Mudanças climáticas severas causaram extinção do unicórnio siberiano

Nem os mais de 3 mil quilos de massa ou o chifre proporcionalmente enorme foram capazes de garantir a existência do Elasmotherium sibiricum, mais conhecido como “unicórnio siberiano”. De acordo com um estudo recém-publicado, a espécie foi extinta da Terra há cerca de 39 mil anos por causa de mudanças climáticas severas.

O artigo liderado pelo paleontólogo russo Pavel Kosintsev indica que humanos modernos e neandertais viveram na Terra junto com o unicórnio siberiano, mas que provavelmente não chegaram a estar muito próximos geograficamente – até então, acreditava-se que a espécie tivesse desaparecido há 200 mil anos, antes do surgimento dos humanos.

Acredita-se que a espécie era mais ou menos assim

Ainda de acordo com os pesquisadores, o Unicórnio Siberiano provavelmente foi afetado com força pelo início da Era do Gelo na Eurásia. Como a temperatura global caiu muito e rapidamente, o solo da região congelou, reduzindo as áreas de grama seca onde os animais viviam e das quais se alimentavam, iniciando uma série de problemas, como competições por terra e alimento.

De acordo com os cientistas, o Unicórnio Siberiano estaria então junto com outras centenas de espécies que desapareceram durante a chamada Quarta Extinção em Massa, que ocorreu entre 50 mil e 4 mil anos atrás, quando 40% dos animais com mais de 45kg da Eurásia foram extintos graças às mudanças climáticas que atingiram a Terra.

Fotos: Reprodução/Wikimmedia Commons fonte:via

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