Serena Williams está arrasando com seu tutu no Aberto dos EUA

Algumas pessoas insistem em se opor ao avanços. Foi o caso do corpo diretivo do Roland Garros, tradicional torneio francês, vencido por Serena Williams três vezes. Os responsáveis pela direção do aberto decidiram banir a roupa inspirada no filme Pantera Negra.

Segundo o presidente da Federação Francesa, Bernard Giudicelli, a norte-americana precisava “respeitar o jogo”. Lembrando que o figurino desenvolvido pela Nike para Serena Williams levava em consideração os problemas enfrentados por ela depois de dar à luz.

“Me senti uma guerreira naquela roupa. Uma verdadeira princesa de Wakanda. Eu estou usando calças quando jogo, assim consigo manter o sangue circulando. É uma roupa engraçada, mas ao mesmo tempo, funcional”, declarou.

A repercussão foi grande e muitas pessoas apoiaram a decisão da atleta. Fazendo vista grossa, a multi-campeã preparou uma surpresa para a estreia no Aberto dos Estados Unidos. Williams apareceu na quadra no bairro do Queens, em Nova York, vestindo um tutu  preto.

Durante entrevista coletiva antes da estreia no US Open, Serena Williams resolveu colocar panos quentes e ressaltar a boa relação com Giudicelli. “Nós já conversamos e está tudo certo, gente”, finalizou.

Polêmicas de lado, o tutu foi um arraso e ela repetiu a dose na segunda partida. Desta vez, Williams jogou toda de lilás. O design é de autoria de Virgil Abloh e faz parte da linha QUEEN, colaboração entre o artista e a Nike. Claro, inspirada na diva Serena.  

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As múmias incríveis que o mundo perdeu no incêndio do Museu Nacional

A verdadeira dimensão da tragédia ocorrido no último domingo com o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, não pode ser medida em números, e será percebida por muitos e muitos anos daqui em diante. Permitir a destruição de praticamente todo um acervo científico, antropológico, arqueológico e histórico de mais de 20 milhões de peças significa permitir a destruição do próprio país. Um dentre os milhões de exemplos possíveis do tesouro destruído é o acervo de múmias que estavam no museu.

As múmias do Museu Nacional eram uma das atrações mais populares de seu acervo. Amazônicas, mineiras, egípcias, indígenas ou andinas, a coleção de múmias do Museu era a maior da América Latina, e uma das mais importantes do mundo. A coleção arqueológica egípcia do Museu era a maior e mais antiga da América Latina, e foi para o Museu Nacional que a primeira múmia egípcia foi trazida para o continente.

Uma das múmias mais populares do acervo era a da Princesa egípcia Kherima, que tinha cerca de 2 mil anos e trazia principalmente os dedos dos pés praticamente intactos. Quando foi trazida ao museu, ainda era permitido encostar na múmia, e diversos casos de reações de transe e experiências paranormais foram relatados depois de se encostar em Kherima.

A múmia Kherima

Hoje provavelmente todo esse acervo de múmias está simplesmente perdido, e trata-se somente de uma diminuta parte do que representa a destruição do Museu Nacional.

Assim como o incêndio é uma metáfora quase literal da atual realidade do país, em que o obscurantismo, os interesses financeiros e a mera ignorância colocam a ciência, a pesquisa, a história e a memória como descartáveis, o significado da perda das múmias é também um perfeito reflexo, de tesouros que, depois de resistirem a literalmente milhares de anos, agora foram destruídos pelo descaso, a burocracia, o obscurantismo.

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