As impressionantes fotografias da inabitada região de Abecásia, no Cáucaso

Lugares abandonados moram, no imaginário de muita gente. Ao nos depararmos com fotografias de cidades e lugares fantasmas, é impossível ficarmos indiferentes e alheios ao que se passou. Imaginamos as pessoas que viveram lá, as mil histórias que aconteceram e, assim como em um filme, tentamos reconstituir a vida de um lugar que não existe mais. Exatamente como faz James Kerwin, fotógrafo inglês, eterno apaixonado em capturar lugares abandonados.

Sua última série é uma intrigante sequência de fotografias da região de Abecásia, república autônoma ao norte da Geórgia – no Cáucaso. Após o fim da guerra civil – em 1993, que arruinou a economia local e  matou milhares de civis, a região foi abandonada e permanece assim até hoje. O mato invadiu o lugar que antes era povoado.

Se este país já oferece por si só paisagens delirantes, quando James se deparou com essa infinidade de lugares inabitados, foi simplesmente, um deleite para seus olhos. De pontes e cinemas a hospitais e estação de trem, esta é uma série enigmática de fotografias, que nos faz viajar no tempo.

Fotos: James Kerwin /fonte via 

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Restaurante de sucesso dentro de presídio em Cartagena ajuda detentas a se preparar para retorno à liberdade

Moradores e visitantes de Cartagena, um dos principais destinos turísticos da Colômbia, têm desde o fim de 2016 uma oportunidade única de fazer deliciosas refeições ao mesmo tempo em que contribuem para a reintegração de detentas à sociedade.

Trata-se do Restaurante Interno, instalado dentro do Presídio Distrital de San Diego. 170 mulheres que cumprem pena por diferentes crimes foram treinadas em diversas funções e 20 foram selecionadas para trabalhar no restaurante, que serve receitas criadas por chefs famosos no país.

Além da cozinha e do atendimento aos clientes, as internas também cultivam uma horta, de onde são colhidos alguns dos alimentos servidos no restaurante. A ação é parte do projeto Teatro Interno, criado pela atriz Johana Bahamon, que começou realizando oficinas de teatro dentro de presídios do país, e hoje também atua oferecendo cursos de artesanato, hotelaria, finanças e empreendedorismo.

O objetivo de todas as frentes é o mesmo: preparar as mulheres que foram presas para se reintegrarem à sociedade depois de cumprirem as devidas penas. Além de ensinar novos ofícios, o Interno também ajuda as detentas a aprender a trabalhar em conjunto e foi capaz de tornar o convívio dentro do presídio mais agradável.

O presídio feminino de San Diego é uma penitenciária de segurança baixa, para onde detentas são enviadas para cumprir os últimos meses de suas penas antes de retornarem à liberdade. Mas isso não quer dizer que as condições por lá sejam muito melhores que em outros presídios: apesar de ter capacidade oficial para receber 100 detentas, cerca de 150 mulheres vivem nas seis celas do local.

Fotos: reprodução/Restaurante Interno /fonte via