Um rolê por dentro do museu dos cérebros humanos na Índia

O cérebro é mais complexo e misterioso órgão do corpo humano, e entender seu funcionamento mecânico não nos aproxima sequer de efetivamente compreende-lo. Ver um cérebro de fato, e mais ainda, segurar o órgão nas mãos, é necessariamente ver nossa própria complexidade humana, e segurar uma vida em toda sua profundidade – e é isso a que nos convida o Instituto Nacional de Saúde Mental e Neurociência, em Bangalore, na Índia. Além de expor uma vasta coleção de cérebros, esse curioso museu permite ao visitante segurar um.

Antes de se tornar sede do Instituto, o local era o asilo para lunáticos de Bangalore, e entre os cérebros expostos há uma série de exemplos de órgãos que sofreram de doenças mentais, como Mal de Parkinson, Alzheimer e esquizofrenia, além de cérebros que viveram ferimentos e hemorragias.

A ideia da visita ao instituto é de ajudar a justamente desmistificar o próprio cérebro e suas doenças. “As pessoas pensam que doenças neurológicas são como espíritos malignos. Nós queremos combater essa ideia”, disse Dr. S. K. Shankar, cientista que há décadas trabalha no instituto.

Além da coleção de cérebros, o local oferece outras atrações de nosso corpo, como o pulmão de um fumante inveterado, pâncreas, rins, um coração e um esqueleto completo.

Todo o acervo do instituto indiano é formado por pessoas que doaram seu corpo para a ciência, e para além dos 300 expostos, há um total de quase 3.000 cérebros no local – essa impressionante massa cinzenta que nos permite viver e pensar.

© fotos: reprodução/fonte:via

Aposentada ensina português e ‘adota’ imigrantes africanos como filhos em SP

Se a língua pode ser a primeira barreira para um refugiado ou imigrante, a saudade e a distância da família são as barreiras incontornáveis e fundamentais para o recomeço em um novo país. Para alguns imigrantes que chegam em São Paulo, em especial no bairro da Mooca, a aposentada Sonia Altomar oferece uma calorosa e transformadora ajuda para amenizar essas duas questões: além de há seis anos dar aulas voluntárias de português para os imigrantes que vivem na casa de acolhida Arsenal da Esperança, Sonia indica aos alunos outros cursos, vagas de emprego, os visita doentes ou simplesmente oferece um ombro amigo em momentos difíceis.

O laço afetivo entre Sonia e seus alunos é tamanho que muitos a chamam de “minha mãe brasileira”. Tudo começou quando ela liderava um projeto de alfabetização para pessoas em situação de rua, e viu a chegada dos imigrantes haitianos. Por ser formada em português e francês, Sonia os pode ajudar especialmente, e a urgência com que precisavam aprender nossa língua comoveu a professora, que desde então não parou mais a ajudar quem chega ao Brasil.

Todos os seus ex-alunos, em especial os que melhoraram de vida e conseguiram um emprego, relatam o tratamento especial e carinhoso que Sonia oferece. No Arsenal da Esperança hoje são 1.200 pessoas que recebem cama, banho, alimentação, cuidados com a saúde, além de cursos – a maioria vive em situação de rua. Paradoxalmente o filho de Sonia vive na Alemanha, mas sua atribulada agenda por aqui a impede de visita-lo tanto quanto gostaria – são muitos os que precisam de suas aulas e ajudas em São Paulo. Sonia muitas vezes vai até o empregador, a fim de oferecer uma chancela especial para que seu aluno seja contratado.

Ela garante que só vai parar de ajudar quando seu corpo não mais permitir, se oferecendo como um exemplo perfeito de como melhor lidar com a questão dos imigrantes em qualquer lugar do mundo: com educação, empatia, dedicação e afeto. A humanidade, como um todo, agradece – em qualquer lugar do mundo.

© fotos: reprodução/fonte:via

Já ouviu falar dos vinhos da Bolívia? O NYT está querendo que você prove

Vinhedos da Uvairenda plantados a 1.750 metros de altitude, na cidade de Samaipata, na Bolívia.

Quando pensamos nos melhores vinhos do mundo, rapidamente nos vem à cabeça os franceses, italianos, portugueses, argentinos, até mesmo os americanos, entre outros. A ciência a respeito da avaliação de qualidade dos vinhos é um tanto inexata, e recentemente, em um teste às cegas, algo de verdadeiramente inesperado aconteceu: ainda que o primeiro colocado no teste fosse um vinho francês, o vinho que recebeu a prata veio de um pequeno e inesperado país, sem qualquer especial tradição nesse universo: o segundo colocado foi o vinho Único, produzido na Bolívia.

Tannat é a uva tinta mais produzida no país. Na foto, trabalhadores da vinícola Aranjuez separam uvas depois da colheita.

Enquanto o primeiro colocado, o francês La Tyre, costuma ser vendido por até 150 dólares, o Único, produzido pelo Campos de Solana, costuma ser vendido por um décimo desse preço – de certa forma, foi como se a Bolívia tivesse vencido o concurso. Com o resultado, não é exagero afirmar que a Bolívia vem se tornando uma das mais excitantes novidades entre os produtores de vinho – um mercado ainda desconhecido e, por isso, com excelente custo-benefício.

"Já que você vai beber, por que não beber algo que ajude o desenvolvimento?", diz o importador americano Ramon Escobar sobre vinhos bolivianos.

A produção boliviana ainda é muito pequena – somente 8.3 milhões de litros anuais dentro do oceano de 25 bilhões de litros produzidos anualmente no mundo – mas certas singularidades do país, como sua altitude extrema e o sol intenso, ajudam no desenvolvimento não só das plantações como na própria singularidade do sabor da bebida. O feito realizado pelo Único no concurso foi noticiado até mesmo pelo New York Times.

As ambições são altas dentre os produtores bolivianos, que já começam a exportar com destaque para o resto do mundo, especialmente para os EUA, o Brasil e a China, e não somente por uma questão de posicionamento no mercado: estima-se que a cada 25 acres de uvas plantadas no país, 10 famílias são tiradas da pobreza através das oportunidades de trabalho. Em se tratando de um dos mais pobres países da América Latina, trata-se de um estímulo e tanto, para transformar o vinho boliviano no mais novo queridinho entre enólogos do mundo.

© fotos: reprodução/fonte:via

Idosos provam que você não precisa se preocupar com as tattoos quando envelhecer

Hypeness

Ainda que a pele seja de cada um, é comum que pessoas com uma ou várias tatuagens sejam questionadas sobre seu gosto por essa forma de arte e expressão. “E quando você envelhecer?” é uma das questões mais ouvidas.

O coletivo de artistas holandês GetOud produziu um livro e uma exibição chamados ‘TattooAge. Never too old’ (algo como “Idade para tatuar: nunca velho demais”), em que vários idosos foram fotografados exibindo as tattoos em suas salas de casa.

Foram 25 personagens retratados no total, entre pessoas que fizeram a tatuagem como presente para os netos ou para lembrar sempre de alguém amado que já partiu. Há pessoas que têm tatuagens há muitos anos, e também quem só fez a primeira depois dos 80.

Hypeness

Hypeness

Hypeness

Hypeness

Hypeness

Hypeness

Hypeness

Fotos via GetOud /fonte:via

Esta empresa quer transformar lixo marinho em biocombustível

Hypeness

Desde 2000, a empresa canadense Enerkem se dedica a estudar e implementar maneiras de transformar lixo orgânico em biocombustível, ajudando ao mesmo tempo a diminuir a queima de combustíveis fósseis e a quantidade de detritos no planeta.

O mais novo projeto da companhia consiste em uma parceria com a The Ocean Legacy Foundation, que faz limpeza na costa do país, para aplicar a mesma tecnologia usada em detritos urbanos ao lixo que a organização retirar dos mares canadenses.

Hypeness

Marie-Hélène Labrie, vice-presidente da Enerkem, declarou que “A tecnologia inovadora que transforma lixo em biocombustível já aborda problemas relacionados ao lixo urbano, incluindo o plástico. Através dessa colaboração inovadora, o comprometimento é com iniciativas locais concretas para transformar resíduos plásticos de oceanos em produtos de valor”.

O chamado bioetanol produzido pela Enerkem é considerado até 3 vezes menos poluente que a gasolina, e a empresa também está trabalhando em alternativas para substituir o óleo diesel.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, há cerca de 150 milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do planeta. Mesmo com os esforços para reduzir a produção, consumo e descarte de materiais plásticos, estima-se que 8 milhões de toneladas cheguem aos oceanos a cada ano.

Fotos via The Ocean Legacy Foundation /fonte:via

Artista usa a antiga chamada de pastoreio escandinavo para invocar rebanho das pastagens

Você já ouviu falar sobre o “kulning“?

Essa palavrinha complicada se refere a um antigo canto escandinavo usado para chamar os rebanhos que estavam nos pastos.

Hypeness

Quando em um vale, a música ecoa pelas montanhas até chegar aos animais. Estes, equipados com sinos, começam a voltar para casa após o chamado e o caminhar faz com que os sinos também emitam sons, potencializando ainda mais a beleza do ritual.

Embora não seja usado com frequencia atualmente, o kulning ainda pode ser encontrado em alguns lugares isolados na Suécia e na Noruega. A artista sueca Jonna Jinton é uma das adeptas do canto.

Jonna ficou conhecida online após um vídeo seu chamando o rebanho usando o kulning viralizou nas redes sociais.

A artista decidiu deixar Gotemburgo, onde vivia, para se mudar para o campo em 2010. Desde então, sua relação com os animais se tornou ainda mais estreita, como é possível ver nas publicações de seu canal do Youtube.

É apenas maravilhoso! ❤

Fotos: Reprodução YouTube/fonte:via

As mulheres estão fazendo história no judiciário deste estado norte-americano

Resultado de imagem para As mulheres estão fazendo história no judiciário deste estado norte-americano

Você provavelmente nunca ouviu falar sobre a cidade de South Fulton, a mais recente e quinta maior da Georgia, Estados Unidos, mas é possível que ainda vá escutar muito sobre ela…

O município é o único do país a ter uma corte completamente formada por mulheres negras.

A mudança começou com a nomeação da juíza Tiffany Carter Sellers, após a oficialização de South Fulton como cidade, em 2017. Uma vez no cargo, Tiffany trouxe para a corte apenas mulheres maravilhosas, que fossem capazes de mudar a maneira como as pessoas veem o sistema judiciário.

Em South Fulton nós não vamos pegar leve com o crime, mas vamos nos certificar de que seus direitos estejam protegidos“, destaca em um vídeo inspirador divulgado pelo Great Big Story (veja abaixo).

Em entrevista à CNN, a juíza comenta que tudo aconteceu naturalmente e não foi planejado. Afinal, 90% da população da cidade é negra.

A produção está em inglês, mas é possível ativar a tradução automática das legendas clicando em Detalhes > Legendas/CC > Traduzir automaticamente > Português. Não perde!