6 Motivos para viajar até o Fim do Mundo no verão

Com mais de um milhão de km2, entre a Argentina e o Chile, a Patagônia é um bioma que se estende pelo extremo da América do Sul, tendo a Cordilheira dos Andes como sua linha divisória. Nesta parte austral do planeta, na sua porção argentina, a região é conhecida como Terra do Fogo.

Picos nevados, lagos cor verde-esmeralda, paisagens arrebatadoras e um clima frio. São estes aspectos que figuram no imaginário coletivo quando se pensa no destino Patagônia. Mas engana-se quem pensa que a região se restringe a temperaturas baixas e paisagens brancas. O verão patagônico está chegando e a temporada surpreende  com atrativos ainda mais interessantes que o ski.

Entre novembro e março, as temperaturas médias variam entre 10ºC de máxima e 2ºC de mínima, os bosques então secos voltam a ficar robustos e ganhar lindas colorações em tons verdes e alaranjados, e os caminhos e trilhas voltam a ficar totalmente abertos para visitantes do mundo todo desbravarem suas belezas naturais.

Conheça aqui 6 razões para viajar até o fim do mundo no verão:

1. Contemplar a Laguna Esmeralda em seu maior esplendor 

É no verão que a Laguna Esmeralda, um dos cartões postais de Ushuaia, descongela e seu tom esverdeado se revela em toda a sua beleza aos olhos dos que encaram o trekking de 3 hrs (ou 4,7 km) de ida e volta para conhecê-la. São 1h30 de estrada pela Ruta 3 até acessar o início da trilha. A aventura vale a pena e o caminho não decepciona:  percorre-se bosques, vales, rios e lagos, tendo como fundo a Cordilheira dos Andes.

2. Caminhar entre centenas de pinguins! 

O verão é também a época de migração de muitos exemplares da fauna que por ali se estabelecem para procriação e pela busca de alimentos e nutrientes abundantes no Canal Beagle, com suas mais de 20 ilhas e ilhotas. Um percurso de estrada leva até a Estância Harberton, propriedade particular de onde se toma um bote (15 minutos) até Isla Martillo, também chamada de pinguinera, uma vez que ela se torna lar temporário, entre outubro e abril, para diferentes espécies de pinguins. Com praias e colinas de vegetação rasteira, os visitantes podem caminhar por entre estas simpáticas aves – claro, tomando o todo o cuidado para não tocá-las como as regras locais de preservação estipulam. Outra opção de passeio é a navegação partindo do Porto de Ushuaia até a pinguinera. Vale lembrar que esta outra opção, contudo, limita os visitantes a observarem os pinguins desde dentro da embarcação.

3. Desbravar as trilhas da Reserva Alarkén

Que tal explorar a região do Ushuaia por trilhas que se espalham por 100 hectares de bosques, fauna e flora nativos? Durante o verão, a Reserva Natural Cerro Alarkén abre portas para os desbravadores da Terra do Fogo, que podem observar também raposas e castores durante suas caminhadas. São mais de uma dezena de trilhas para percorrer ao longo de 1km, beirando as margens do rio Arroyo Grande. O Cerro Alarkén, um mirante natural, descortina uma vista de 360 º da região. A porta de entrada da reserva é o Arakur Ushuaia Resort & Spa, cravado a 250 m no alto de uma montanha com panoramas do Canal Beagle, da cordilheira dos Andes, e cidade de Ushuaia.

4. A temperatura sobe. Os preços baixam.

Não só o clima ameno, a possibilidade de ver pinguins e a paisagem mais colorida são atrativos de Ushuaia durante o verão. Os preços também ficam mais baixos. Enquanto na alta temporada, entre julho e agosto, os preços são sempre mais salgados por conta da adição dos passes de ski, a locação de equipamentos de neve, entre outros itens, no verão, as tarifas caem em até 40%.

5. Visitar a Antártida, o continente mais remoto do mundo

Entre novembro e março, navios deixam o porto de Ushuaia para expedições rumo ao continente branco, a Antártida. Durante esse período, o gelo derrete e abre caminho para uma navegação silenciosa, que só é quebrada pelo ruído do vento, pela queda dos icebergs ou a movimentação dos bichos e da própria natureza. Quem embarca nessa aventura  encontra baleias, filhotes de pinguins e focas pelo caminho. Sem falar de intrigantes crateras de gelo e praias de areia escura. É a partir de Ushuaia que 95% do turismo mundial rumo à Antártida transita. Por isso, o extremo sul da Patagônia também é conhecido como Capital Internacional do Turismo Antártico.

6. Aproveitar os dias – que são super longos!

Numa primeira experiência pode parecer estranho, mas despertar-se e ir dormir com o o céu ainda claro é o que acontece quando se visita a Terra do Fogo nos meses de verão. Entre dezembro e fevereiro, principalmente, o sol nasce às 5h e só se põe por volta das 22h. As longas horas de sol podem até dar uma sensação incomum de que o dia nunca acaba, mas garantem uma vantagem: ter mais tempo para curtir as atrações outdoor da cidade mais austral do planeta. E já que o relógio parece estar sempre a favor, os visitantes podem aproveitar para fazer dois passeios num dia só, por exemplo, visitar o Parque Nacional pela manhã e fazer a navegação pelo Canal Beagle durante o período da tarde (o último horário é 15:30). Ou fazer um vôo panorâmico de helicóptero pela manhã e um tour de carro 4×4 pelos Lagos Escondido e Fagnano.

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Tatuador larga a publicidade para viver de arte. Mas explora tecnologia para pirar na geometria

Duas da tarde de um sábado ensolarado. No alto de um prédio comercial na zona sul de São Paulo, a vista privilegiada da cidade é só mais um atrativo no studio do Marcelo Capocci. Com auxílio de computador e tablet de alta performance, o tatuador está trabalhando na criação de um novo projeto.

Uma minúscula impressora térmica desenvolvida para dar perfeição ao trabalho também é usada. Assim que notado, o ambiente tecnológico desperta a curiosidade dos clientes e visitantes e deixa o lindo cenário urbano da janela em segundo plano.

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