Para salvar planeta, cientistas pedem que brasileiros comam menos carne

O impacto do consumo de carne vem sendo devastador para o planeta, por conta do cultivo de grãos como a soja, utilizada para alimentar os animais – que acaba destruindo recursos naturais, territórios e espécies. Com a previsão de que o mundo chegue a 10 bilhões de habitantes em 2050, a ONG World Resources Institute (Instituto de Recursos Mundiais) desenvolveu uma série de orientações a fim de se tornar possível no futuro uma produção alimentícia que não destrua o planeta. O estudo se refere ao consumo em todo o planeta, mas traz um pedido específico aos brasileiros: que reduzam drasticamente o consumo de carne.

O motivo é objetivo: o Brasil foi o país que mais consumiu carne vermelha no mundo nos últimos anos, em uma média de 140 calorias diárias por pessoa. A sugestão do estudo, intitulado “Criando um futuro alimentar sustentável – um menu de soluções para alimentar quase 10 bilhões de pessoas em 2050” é que esse consumo caia para 52 calorias diárias por pessoas nos próximos 32 anos.

O agronegócio é uma das mais destrutivas indústrias do mundo

Produzido em parceria com o Banco Mundial e outras agências de pesquisa, o estudo sugere a necessidade urgente de se diminuir o consumo de carne para reduzir o impacto do agronegócio no meio ambiente.

A mudança significaria uma diminuição de 63% na quantidade de carne média do brasileiro. A medida da gravidade do agronegócio pode ser vista pelo desperdício de água: 1kg de carne produzida consome 100 mil litros de água. Como a maior parte da carne consumida no mundo é produzida em escala industrial, essa produção vem se confirmando como insustentável, e ameaçando o futuro do planeta como nenhuma outra indústria – cabe ao Brasil e ao brasileiro, portanto, fazer a sua parte.

© fotos: reprodução/fonte:via

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Homem em situação de rua almoça em restaurante nobre de BH, que cobra apenas o refrigerante

Uma pessoa em situação de rua entrou no restaurante de um bairro nobre de Belo Horizonte com R$ 50. O homem pretendia almoçar e acabou viralizando nas redes sociais.

Era tarde de terça-feira (4) no Lourdes, bairro de classe média alta da Região Centro-Sul de BH, quando um homem negro descalço, carregando uma sacola de plástico e com 50 reais na mão, entrou no estabelecimento. Ele pediu uma entrada com frango, um filé e uma garrafa de vinho.

“O garçom veio me perguntar se ele poderia ser atendido. Eu respondi que sim. Se ele quer almoçar aqui, qual é o problema de estar malvestido?”, declarou ao G1 dono do restaurante Benvindo, Gustavo Viana.

Ele só queria ser visto como um cidadão

O proprietário ressalta que o senhor queria ser visto como uma pessoa comum. A conta deu 130 reais, mas ele pagou apenas oito. Talvez Gustavo tenha compreendido a crueldade do processo de desumanização gerado pela vida nas ruas. “Ele só queria ser tratado como um cliente qualquer”.

Os garçons contam que o homem em situação de rua fez questão de pagar. No restaurante, o prato mais barato custa R$ 43. Mas, foi cobrado apenas oito reais pelo refrigerante. Isso, segundo o dono, por insistência do cliente, que ficou indignado por ter que pagar menos.

“Aí o garçom muito delicado disse que o restaurante não cobrou pelo serviço”.

A fotografia é de Daniela Zapata, que estava almoçando com algumas amigas quando o homem entrou no restaurante. Ela diz que ele “foi atendido com tanta dignidade que a gente ficou com um sentimento de alegria”. A fotografia acumula mais de 15 mil curtidas.

Cenas como esta no centro de São Paulo, infelizmente, ainda são comuns

A população de rua em Belo Horizonte cresceu 60%. Hoje, mais de 4 mil pessoas não possuem um teto na cidade. Pesquisas mostram que a maioria dos casos envolve cidadãos com dificuldades financeiras ou problemas de família.

O principal desafio do poder público é tratá-los com dignidade. Invisibilizados pela sociedade e autoridades, estes homens e mulheres possuem história e acima de tudo, são seres humanos. Apesar dos esforços, sobretudo de ONGs, ainda é comum ver cenas de maus-tratos, como um homem que dormia numa calçada do centro de São Paulo e foi atingido por um jato d’água por um funcionário da prefeitura.

Foto: Daniela Zapata/Instagram/fonte:via