmava enquanto força: a cultura negra, a sexualidade, o feminino, o popular. Maria Baderna se diluiu como artista na força transformadora da dança enquanto gesto, enquanto corpo em movimento, para se transformar em uma palavra mal apropriada e mal criada, mas que, revista em sua origem, se revela com um sentido paralelo profundo em potencial, de resistência e liberdade.

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Ele captou imagens fantásticas da Via Láctea nos pontos mais isolados da Finlândia

O céu muitas vezes nos traz visões tão belas que merecem ser registradas para sempre. Mas na maioria das vezes a imagem fica ruim e nós, fotógrafos amadores, precisamos nos contentas com a memória de uma bela noite estrelada. Ainda bem que há profissionais como Oscar Keserci para nos brindar com incríveis imagens.

I finlandês tem se dedicado a fotografas estrelas há quase quatro anos, viajando por horas para chegar aos pontos que permitem a visão desejada. Se antes sair por aí sozinho durante a escuridão da noite era um desfio, hoje é um de seus maiores prazeres.

Autodidata, Oscar, que nasceu na Finlândia, mas foi criado na Grécia, diz estar sempre em busca de novas ideias e técnicas para aprimorar suas fotografias. Depois das sessões, ele costuma dormir no próprio carro, em meio à imensidão e sob as estrelas.

No Instagram, Oscar também publica imagens de outras maravilhas da natureza que ele encontra rotineiramente na Finlândia.

Todas as fotos © Oscar Keserci /fonte:via

Pai mostra o que aconteceria se desenhos infantis virassem realidade

Parece que as crianças veem o mundo de uma forma completamente diferente do que nós, adultos.

O mais legal é que elas não têm medo de desenhar as coisas do jeitinho que (acham) que são. E quem disse que essa visão não poderia ser realidade?

Tom é desenhista e pai de duas crianças: Al e Dom. A partir dos traços dos filhos, ele utiliza suas habilidades em edição de imagens para nos mostrar como seria um mundo que se parecesse com os desenhos infantis.

O resultado é, por vezes, assustador, mas, na maioria delas, as ilustrações se tornam apenas engraçadas. No Instagram, o trio já arrecada mais de 120 mil seguidores.

Os desenhos renderam até mesmo um livro, feito completamente em família, o Things I Have Drawn at The Zoo (“Coisas que eu desenhei no zoológico“, em inglês).

As criações vão de um Donald Trump ainda mais estranho do que o original até uma infinidade de animais – e pode apostar que elas irão animar seu dia.

Vem ver!

Empresa canadense cria o primeiro avião feito e movido inteiramente por maconha

Quando hoje se diz que não há limites para o que é possível ser feito a partir da maconha, nem mesmo o céu é esse limite – literalmente. A empresa canadense Hempearth, especializada em produtos derivados da planta, recentemente anunciou o primeiro avião feito e movido inteiramente por maconha. Todas as peças que compõem a aeronave, dos assentos às asas, passando pela estrutura e chegando até aos travesseiros foram feitas da erva. O avião “de maconha” é também movido por um combustível 100% feito a partir da maconha.

Engana-se quem pensa se tratar de uma “viagem” criar esse avião. A fibra da maconha é um material incrivelmente versátil e resistente, 10 vezes mais forte que o aço. Esse material aguenta muito mais peso e, ao mesmo tempo, é muito mais leve e flexível do que, por exemplo, o alumínio ou a fibra de vidro. Além disso, trata-se de um material que quase não agride o meio ambiente em sua produção, exigindo pouca água para ser plantado e ainda alimentando o solo de volta com nutrientes. O avião possui cerca de 11 metros de envergadura e carrega até 4 passageiros.

Segundo o presidente da Hempearth, Derek Kesek, o aspecto ambiental é o mais importante no desenvolvimento de seus produtos, incluindo a aeronave. “Esse é o tipo de futuro que desejamos para o planeta”, ele disse, sinalizando o quanto as possibilidade de uso de maconha para produtos diversos são cada vez mais infinitas.

Desde remédios revolucionários até aviões, o futuro parece mesmo necessariamente passar pela maconha – só não vê quem não olha para o céu.

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Pessoas rejeitadas pelas famílias por serem gays ganham ‘abraço de mãe’ de desconhecidos

Infelizmente ainda são muitos os homossexuais que não recebem apoio de seus amigos e familiares e, essa questão fica mais evidente em cidades como o Texas, berço da cultura country e terra dos cowboys. Mas, se depender de Jen Hatmaker – autora, palestrante, blogueira e apresentadora de televisão cristã americana, todo mundo tem direito de ganhar um acolhedor  e indispensável abraço de mãe.

A norte americana, que faz parte da Austin New Church, se juntou a sua congregação e decidiu oferecer abraços para quem estava na Austin Pride Week, a semana do orgulho LGBTQ+ da cidade. De fato não existe nada mais reconfortante do que receber um ‘abraço de mãe’ e a ideia por trás desta ação surgiu a partir da história de Sara Cunningham, uma mulher muito religiosa que demorou para aceitar a sexualidade do filho.

Percebendo quantos jovens passam pela mesma situação de seu filho, Sara decidiu criar um grupo de apoio no Facebook com a ajuda de seu marido e, juntos passaram a oferecer apoio a eles. Foi então que surgiu a ideia de se oferecer como ‘mãe postiça’ nos eventos de orgulho gay e seu “serviço” começou a ficar conhecido. Assim nasceu o ‘Free Mom Hugs’ (‘Abraços de Mãe de Graça’) – sua organização, que além de oferecer os deliciosos e acolhedores abraços, dá suporte e recursos para a comunidade  LGBTQ+, através de palestras e eventos.

Agora é Jen Hatmaker que se orgulha de ter levado sua igreja para participar da Austin Pride Parade, entretanto, esta não foi a primeira vez que a autora mostrou apoio à comunidade, já que, em uma entrevista em 2016, ela criticou o presidente Donald Trump e afirmou que casamentos LGBTQ+ deveriam ser sagrados.

Fotos: Jen Hatmaker /fonte:via