Atlas reúne mapas de grandes obra da literatura, com ‘Senhor dos Anéis’ e ‘On The Road’

Se na maior parte dos clássicos da literatura são os personagens, o enredo e as reviravoltas que formam o espírito do livro, em algumas obras um outro elemento se destaca como parte determinante de uma história: o lugar. Basta pensar na Terra Média das história de J. R. R. Tolkien para entender que, em certos casos, o cenário onde o livro se dá é tão importante quanto a própria aventura em si – como um personagem protagonista. Um novo livro, intitulado The Writer’s Map (ou O Mapa do Escritor, em tradução livre) reúne justamente aos apaixonados pela literatura literalmente o mapa de tais lugares – os mapas desenhados de diversos cenários imortais da literatura.

Capa do livro O Mapa do Escritor

Entre o mapa de A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, de Walden Pond, imortalizado no clássico Wolden ou A vida nos Bosques, de Henry David Thoreau, e ainda de Utopia, de Thomas Moore ou a rota de On The Road, de Jack Kerouac, o livro reúne também ensaios e escritos sobre o tema.

Acima, o mapa da rota de On The Road; abaixo, Walden Pond, de Henry David Thoreau

Diversos mapas foram feitos pelos próprios autores e publicados nos livros originais, outros permaneceram secretos por décadas no arquivo pessoal dos escritores, enquanto foram feitos posteriormente, por ilustradores que se debruçaram na própria história.

Mapa de The Swiss Family Robinson, de Johann David Wyss

Mapa de The Magicians, de Lev Grossman

Mapa de A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson

Trata-se de uma verdadeira tradição literária, explorada e ilustrada pelo livro. Da realidade à pura imaginação, o estabelecimento de universos imensos e complexos pelos autores é literalmente um mundo à parte do nosso amor por tais livros – um mundo que merece ser devidamente explorado, de mapa em punho e coração na leitura.

Rascunho de Abi Elphinstone

© fotos: reprodução/fonte:via

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Artista italiana transforma nossa obsessão por likes em críticas poderosas

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As redes sociais já fazem parte de nossas vidas de uma maneira tão orgânica, que fica até difícil lembrar como era o mundo antes delas. Porém, se elas são uma ótima ferramenta para trabalho e interação, será que não estamos nos tornando um  pouco obsessivos? É este questionamento que a ilustradora italiana Elia Colombo traz através de sua arte.

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A artista, também conhecida como Gebe, usa seus desenhos para refletir sobre a sociedade em que vivemos, um tanto quanto ‘Black Mirror’, segundo ela. Estamos constantemente preocupados com a aparência, somos obsessivos com as redes sociais, nos preocupamos demais em suprir expectativas alheias e estamos nos tornando cada vez mais ansiosos.

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Uma arte ácida, que chega até a comparar a vida humana com uma grande indústria de produção em cadeia, já que somos cada vez mais parecidos. Porém, suas reflexões não poderiam ser mais atuais e servem como pequenos lembretes: afinal, qual é o limite saudável entre tecnologia e vida humana?

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Fotos: Elia Colombo