Quem é Matthew Henson, o explorador negro do Polo Norte que história tentou apagar

Matthew Henson nasceu em 1866 em Baltimore – EUA e, pode ter sido o primeiro homem a alcançar o Polo Norte, um feito muito mais complexo de ser realizado no início do século 20, porém ignorado pelo fato de ser negro.

O explorador ficou órfão de pai e mãe ainda criança e, aos 13 anos passou a trabalhar em um navio, onde o capitão o ensinou a ler e a escrever. Anos depois, quando trabalhava como balconista, o destino bateu à sua porta e ele conheceu o engenheiro da marinha norte-americana Robert E. Peary, que o acompanhou em suas aventuras durante 2 décadas e, inclusive, era quem fazia as fotografias.

Em 1900 a dupla já havia viajado para o norte mais do que qualquer pessoa na terra, chegando a quebrar o próprio recorde. Acredita-se que finalmente alcançaram o Polo Norte em 1909, acompanhados de quatro esquimós.

Por quase um século, as grandes contribuições de Henson às explorações polares foram praticamente esquecidas, em favor de Peary, que inclusive chegou a afirmar que jamais teria conseguido sem ele. Foi apenas em 2000 (ele morreu em 1955), que ele recebeu uma homenagem póstuma, a Medalha Hubbard, a mais importante da revista National Geographic.

Quantas pessoas que marcaram a história da humanidade foram e continuam sendo deixadas de lado pelo fato de serem negras? Hoje, o mundo conhece a importância de Matthew Henson, que em 1996 foi homenageado através de uma embarcação, que recebeu o nome de Henson em sua homenagem. Esperamos que, homenagens como esta continuem fazendo parte de nosso dia a dia, cada vez em maior frequência.

Fotos: Robert E. Peary – National Geographic/fonte:via

‘I’m The Light’: Brasileiro faz exposição em NY com fotos em que humanos são pura luz

Gabriel Wickbold, fotógrafo brasileiro – baseado em São Paulo, possui um estilo único e bastante expressivo. Suas séries, que misturam fotografia com efeitos digitais, já estamparam revistas de moda e exposições pelo mundo inteiro, como seu mais novo trabalho, intitulado de ‘I’m the light’, que a partir da semana que vem estará nas paredes da galeria Isay Weinfeld – em Nova York.

Um trabalho que busca representar a essência da humanidade, um misto entre bem e mal, luz e sombra, traduzido em cores fortes e expressões marcantes. Uma arte que nos faz pensar em nossa própria natureza e importância frente à imensidão do universo.

É sempre bom ver um brasileiro conquistando cada vez mais espaço no fechado mundo das artes, mostrando um pouco do Brasil criativo e colorido, para o resto do mundo ver. Depois de passear por Nova York, uma das cidades mais importantes na cena artística mundial, em novembro, a série estará disponível também em São Paulo e é um programa imperdível!

Fotos: Gabriel Wickbold /fonte:via