Historiador faz descoberta incrível ao analisar fotografia de templo grego de 1858

A curiosidade de um historiador proporcionou uma descoberta sem precedentes para a humanidade. O inglês Paul Cooper encontrou uma foto incrível do Templo do Olímpico de Zeus, na Grécia.

Paul desvendou um quebra-cabeça com a imagem das ruínas do templo, tirada por volta de 1858. Ele estava pesquisando sobre histórias esquecidas de ruínas ao redor do mundo para uma matéria do curso de PhD. Com isso, conseguiu montar uma linha do tempo mostrando como a construção se transformou ao longo dos séculos.

No caso do Templo Olímpico de Zeus, o que chamou a atenção do historiador foi um objeto estranho na parte superior da construção, “que diabos poderia ser aquilo?”, se questionou.

O interessante é que o objeto – que lembra muito uma pequena edícula, não pode ser visto como parte das ruínas nos dias de hoje. Chama a atenção o fato de que a construção pode ser vista em algumas fotografias históricas do século 19. Paul, então, se questionou sobre a possibilidade de pessoas terem vivido lá. “Como a edícula teria sido incluída em algumas fotos e excluída de outras?”

Para nossa alegria, Paul conseguiu desfazer o mistério e deu detalhes sobre a aventura em uma thread sensacional no Twitter. Segundo o historiador, o anexo realmente existiu. O inglês diz que pairava entre os cristãos a ideia de que morar na parte de cima de grandes construções os aproximariam de Deus. Inclusive, eles recebiam comida e água, entregues por meio de uma corda.

Após a independência da Grécia do Império Otomano, autoridades decidiram demolir a construção para reforçar conceitos de identidade nacional e valorizar o período helenístico.

“De qualquer forma, esta é a história de como eu não consegui cumprir minhas obrigações hoje. Eu vou escalar um pilar para pedir perdão”, encerrou.

Fotos: Reprodução/fonte:via

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Literatura de Cordel passa a ser Patrimônio Cultural do Brasil

Paraty (RJ) - O casal de cordelistas Marialva Bezerra, a Querindina, e Fernando Rocha, o Macambira, vieram da cidade de Esperança, na Paraíba, para a 12ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Preparem seus corações, pois a literatura de cordel foi declarada Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A notícia é um afago aos corações dos apaixonados por este estilo literário tão característico da cultura brasileira. Quem nunca reparou nestes livrinhos coloridos dispostos nas bancas de jornal?

O reconhecimento da literatura de cordel como patrimônio da cultura brasileira foi recebida com alegria pelo presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. O cearense Gonçalo Ferreira da Silva – com mais de 300 cordéis escritos, disse ao jornal O Globo que “aguardava com ansiedade o reconhecimento do Iphan, porque a literatura de cordel alcançou um nível muito bom”.

Literatura de cordel agora é patrimônio cultural do

Aliás, a ABLC possui 40 membros e foi fundada em 1988. A entidade entrou com o pedido ao Iphan em 2010. O presidente garante que no Brasil existem pelo menos cerca de 60 cordelistas, 20 deles no Rio de Janeiro. A obra do Bispo do Rosário também foi tombada.

Para escritoras e pesquisadores a decisão é fundamental para acabar de vez com o preconceito que por décadas cercou o gênero literário. O título pode fazer com que o cordel conquiste espaço em eventos de literatura pelo país.

“Por ter esse caráter de uma tradição popular, de livros que são feitos de uma forma mais artesanal, com materiais mais baratos, existe esse preconceito. Só que na verdade, enquanto discurso poético, o cordel é muito rico e refinado, porque necessita de uma técnica de métrica e rima”, explica ao G1 Maria Alice Amorim, que estudou literatura de cordel no mestrado e doutorado.

A literatura de cordel remete ao XVI, quando impulsionada pelo Renascimento, ganhou popularidade com a impressão de folhetos. Era a forma encontrada para a perpetuação de manifestações orais. O nome cordel vem justamente de forma com que os folhetos eram expostos, em cordas ou barbantes.

No Brasil o cordel é popular, sobretudo, no Nordeste. O músico e poeta nordestino Patativa do Assaré foi um dos grandes expoentes do gênero. Seus escritos traçam um paralelo entre a vida no sertão e na cidade.

“Geme de dor, se aquebranta
E dali desaparece
O sabiá só parece
Que com a seca se encanta
Se outro pássaro canta
O coitado não responde;
Ele vai não sei pra onde
Pois quando o inverno não vem
Com o desgosto que tem
O pobrezinho se esconde.”

Foto: Reprodução/Dinoleta/fonte:via