Lago infernal no Alasca mostra a realidade da mudança climática

As águas do Lago Esieh sibilam, borbulham e estouram enquanto um poderoso gás de efeito estufa escapa de seu leito.Do tamanho de cerca de 20 campos de futebol, o lago do Alasca parece estar fervendo. O que realmente está acontecendo, no entanto, é que seu permafrost está derretendo.

Como você deve imaginar, isso é extremamente preocupante. O permafrost é um tipo de solo permanentemente congelado (o termo vem do inglês perma = permanente, e frost = congelado)E, se isso o permanente está deixando de ser no Esieh, certamente também pode estar em outros lugares.

Graves consequências

Se o permafrost abaixo e ao redor de outros lagos estiver derretendo também, então o dióxido de carbono e o metano resultantes criarão o que os cientistas chamam de “ciclo de retroalimentação”.

Em outras palavras, à medida que matérias orgânicas e vegetais anteriormente congelados são quebrados, os gases emitidos pioram o aquecimento global.Esse fenômeno tem a capacidade de acelerar drasticamente o processo já aterrorizante da mudança climática, causando ainda mais derretimento do permafrost, em um ciclo sombrio e infernal.

Escalamento

Vários lagos já foram detectados expelindo metano no Ártico, mas o Esieh é o maior até agora. Por dia, emite metano a uma taxa equivalente a cerca de 6.000 vacas.A cientista que descobriu o lago, Katey Walter Anthony, estudou 300 outros que emitem gases como este.

Essa notícia não é ruim apenas para o meio ambiente; curiosamente, a perda do permafrost dos lagos afeta até os povos indígenas que o utilizam como um “freezer esquimó” há diversas gerações, enterrando carne e outros alimentos para armazená-los e mantê-los frescos. O descongelamento da camada impede esse tipo de prática. [BigThink]

Embaixador alemão não consegue entender como brasileiros distorcem nazismo

O professor apontou ainda a falta de conhecimento histórico destes grupos. “Essa falsa polêmica demonstra que o ensino de história é profundamente falho no Brasil. Também mostra uma profunda manipulação dos fatos e um desprezo pela verdade entre alguns setores no Brasil”.

A necessidade de prestar os esclarecimentos devidos foi tão grande, que o Embaixador da Alemanha no Brasil teve que se pronunciar. Falando ao jornal O Globo, Georg Witschel, classificou como ‘besteira completa’ a ideia de que o nazismo não se relaciona com pensamentos extremamente conservadores.

“É uma besteira argumentar que o fascismo e o nazismo são movimentos da esquerda. Isso não é fundamentado, é um erro, é simplesmente uma besteira. Isso é um fato bem fundamentado na História. É um consenso entre os historiadores da Alemanha e do mundo que o nazismo foi um movimento de extrema direita”, salientou.

Segundo Witschel, a presença da palavra socialismo no nome do partido nazista (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), foi uma estratégia usada para gerar apelo aos trabalhadores e setores mais pobres da população.

“Lembremos de quantos regimes brutais usam a palavra ‘democrata’ em seu nome”.

O vídeo publicado na página da diplomacia alemã não pretendia dialogar com a direita brasileira. Na verdade, o conteúdo foi postado por causa das manifestações de extrema direita ocorridas na Alemanha entre o final de agosto e o início de setembro na cidade de Chemnitz, no Leste do país. A marcha contou com a presença de grupos xenófobos, que perseguiram estrangeiros depois da morte de um alemão, supostamente assassinado em uma briga com dois imigrantes.

O embaixador reforçou a obrigação do Estado de “informar sobre o nazismo, para nunca mais deixar nada parecido acontecer na Alemanha ou no mundo. A História está bem viva na Alemanha, com um alto consenso”.  

Mesmo assim,  historiadores seguem sem entender a insistência de alguns brasileiros em dar uma ‘aula de história’ sobre nazismo aos alemães.

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