A emocionante comemoração da abertura desta fronteira após 20 anos de guerra

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A Eritreia é um pequeno país africano, que entre 1952 e 1993 fez parte da Etiópia. Desde que a independência foi declarada, as duas nações debateram sobre a localização da fronteira que divide os territórios, resultando inclusive em dois anos de guerra declarada, entre 1998 e 2000.

Os conflitos cessaram, mas tanto Etiópia quanto Eritreia continuam oficialmente em guerra uma com a outra. A animosidade, que resultou em ao menos 80 mil mortos no começo do século, também afetou a vida de amigos e familiares que foram praticamente proibidos de se ver, já que a fronteira entre os país ficou fechada por 20 anos.

Voos comerciais também estavam proibidos desde 1998, mas foram retomados em julho. Tudo porque Abiy Ahmed assumiu o cargo de primeiro-ministro em junho, declarando que reconheceria os limites do território da Eritreia que foram propostos em 2002. Ahmed também libertou milhares de presos políticos na Etiópia, além de prometer mais respeito aos direitos humanos e abertura para a atividade da imprensa.

Em setembro, a fronteira entre os dois países foi oficialmente reaberta, levando centenas ou milhares de pessoas a festejar correndo, cantando e abraçando os moradores do país vizinho.

Confira no vídeo da Associated Press:

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Fotos via BBC/fonte:via

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O Diário de Myriam: relato de menina sobre guerra síria chega ao Brasil graças a mobilização infantil

Myriam Rawick tem 13 anos hoje. Entre os 6 e os 12, ela escreveu um diário sobre o que via e sentia sendo uma criança de Aleppo, na Síria, uma das cidades mais afetadas pelo confronto entre governo e opositores, parte de uma guerra civil que já dura mais de sete anos.

A ideia de registrar as vivências de Myriam partiu da mãe da garota, e ganharam a mentoria do jornalista Philippe Lobjois quando ela tinha 8 anos. Foi o francês quem ajudou a transformar os relatos em livro e voltou para seu país em busca de uma editora disposta a publica-lo.

Foi assim que nasceu o livro “O diário de Myriam“, elogiado internacionalmente e comparado até a “O Diário de Anne Frank”. E a obra ganhou um combustível extra para ser traduzida para o português, em lançamento recente da editora DarkSide.

Alunos de uma escola pública de Osasco (SP) ficaram sabendo sobre o livro durante uma aula de informática, ao acessar o site de conteúdo infantil Joca. Interessadas em poder ler as histórias de Myriam, elas enviaram dezenas de cartas à redação do portal pedindo pela tradução do livro.

Estudantes de outros colégios, públicos e particulares, também escreveram para o Joca. A equipe do jornal decidiu procurar editoras dispostas a publicar a obra, e descobriu que a DarkSide já estava interessada no livro de Myriam.

Algumas cartinhas até foram publicadas na edição brasileira do livro para registar para sempre a movimentação dos estudantes. “O Diário de Myriam” pode ser comprado online, pela Saraiva ou pela Amazon.

Fotos: reprodução/fonte:via