Escritor indígena recebe prêmio de literatura infantojuvenil

Desde 2008, a lei exige que as escolas brasileiras incluam em seu currículo a temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. O cumprimento da norma, no entanto, ainda é um entrave, visto que há poucos professores realmente preparados para abordar o assunto.

Em muitos casos, os docentes apenas repetem conteúdos sobre os quais já ouviram, se tornando intermediários de um discurso que, por vezes, é repleto de estereótipos. Não seria interessante se, ao invés disso, crianças e adolescentes pudessem estudar sobre a cultura indígena através de livros escritos por pessoas destas etnias?

Daniel Munduruku é um destes autores que despontam na literatura infantojuvenil. Nascido em Belém, Pará, na etnia Munduruku, ele acaba de receber o prêmio Vida e Obra, na categoria Letras: Literatura Infantojuvenil, da Fundação Bunge.

A premiação existe desde 1955 e já consagrou nomes como Jorge Amado e Hilda Hist. Daniel é o mais recente agraciado com o prêmio, no valor de R$ 150 mil. Este não é o único título acumulado por ele: formado em filosofia e com doutorado e pós-doutorado em educação, Daniel é autor de mais de 50 livros que retratam a cultura indígena, tendo recebido também os prêmios Jabuti, em 2017, e Tolerância.

Jovem de 11 anos faz desafio do YouTube e fica ferido igual aos pilotos de caça

Invariavelmente, a internet acaba se tornando uma ferramenta perigosa. Sobretudo entre os mais jovens, que se aproveitando do descuido ou falta de tempo dos pais, criam brincadeiras com sérias consequências.

Principal celeiro deste tipo de prática, o YouTube viu crescer o número de vídeos sobre o desafio da roda da morte. A febre consiste em usar uma moto para acelerar o brinquedo conhecido como gira-gira.

O jovem Tyler Broome, de 11 anos, acabou sendo vítima da roda da morte e precisou ser internado em um hospital do Reino Unido. A mãe compartilhou fotografias mostrando os graves ferimentos na cabeça e olhos do filho, resultado do ‘desafio estúpido’, como chamou. O menino está internado em estado crítico.

De acordo com os médicos, Tyler sofreu ferimentos comuns aos pilotos de caça. O britânico foi vítima da centrifugação da chamada Força G. Isso acontece quando o corpo humano recebe uma grande carga dos efeitos da gravidade. A ausência de uma máscara de oxigênio é decisiva.

Tyler ficou com a cabeça inchada e os olhos dilatados e cheios de sangue e chegou a desmaiar. O impacto é tão grande, que a pessoa pode sofrer um derrame cerebral. Isso acontece, pois a Força G leva rapidamente o sangue do corpo para o cérebro. Daí os inchaços e marcas no rosto da criança.

“No caso de Tyler, ele desmaiou por causa da força da gravidade. Sua visão está turva e seus olhos vermelhos, cheios de sangue. Os médicos disseram que, se ele não estivesse em forma e saudável, poderia ter sofrido um derrame e morrido”, disse a mãe à BBC.

Tyler segue internado em condição grave, porém estável. A polícia de Nottinghamshire, na Inglaterra, está investigando o caso e os médicos, com consentimento da família, estão escrevendo um artigo para servir de alerta.

Fotos: Dawn Hollingworth/Reprodução /fonte:via