Cão cego se recusa a ir a qualquer lugar sem o seu melhor amigo

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Dizem que o cão é o melhor amigo do homem. Porém, o que dizer da amizade entre dois cachorros, que, simplesmente não conseguem viver sem a presença do outro? Jimmy – um chihuahua sênior, cuida de Stevie – um Shar-Pei cego, 24 horas por dia no abrigo em que eles vivem, na Califórnia. Ele sabe perfeitamente que seu companheiro não enxerga e, desde que se conheceram, resolveu adotá-lo.

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Uma boa companhia mesmo na hora de dormir

A amizade é tanta que, nem na hora do banho eles se separam e, voluntários que trabalham no abrigo – California Shar-Pei Rescue, disseram que nunca viram nada parecido, quando os resgataram de um outro abrigo, o Ramona Humane Society, no mês passado.

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Apesar do California Shar-Pei Rescue – como o próprio nome diz, resgatar apenas cães da raça Shar-Pei, ao ver a forte ligação que existe entre os dois, os funcionários acabaram abrindo uma exceção e resgataram os dois: “Não havia absolutamente nenhuma maneira de deixarmos seu amiguinho para trás”

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Jimmy é 5 anos mais velho que Stevie e, apesar de muito menor, pegou para ele a responsabilidade de guiar, cuidar e fazer companhia para o Shar-Pei. Eles permanecerão no abrigo até serem adotados por uma família – juntos, é claro, já que esta é uma condição imposta pelo abrigo.

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Eles nasceram sabendo o que muitos seres humanos levam a vida toda para aprender

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Registros de uma amizade rara


fonte:viaFotos: California Shar-Pei Rescue

Quilombolas recuperam sistema agrícola de mais de 300 anos que não usa adubo nem agrotóxicos

Às vezes para evoluir é preciso também olhar para trás, e reconhecer no conhecimento do passado uma solução para um problema do presente e do futuro. Um exemplo disso é a Roça de Coivará, uma técnica de plantio com mais de 300 anos que vem sendo recuperada pelas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, no sudeste paulista. Trata-se de um sistema tradicional dessas comunidades, que não utiliza agrotóxicos nem adubos para as plantações, e que foi reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil.

O sistema se baseia no rodízio de áreas de plantio. Assim, o quilombola escolhe uma área, desmata esse pequeno trecho de terra e ateia fogo de forma controlada. Depois, observando os ciclos da lua, ele planta. É justamente as cinzas que sobram, assim como os troncos da queimada, que mantêm a terra fértil e propensa para o plantio. Trata-se de uma forma de manejo da terra fundamental para as 48 comunidades quilombolas e mais de 700 famílias do Vale da Ribeira.

A Roça do Coivará é um entre tantos exemplos de conhecimentos ancestrais que precisam ser recuperados e preservados a fim, por exemplo, de preservar o meio ambiente. Para isso, porém, é preciso também recuperar e preservar as próprias comunidades quilombolas e sua cultura, e não deixar que a intolerância e a ignorância das autoridades destruam a vida, a história e o conhecimento desses povos.

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