Turista compra ayahuasca para dor nas costas e é condenado a 11 anos de prisão

O artista russo Maxim Gert esteve recentemente visitando o Peru. Durante a viagem, o jovem sofreu com a intensificação de dores nas costas e para atenuar os efeitos, resolveu levar pra casa duas garrafinhas de ayahuasca.

Conhecida por seus poderes medicinais e espirituais, a planta é bastante comum na América do Sul, inclusive no Brasil. Entretanto, alguns psicoativos presentes em sua composição são proibidos em determinados países, caso da própria Rússia.

Sem ter a menor ideia de estar cometendo um crime, Maxim foi surpreendido ao desembarcar no aeroporto de Domodedovo com a abordagem dos oficiais. Durante consulta de rotina, as garrafas foram alvo de uma série de testes que indicaram a presença do dimethyltryptamine, forte composto psicoativo ilegal em solo russo.  

O artista foi imediatamente preso e acusado por posse de drogas com a intenção de vendê-las. De acordo com o advogado de defesa, Maxim estava em estado de choque com as alegações e nunca imaginou que a ayahuasca poderia causar tantos problemas. Gert, segundo a defesa, acreditava estar carregando um remédio natural para acabar com as dores nas costas.

“Esta bebida é legalmente vendida em solo peruano. É um tesouro nacional. Maxim trouxe duas garrafas certo de que não estava cometendo nenhum crime”, explicou Vladimir Brigadin à 1tv.

As alegações não foram suficientes para evitar uma dura condenação de 11 anos e meio de prisão por carregar ayahuasca. Nem mesmo a ausência de antecedentes criminais ou os depoimentos de amigos e familiares conseguiram convencer o juiz.

Apesar da ayahuasca ser liberada no Peru, seu consumo é proibido em outros países. Entretanto, colocar um descuido no mesmo nível de um traficante de drogas pode ser uma atitude equivocada. Os advogados disseram que vão recorrer da sentença.

Foto: Reprodução/fonte:via

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Veja a reação das pessoas ao saberem que vão adotar animais resgatados

A cidade de São Paulo tem aproximadamente 2 milhões de animais vagando abandonados pelas ruas. No Brasil são mais 30 milhões sem um lar. O caso é grave e entre outros fatores, é causado pela insistência de algumas pessoas em adotar apenas cães e gatos de raça.

Uma organização brasileira especializada em resgate, Quatro Patinhas, resolveu fazer uma ação inovadora para atenuar os problemas. Secretamente, a ONG substituiu os animais de uma PetShop por seus bichinhos.

Para mostrar a reação das pessoas ao saberem que os cães eram fruto de resgate e que ainda por cima poderiam ser adotados de graça, a ONG instalou uma câmera escondida no estabelecimento.

“Não há diferença entre uma animal de raça ou não. O que realmente importa é amor que vai surgir”. A fala Christianne Duarte Gariou, presidente da Quatro Patinhas, se confirma com a abundância de amor das pessoas. Surpresos com a notícia, todos fizeram questão de seguir em frente com o processo de adoção.

O trabalho a ONG é elogiável, entretanto, é necessário um envolvimento maior do poder público e da sociedade. Diferente de outros países, o Brasil não possui leis efetivas para defender os animais, especialmente de maus-tratos. Com intuito de virar este jogo, Florianópolis anunciou que vai punir quem manter cachorros amarrados em coleiras ou presos por longos períodos.

Foto: Reprodução/fonte:via