Relógio de bolso que esteve no Titanic é encontrado e leiloado por R$ 240 mil

O destino de todos que adentraram o navio R. M. S. Titanic em 10 de abril de 1912 estava traçado para entrar na história – com a maioria saindo da vida para tal. E assim foi para o casal de imigrantes russos Sinai e Miriam Kantor, que saíram da Inglaterra com plenos planos de estudar medicina e odontologia em Nova Iorque. Cinco dias depois do embarque, Miriam seria resgatada em um bote, mas perderia seu marido.

Miriam embarcou com um pouco de dinheiro, seu passaporte, um caderno de viagens, um telescópio e um relógio de bolso. Passados mais de 100 anos como uma impressionante memorabilia que foi devolvida a Miriam e que ficou com a família ao longo de mais de um século, o relógio que era de Sinai e Miriam foi a leilão, sendo arrematado por 57,5 mil dólares – cerca de 240 mil reais. A peça mede cerca de 7,5 centímetros de diâmetro e tem os números escritos em hebraico e uma imagem de Moisés carregando os dez mandamentos a estampando.

Quem deu o lance mais alto foi John Miottel, dono do museu Miottel, que possui outros três relógios recuperados do mais famoso desastre náutico em todos os tempos. Sua ideia é incluí-lo em uma exposição permanente no museu em São Francisco. Apesar do alto preço para um item tão comum e diminuto, não se trata nem de longe do mais caro objeto recuperado do Titanic: em 2017, um violino que pertenceu ao músico Wallace Hartley, da banda do navio, foi leiloado por 1.7 milhões de dólares – o equivalente a mais de 7 milhões de reais.

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Máscara do rei mais longevo da civilização maia do século 7 é achada no México

O mais longo reinado conhecido das Américas foi comandado por Pacal, O Grande, que governou a cidade-estado Maia de Palenque durante 68 anos. Nascido no ano de 603 e assumindo o reinado aos 12 anos, Pacal viveu por 80 anos até 683, e foi responsável pela construção e extensão de alguns dos mais conhecidos e visitados monumentos da história da civilização Maia. Uma dessas estruturas é o conjunto arquitetônico El Palacio, onde recentemente arqueólogos encontraram uma máscara representando justamente esse que foi um dos maiores governantes da história do México.

A máscara foi encontrada na Casa E, uma das estruturas do conjunto, e pelos traços mais velhos marcados, representa a velhice de Pacal. Os arqueólogos acreditam que a máscara foi produzida com estuque, uma espécie de massa feita com gesso, água e cal. Outros objetos do período Clássico Tardio foram encontrados no local ao lado máscara de Pacal.

Os próximos passos arqueológicos no local irão investigar a tumba de Pacal, no Templo das Inscrições, uma das grandes pirâmides maias no El Palacio. Para isso, e contando com ajuda do governo dos EUA, as equipes estão procurando tecnologias que permitam a detecção de objetos e corpos dentro da tumba sem precisar causar qualquer dano à construção.

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