Fotos raras mostram o dia a dia dos Panteras Negras nos anos 1960 e 1970

Era 1967 e Stephen Shames ainda era um jovem fotojornalista dedicado a usar seu talento com a câmera para chamar atenção para questões sociais que precisavam ser debatidas. E um encontro com Bobby Seale foi fundamental para impulsionar a carreira de Stephen.

Bobby foi um dos fundadores do Partido dos Panteras Negras, uma organização para defesa dos direitos de pessoas negras nascido durante o Movimento dos Direitos Civis.

Foi Bobby quem pediu que Stephen se tornasse fotógrafo oficial dos Panteras, documentando as atividades diárias do grupo com um grau de intimidade que nenhum outro fotojornalista conseguiu atingir – o jovem era a única pessoa de fora do Partido com acesso direto aos ativistas.

À Vice França, Stephen declarou que seu objetivo era “mostrar os Black Panthers a partir de dentro, não simplesmente a documentar as suas lutas, ou a intenção de pegar em armas”, para “revelar o que acontecia nos bastidores e fornecer um retrato mais completo dos ‘Panteras’”.

Algumas das icônicas fotografias clicadas por Stephen estão em exibição em Lille, na França, dentro de ume vento chamado Power to The People. Confira algumas imagens que a Galeria Steven Kasher liberou para divulgar a obra de Stephen Shames.

Fotos por Stephen Shames (Cortesia da Steven Kasher Gallery)/fonte:via

Ilustrador cria universo distópico e prevê como seria um ‘apocalipse robô’

Para muito além da ameaça bíblica de fim de mundo, o apocalipse se multiplicou e pode hoje ter muitas caras – do zumbi ao ambiental, passando pelo mais real e ameaçador de todos, que é o apocalipse político do ódio e da intolerância. Um dos mais clássicos mundos distópicos anunciados pela ficção, porém, é o apocalipse robô – e é inspirado nessas histórias que o artista sueco Simon Stalenhag desenvolve suas pinturas digitais.

Tendo crescido nos arredores da capital Estocolmo, Simon costumava pintar com guache os bucólicos cenários naturais com os quais estava acostumado em seu país. Foi quando conheceu os filmes Star Wars, Alien e Blade Runner que, em tais cenários, começou a aparecer a ameaça robô – e sua arte se transformou, e ele abandonou as tintas reais para passar a usar tintas digitais. Pintando com precisão quase fotográfica, Simon imagina como seria o mundo dominado por robôs, no qual os humanos estariam escravizados e lobotomizados.

Hoje o tema tomou conta da arte do sueco, que já lançou três livros (um deles, The Electric State, teve os direitos comprados por Hollywood), dois discos de música eletrônica e um jogo de RPG, também localizado em um cenário robótico-apocalíptico, passado na década de 1980. Diferentemente das previsões de suas obras, o futuro parece promissor para Simon.

©artes: Simon Stalenhag/fonte:via