Prédio na China ganha cascata com queda de 108 metros de altura

A tendência de se construir edifícios inusitados em formas inesperadas na China transformou o mais novo arranha-céu em construção na cidade de Guiyang em uma imensa cachoeira artificial. Intitulado Liebian International Building, o prédio tem 121 metros de altura, e inclui em sua fachada uma dramática queda d’água de 108 metros de extensão. Trata-se da mais alta cachoeira artificial em um prédio em todo o mundo.

A cascata utiliza quatro grandes bombas que trazem a água de um reservatório subterrâneo composto por água da chuva e de escoamento superficial. O custo de seu funcionamento é bem alto – cerca de 500 reais por hora – e por isso a queda d’água só foi ligada seis vezes desde sua instalação.

O prédio ainda não está completo, por isso maiores detalhes sobre tanto seu funcionamento quanto sobre a própria cachoeira ainda não foram revelados.

Sabe-se, no entanto, que o local terá escritórios e hotéis de luxo, além de outra torre a ser construída. Como Guiyang é uma cidade de montanhas e árvores cheia de prédios imensos, a ideia é de trazer um pouco de água e sublinhar a sensação de uma floresta para o cenário urbano. O prédio está sendo construído pelo grupo Ludi Industry.

© fotos: reprodução/fonte:via

10 fotos chocantes revelam a extrema desigualdade entre ricos e pobres ‘parede com parede’

Mesmo os problemas sociais mais evidentes muitas vezes vão se tornando distantes abstrações, que podem precisar de uma ilustração gráfica e inconteste para nos despertar para sua gravidade. A desigualdade social e a pobreza não deveriam ser um desses, mas em todo caso o trabalho do fotógrafo sul-africano Johnny Miller visa justamente ilustrar, na mais crua e direta prática, tal desequilíbrio entre os mais ricos e mais pobres de uma cidade. Viajando por países diversos, como México, Índia e a própria África do Sul, Miller registra com suas fotos essa cruel divisão.

Na maior parte dos casos tal divisão é literal, feita somente por uma cerca, um muro, uma estrada ou um rio – mostrando de um lado um bairro rico e, de outro, uma região pobre. Suas fotos são feitas com drones, e vão ao alto para ver na devida perspectiva a diferença de um local para o outro, mesmo sendo vizinhos.

O projeto, intitulado Unequal Scenes (Cenas desiguais, em tradução livre) procura justamente desafiar a maneira com que naturalizamos e muitas vezes aceitamos tais desigualdades, tolerando a ideia de que pessoas tão próximas possam viver vidas tão radicalmente diferentes. Se era preciso desenhar para se entender o quão cruel a desigualdade econômica pode ser, Miller decidiu ir além – e a fotografou.

© fotos: Johnny Miller/fonte:via