Com pouca luz solar, cidade norueguesa é iluminada por espelhos gigantes

A Noruega é um dos países mais desenvolvidos do mundo e conta com atrações curiosas, como um restaurante submerso, aulas de surf a temperaturas negativas e o hotel que gera mais energia do que consome. Outra inovação impressionante da nação nórdica é a cidade que usa espelhos para complementar a ação do Sol.

A pequena cidade de Rjukan fica no norte do país e conta com uma população de cerca de 3 mil pessoas. Desde sua fundação, no começo do século passado, os moradores passavam praticamente seis meses sem ver a luz do sol, graças a uma combinação entre a inclinação da Terra durante o inverno no hemisfério norte e a cadeia de montanhas que envolve Rjukan.

Fundada por um notável engenheiro, que Sam Eyde, que desenhou aquela que chegou a ser a maior hidrelétrica do mundo no início do século XX, a cidade levou praticamente cem anos para encontrar uma solução para a falta de iluminação natural: espelhos enormes colocados no topo da montanha.

Desde 2013, três grandes espelhos colocados 450 metros acima do nível da cidade refletem os raios solares para a região central de Rjukan. Eles contam com placas de captação de energia, que abastecem um sistema guiado por computadores que segue o movimento do Sol para aproveitar ao máximo sua luminosidade.

São 51 metros quadrados de superfície espelhada, que garantem uma iluminação em cerca de 600 metros quadrados da cidade. Por incrível que pareça, a ideia já havia passado pela mente de Sam Eyde cem anos atrás, mas levou quase um século para que a tecnologia se desenvolvesse o suficiente para permitir a implementação da ideia, que tem garantido banhos de sol para os agora mais felizes moradores de Rjukan

Fotos via Visit Norway

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Concurso de miss e mister albinismo celebra a diversidade no Quênia

Ser diferente da maioria nunca é fácil: a população albina que habita o oeste da África está sujeita a preconceito, perseguições e até sequestros por seitas de feitiçaria. As pessoas com albinismo estão sendo melhor representadas por modelos e fotógrafos, e agora contam com um concurso de beleza para chamar de seu.

A iniciativa acontece no Quênia desde 2016, onde as pessoas albinas podem ser perseguidas ou até abandonadas pelos pais durante a infância. Organizado pela Sociedade do Quênia para o Albinismo, o concurso tem como missão gerar consciência sobre os direitos civis aos quais a população precisa ter acesso.

Lara e Mara Bawar (Foto © Vinicius Terranova)

Vale lembrar que o albinismo é uma condição genética que afeta a produção de melanina, pigmento que dá cor a alguns órgãos, incluindo a pele, e não afeta de forma alguma o desenvolvimento cerebral. Os olhos também são afetados, com pessoas albinas enfrentando dificuldades para enxergar e precisando de cuidados especiais para se proteger da luz do sol.

Fotos sem crédito por Patricia Willocq fonte:via