Lambidas de cachorros no rosto podem causar doenças?

A ciência já provou que o amor que sentimos por nossos catíoros é exatamente o mesmo que temos pelos nossos filhos, mas será que algumas pessoas exageram ao tratá-los como verdadeiros humanos, permitindo que eles durmam em suas camas, compartilhem sua comida e lambam o seu rosto? De acordo com Manuel Sánchez Angulo – Professor de Microbiologia da Universidade Miguel Hernández de Elche, sim.

Existem outras maneiras de demonstrarmos carinho e afeição pelos nossos cães, que não seja com lambidas no rosto, já que eles não possuem consciência do que tocam com seus focinhos. Os cachorros costumam lamber o chão, outros cães e até mesmo fezes e, isso pode nos transmitir bactérias, vírus, fungos e parasitas que podem causar doenças.

Isso não quer dizer que precisamos parar de brincar com nossos animais, porém devemos manter certos padrões de higiene: “Que as lambidas nunca toquem na boca, nos olhos, no nariz ou em uma ferida”, explica Ignacio López-Goñi – autor do livro ‘Microbiota: los Microbios de tu Organismo’.

O estudo mostra que, se o animal e o humano estiverem saudáveis, as lambidas não representam perigo à saúde, porém, é essencial que a família todas as vacinas em dia, principalmente as contra raiva e leptospirose com seus diferentes sorotipos, o parvovírus, a cinomose e a hepatite.

Quando chegamos em casa e somos recebidos com festa e intensa demonstração de amor (que raramente recebemos dos humanos), não resistimos, certo? Mas não custa nada deixar seu cachorro longe das fezes de outros cães e lavar as mãos e o rosto depois de uns beijinhos, não é mesmo?

Fotos: Unsplash/fonte:via

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A lenda (e a foto) do encontro épico entre Frida Kahlo e Josephine Baker

A pintora mexicana Frida Kahlo e a cantora e dançarina francesa Josephine Baker foram duas das artistas mais importantes do século XX. Mas as semelhanças entre as trajetórias das duas vão muito além da paixão pela arte, e desembocam num encontro em Paris que, quase 80 anos depois, segue sustentando rumores sobre o que rolou entre as duas.

Tanto Frida quanto Josephine foram o tipo de artista que não fascina apenas por suas obras, mas por toda a postura de vida e o desafio aos padrões impostos em suas épocas.

Josephine nasceu nos Estados Unidos, mas sentia que seu talento artístico era constantemente reprimido no país. Negra, ela sofria resistência para ser reconhecida como cantora e dançarina, e decidiu se mudar para a França, e gostou tanto do que viveu por lá que até se naturalizou.

Já a mexicana Frida, vinda de uma infância pobre e tendo sofrido um acidente que a deixou com dores nas costas por toda a vida, sempre fez questão de deixar o sofrimento transparecer em seus autorretratos, sem vontade alguma de maquiar a realidade.

Ambas se casaram cedo, tiveram relacionamentos conturbados, tiveram gravidezes difíceis, que resultaram em aborto, e foram politicamente atuantes. Frida teve laços com Leon Trotsky, enquanto Josephine atuou como espiã na França durante o período em que os nazistas ocuparam o país.

O único registro do encontro entre as duas é uma fotografia de 1939. Frida viajou até Paris para divulgar uma exposição de suas obras no Louvre. A admiração mútua entre as artistas é notável, e é a partir de outra similaridade entre as duas que surgiu um rumor que ainda fascina.

Frida era abertamente bissexual, tendo se relacionado com algumas mulheres durante sua vida. Os relacionamentos de Josephine não eram tão expostos, mas até seu filho e biógrafo, Jean-Claude Baker, confirmou que ela teve affairs com algumas mulheres.

O filme Frida, de 2002, até mostra Salma Hayek, que interpreta a mexicana, se relacionando amorosamente com Karine Plantadit, que interpreta Josephine. Naturalmente, isso reacendeu os boatos sobre as duas, dando um ar de confirmação sobre o laço entre elas.

Apesar disso, o filme mistura ficção e realidade, não podendo ser considerado uma biografia propriamente dita. O podcast Queer as Fact, que pesquisa fatos históricos sobre o universo LGBT, fez uma investigação no ano passado para tentar descobrir o que há de concreto sobre o caso.

As duas principais biografias sobre as artistas. Josephine: O coração faminto, escrito por Jean-Claude Baker, cita algumas mulheres com quem a cantora se relacionou, mas o nome de Frida jamais é mencionado.

Algo parecido acontece com Frida – A Biografia, escrita por Hayden Herrera. O livro também aborda a bissexualidade da mexicana, mas jamais confirma que ela e Josephine foram amantes, nem mesmo por uma noite.

Assim, o que temos de fato é mesmo apenas a fotografia de Paris em 1939, em tempos em que pouquíssimos momentos eram eternizados para a história. O resto fica por conta de nossa imaginação, tão aguçada pelo talento artísticos de pessoas como Frida e Josephine.

Fotos: Reprodução/fonte:via