A história de resistência da bailarina polonesa que atirou em nazistas a caminho da câmara de gás

Resistir é uma palavra forte, que cria raízes em tempos difíceis.

E um ato de resistência de uma mulher a caminho da câmara de gás, em Auschwitz, se tornou um ícone para outros prisioneiros que esperavam seu fim. Passada de boca em boca, a história diz que a bailarina polonesa Franceska Mann, ou Franciszka Mannówna, teria desarmado um oficial e atirado em dois nazistas quando caminhava para a morte certa.

Conforme reportagem realizada pela Vice, é difícil confirmar que Franceska seja a autora da revolta, mas há evidências que corroboram essa tese.

O que se sabe é que a bailarina foi enviada para Auschwitz em 1943. Diz a lenda que ela teria tentado seduzir os nazistas Josef Schillinger and Wilhelm Emmerich com um striptease a caminho da câmara de gás. Enquanto se despia, a polonesa teria usado o próprio sapato para atingir Schillinger na cabeça e roubar sua arma, atirando nele e em Emmerich.

Entre os relatos do período, há o registro de uma revolta datada do mesmo ano, porém não há detalhes sobre o fato. Há ainda a história contada por Jerzy Wesoloski, um homem que escapou do campo de concentração. Ele conta que duas mulheres se defenderam e que um oficial da SS chamado “Schiller” teria falecido, mas não identifica quais seriam as mulheres envolvidas.

A informação foi publicada pelo Auschwitz Memorial através do Twitter, afirmando que, embora acredite-se que a autora da revolta tenha sido de fato Franceska, ainda não é possível confirmar 100% sua identidade.

Uma das mulheres sentiu o perigo em que estava e pegou de surpresa a pistola do oficial da SS Josef Schillinger. Ela atirou nele e o feriu gravemente e também atirou em um segundo homem da SS, Wilhelm Emmerich. Esse era um sinal para as outras mulheres atacarem. Entretanto, a SS suprimiu o motim muito rápido e finalmente matou todas as mulheres. Schillinger morreu a caminho do hospital em Katowice. Emmerich sobreviveu, mas ficou mutilado“, diz a publicação.

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Artista italiano usa paradoxos visuais e metáforas para criar imagens provocativas

A arte é uma poderosa ferramenta para nos fazer refletir sobre diferentes maneiras de ver o mundo.

É através de ilustrações simples e coloridas que o artista italiano Joey Guidone manifesta esse talento.

Com uma dose de sarcasmo, muito bom humor e um quê de crítica social, Joey busca mostrar outros ângulos de situações cotidianas sobre as quais dificilmente paramos para pensar.

Seu traço lança um olhar sobre coisas tão sutis como o quanto uma conversa pode mudar o dia de uma pessoa em situação de vulnerabilidade ou mesmo a tempestade de ideias que existe para que um escritor possa colocar as palavras certas no papel.

Gosto de pegar objetos e fazê-los ‘falar’ entre si em conversas surrealistas. Basicamente, meu trabalho é criar imagens que comunicam as informações de forma fácil e rápida. Usar objetos como símbolos e construir paradoxos visuais e metáforas é o jeito que mais gosto de fazer isso“, disse ele ao Bored Panda.

Confira algumas de suas criações abaixo:

Acompanhe mais do trabalho do artista através do Instagram.

Fotos: Joey Guidone /fonte:via