Aos 15 anos, ela criou bengalas com GPS para ajudar deficientes visuais

Não é preciso ser um experiente cientista ou um velho inventor para criar algo que possa impactar positivamente e fazer a diferença na vida de muita gente – se você tem uma grande ideia e a criatividade afiada nessa direção, é possível efetivamente mudar o mundo. Esse é o caso da estudante canadense Riya Karumanchi, de apenas 15 anos, que criou a “Smart Cane”, uma bengala inteligente capaz de ajudar, guiar e proteger a vida de pessoas com deficiência visual.

A invenção de Riya em seu protótipo traz um GPS capaz de orientar o usuário com vibrações indicando direção, como uma vibração indicando a direita, e duas indicando a esquerda. Junto do GPS a Smart Cane traz um sensor ultrassônico de proximidade, e ainda um “serviço de emergência”. O sensor aponta a aproximação de objetos perigosos, e o serviço de emergência permite que a pessoa possa compartilhar sua localização, suas informações pessoais e seu histórico médico.

A ideia nasceu em Riya depois que ela conheceu a avó de uma amiga que era quase cega. “Percebi como as pessoas com deficiências visuais ou auditivas estavam lutando para se locomoverem sozinhas”, afirmou a jovem inventora. “Eu vi como isso poderia ser frustrante e, a partir daí, pensei em criar um dispositivo de assistência para melhorar suas vidas”, disse Karumanchi. Com sua invenção, um imenso futuro de possibilidades se abriu para ela – e para todos os deficientes visuais em potencial.

Riya passou todo o verão com sua empresa em uma incubadora em uma universidade canadense, onde levantou cerca de 56 mil dólares, ou cerca de 232 mil reais, de investidores como a Microsoft, para iniciar sua produção. Hoje ela lidera uma equipe de 11 pessoas desenvolvendo sua Smart Cane – que chegará a um modelo viável em dezembro. Sua ideia é que o modelo finalizado tenha também uma câmera com inteligência artificial, capaz de reconhecer rostos e descrever objetos.

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Na China, bikes compartilhadas são abandonadas e formam montanhas de desperdício

Parece uma obra de arte mas é, em verdade, desperdício e símbolo dos excessos do capital. Depois que, no ano passado, as bicicletas compartilhadas passaram a fazer um imenso sucesso na China, dezenas de empresas inundaram as cidades com magrelas coloridas, prontas para serem utilizadas e pedaladas por todo o país. Acontece que a infraestrutura e a legislação local não estava pronta para tamanha oferta e tanto serviço – e, com isso, muitas dessas empresas viram seu estoque empacar em depósitos que hoje mais parecem cemitérios de bicicletas.

Com a maior população do mundo, passando de 1.4 bilhões de pessoas, tudo que diz respeito à produção, oferta e demanda no país é monumental – e, da mesma forma, é o desperdício quando um negócio não dá certo.

Com isso, os usuários começaram a abandonar as bicicletas, assim como as empresas, criando essas imensas pilhas, como teias de rodas, em diversas cidades do país. Bicicletas abandonadas, quebradas, amontoam-se como um símbolo inconteste da especulação e de um mercado que pode ajudar a salvar o planeta, desde que feita de forma razoável.

As bicicletas compartilhadas seguem populares na China, e o mercado ainda promete crescer, mas certamente tal crescimento terá de acontecer de forma mais sustentável. Por enquanto o que restam são essas incríveis imagens que, fossem feitas por artistas, seriam obras de arte de beleza e força – mas, sendo feitas pelo capital fora de controle, se tornam signos perfeitos do desperdício desenfreado que o mercado pode provocar, independentemente de ideologia, orientação política ou sistema de governo.

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