Patinhos de plástico vagando nos oceanos 26 anos após acidente alertam sobre poluição

A Caça dos Patinhos navegantes expôs as preocupações sobre o acúmulo de lixo nos oceanos. Em janeiro de 1992, um carregamento com 28 mil bichinhos de brinquedo acabou derramado no meio do Oceano Pacífico.

Por serem projetados para flutuar, eles foram guiados pela correnteza e se esparramaram em áreas diversas dos mares. Alguns deles chegaram a percorrer um trajeto de mais de 3 mil quilômetros, chegando por exemplo na costa do Alasca. Outros patinhos foram encontrados na Austrália e Escócia.

O fenômeno intrigou os cientistas e gerou a abertura de uma longa investigação para rastrear os passos destes brinquedos vendidos para divertir crianças durante banhos de banheira. A história proporcionou inclusive, um entendimento melhor sobre os principais pontos acumuladores de lixo nos oceanos.

Os patinhos foram vistos pela última vez há mais de 10 anos, em uma praia de Massachusetts, no leste dos Estados Unidos e para profissionais voltados para a pesquisa em oceanos, é provável que muitos estejam vagando por aí quase 30 anos depois do acidente.

A explicação para esta história curiosa se dá pelo local do acidente. Trata-se de um ponto específico do Oceano Pacífico conhecido pelo encontro de correntes marítimas, que envolvem diversos continentes.

Ali se encontram correntezas com o Giro Subártico, que faz uma volta completa entre a América e Ásia e se une com outra corrente, que atravessa o Estreito de Behring para por fim chegar ao Atlântico.

Apesar do frisson em torno dos patinhos, sonho de consumo de uma série de colecionadores, a história evidencia o tamanho do problema causado pela poluição no oceano. O entrave vem provocando uma mudança de postura de gigantes da indústria, que aos poucos estão diminuindo a dependência de produtos feitos a partir do plástico, caso dos canudinhos.  

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Arqueólogos revelam provas de que mulher foi papa

Arqueólogos conseguiram provas substanciais de que uma mulher ocupou o cargo mais importante da Igreja Católica. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Flinders, na Austrália.

Para os pesquisadores, a história acerca existência de uma papisa – alimentada desde a Idade Média, é sim real. Entre as provas sustentando os argumentos está a confecção de moedas em homenagem à papisa.

De um lado das moedas analisadas está o nome do imperador Luis II. Do outro, um monograma que representa o nome IoHANIs, o que, de acordo com os pesquisadores, pode ser lido como Iohannes. O monograma foi assinado pelo papa vigente.

“Nessa época [850 d.C.], não existe, oficialmente, nenhum papa com o nome de Iohannes. Mas há muitos registros de Iohannes Anglicus, a papisa”, afirma Michael E. Habicht, autor de Papisa Joana: O Pontificado Encoberto de uma Mulher ou uma Lenda?, em entrevista à AH.

De acordo com o Habicht, a história oficial apresentada pela Igreja sempre foi suspeita. O autor ressalta que a ligação das moedas ao nome de João VIII, que reinou de 872 até 882, é bastante frágil. “Esse papa tem um monograma diferente. E uma análise grafológica apoia a conclusão de que são diferentes assinaturas, de duas pessoas diferentes”, encerra.

Durante a Idade Média, muito se comentou sobre esta história, que acabou caindo em descrença com o passar dos séculos. Apenas no ano de 1099, o dominicano Jean de Mailly, que não deu nome à ela, falou sobre a vida de Joana.

Pesquisadores dizem que Joana se disfarçou de homem para ascender na hierarquia católica, até conseguir ser eleita papa. Ela teria reinado entre 885 e 857, como João (Iohannes, em latim).  O disfarce foi descoberto durante uma procissão, quando o suposto papa João se sentiu mal e deu à luz no meio da rua. O fato causou grande indignação e Joana foi aprisionada e teve o nome removido de todos os documentos da Igreja Católica.

Joana nasceu na Idade Média, em janeiro de 814. Membra de uma família de camponeses, ela era filha de um missionário da Igreja Católica. Historiadores dizem que a jovem tinha o hábito de questionar os cânones de seu tempo. Joana morreu logo após o nascimento da criança, aos 42 anos.

A trajetória da papisa chamou a atenção do cinema. Na década de 1970, a atriz Liv Ullman protagonizou um filme sobre o assunto. Em 2009, a papisa voltou às telonas com produção dirigida pelo cineasta alemão Sonke Wortmann. O longo se baseou no livro Papisa Joana, da inglesa Donna Woolfolk Cross.

Até os dias de hoje a Igreja Católica não permite mulheres em cargos de liderança.

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