Cientistas descobrem gravuras rupestres que podem dar pistas de civilização perdida

Desenhos feitos em paredes de cavernas no oeste da Índia, que há anos são reverenciados como mensagens divinas pelos habitantes locais, podem ser a pista inicial para a descoberta de uma antiga civilização jamais estudada antes.

A região de Konkan, no estado de Maharashtra, conta com dezenas de vilarejos cheios de petróglifos (desenhos rupestres em pedras). Alguns deles estavam em cavernas que foram transformadas em templos pela população local, mas a grande maioria estava escondida sob terra e lama.

Os desenhos foram encontrados em 52 vilarejos, mas só em cinco deles os moradores sabiam da existência das gravuras. Pesquisadores indianos ficaram sabendo dos petróglifos graças a fotografias tiradas por estudantes locais, curiosos para entender do que se tratavam as imagens.

De acordo com os arqueólogos envolvidos no projeto, os petróglifos devem ter sido feitos por volta de 10 mil a.C. Eles são parecidos com outras pinturas rupestres já achadas em outras partes do mundo e retratam majoritariamente pessoas e animais.

Os pesquisadores acreditam que a antiga civilização local baseava-se na caça e na coleta de alimentos, já que há desenhos relacionados a esses temas, mas não à agricultura. Nenhuma imagem relacionada a cultivo agrícola foi localizada.

Entre os desenhos foram encontrados representações de pássaros, tubarões, baleias e tartarugas. Uma questão que intriga os cientistas é que também há pinturas de animais parecidos com hipopótamos e rinocerontes, que, desde que a ciência pode registrar, vivem na África, e não na Ásia.

Um dos objetivos dos pesquisadores agora é entender se os autores dos desenhos viveram na África antes de migrar para a região que conhecemos como Índia, ou se é possível que animais pré-históricos parecidos com os hipopótamos e rinocerontes atuais tenham vivido na Ásia.

Fotos: reprodução/fonte:via

Anúncios

Mapa mostra o mundo como ele realmente é sem as distorções usuais

Quando pensamos na geografia do planeta, e queremos lembrar das fronteiras de um país, da dimensão de um continente ou em qualquer questão terrestre da Terra, logo pensamos em um mapa mundi, estendido em nossa cabeça. Esse mapa tradicional, conhecido como Mercator, foi desenvolvido pelo geógrafo e cartógrafo flamengo Gerardus Mercator em 1569, também responsável pelo termo “atlas” para designar uma coleção de mapas. Acontece que o mapa Mercator não corresponde às dimensões e distâncias reais do planeta. Ainda que as formas dos continentes estejam corretas, os tamanhos não estão. Um exemplo é que a Groelândia aparece quase tão grande quanto a África, ainda que o continente africano seja 14,4 vezes maior.

Foi por isso que o artista e arquiteto japonês Hajime Narukawa desenvolveu um mapa que mostra com mais precisão as proporções reais entre os países, os continentes e as distâncias. Para desenvolver seu mapa, intitulado AutaGraph, Narukawa se baseou no origami, a milenar arte japonesa de dobradura para alcançar incríveis formas em papel. O AutaGraph foi vencedor do Good Design Award, um dos mais importantes prêmios de design do Japão e do mundo.

Para desenvolver seu mapa “origami”, Narukawa dividiu o globo terrestre em 96 triângulos, logo transformados em tetraedros, poliedros com quatro faces – formas geométricas com faces planas e volumes definidos. A partir de tal divisão o arquiteto chegou, na forma de um retângulo, às proporções corretas do planeta, resolvendo a dificuldade de representar uma esfera em um mapa plano.”AuthaGraph representa fielmente os oceanos e os continentes, incluindo a Antártida, e fornece uma perspectiva precisa e moderna do nosso planeta”, disseram os responsáveis pelo prêmio oferecido a Narukawa.

Os críticos apontam outras imprecisões, as poucas subdivisões e o fato de não ser um bom mapa para navegações como críticas à criação de Narukawa, mas os problemas do mapa tradicional Mercator parecem ter sido de fato resolvidos pelo AutaGraph. Representar o mundo em papel de fato é um problema do tamanho do planeta – que estaremos para sempre, como uma tarefa infinita, tentando resolver.

© fotos: reprodução/fonte:via