Gênio? Para filha, Steve Jobs foi só mais um homem a cometer abandono parental

É sabido que o talento e o carisma de Steve Jobs no comando da Apple eram proporcionais à dureza de seu temperamento e à exigência que mantinha com seus funcionários. O que não se sabia, no entanto, é que tal dureza também se fazia presente em sua vida familiar, e que sua relação com sua filha não era nada fácil. A revelação é um dos pontos mais agudos do livro Small Fry, livro de memórias de Lisa Brennan-Jobs, filha que o fundador da Apple teve aos 23 anos de idade, e que por anos negou tanto a paternidade quanto seu sustento.

Lisa e sua mãe, a artista Chrisann Brennan, viveram uma vida dura, contando com ajudas de vizinhos, até Jobs assumir a paternidade. “Eu era uma mancha em sua espetacular ascensão, já que a nossa história não se encaixava com a narrativa de grandeza e virtude que ele queria para si mesmo”, escreveu Lisa.

Acima, o jovem Steve Jobs; abaixo, ele com Lisa

A filha, no entanto, não condena o pai, dizendo que ele era “desajeitado” e extremamente sincero para tais situações, que estava tentando lhe passar o que lhe acreditava, e que, por fim, o perdoa. Ela passou a viver com ele na adolescência, e antes de morrer o pai lhe pediu perdão, ela conta.

Acima, o livro de Lisa; abaixo, ela com o pai

O restante da família que Jobs – que viria a se casar com Lauren Powell Jobs – afirmou que leu o livro com tristeza, por não se tratar da maneira com que recordam da relação. “Ele a amava e se arrependeu por não ter sido o pai que deveria ter sido em sua infância”, disse Mona Simpson, irmã de Steve. A mãe de Lisa, no entanto, não só defende o livro da filha como afirma que ela não incluiu todas as coisas ruins.

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‘Black Mirror’ do dia: Moda já tem influenciadora robô com 1,4 milhão de seguidores

Se as modelos e os editoriais de moda tornaram-se ao longo dos anos amplificadores de padrões de beleza irreais e do estabelecimento de corpos, figuras e faces impossíveis na realidade, a mais nova tendência no meio parece, de forma ao mesmo tempo interessante, divertida e assustadora, tornar tal processo ainda mais agudo. São as modelos virtuais, personagens criados por uma mistura de fotografia, arte e computação, que se tornam supermodelos irretocáveis e perfeitas, com somente um detalhe nada mero: elas não existem.

Shudu, a primeira supermodelo virtual

O uso vem sendo feito por estilistas de vanguarda, como numa criativa interseção entre arte e moda. As modelos virtuais, no entanto, vem ganhando popularidade e trabalhos feito fossem de verdade – e muitas vezes é de fato difícil notar a diferença. A empresa Clo Co. é uma das mais atuantes em tal tendência, e a Looklet Co. vem desenvolvendo softwares para ajudar designers e artistas a construírem tais personagens e trabalhos.

Lil Miquela

Algumas das “modelos” já possuem milhares ou mesmo milhões de seguidores – como Shudu, a primeira e mais impressionante das supermodelos virtuais. Além dela, Lil Miquela e Perl também vem fazendo bastante sucesso nas redes sociais e plataformas em geral – assim como no próprio mundo da moda. Quem diria que a tecnologia acabaria por ameaçar até mesmo o emprego das supermodels?

Perl

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