Rainhas das Ruas: uma matéria especial sobre mulheres no graffiti

A história das mulheres no graffiti tem mais a ver com nomes do que com números. Mesmo buscando nos cantos mais alternativos da internet, você não vai encontrar muitas informações, especialmente se quiser montar uma linha do tempo coerente do começo da presença feminina na cena do graffiti mundial até os dias de hoje. Mas a falta de dados e datas é compensada com boas histórias. E entre as mulheres lendárias do graffiti, um nome se destaca em qualquer busca: Lady Pink.

Sandra Fabara nasceu no Equador em 64 e foi criada nos EUA, mais especificamente no Queens, bairro que viria a se tornar o berço do graffiti americano. Ela entrou para a  cena em 79, num estado de luto, tagueando muros com o nome de seu namorado para suprir a saudade e a raiva que ela sentia. Ele havia sido preso e deportado para Porto Rico. Em pouco tempo ela deixou o nome do namorado para trás e adotou Lady Pink, se tornando uma das artistas mais ousadas da cena, pintando muros, vagões de metrô e criando a LOTA (Ladies of the Arts), a primeira crew de graffiti formada só por mulheres.

Pareado com a história das mulheres no graffiti, o impacto do legado de Lady Pink também é melhor medido pelos nomes do que pelos números. Dieynaba “Zienixx” Sidibe, a primeira mulher grafiteira do Senegal, Shamsia Hassani, artista do Oriente Médio que se especializou em pintar mulheres afegãs, Akiko “ShiroOne” Miyakami, enfermeira que se tornou uma das muralistas mais reconhecidas do Japão, ou Luna Buschinelli, a brasileira detentora do título de maior mural pintado por uma mulher no mundo.

O padrão que vemos pelo mundo é claro: onde existe muro, existe a vontade de transformá-lo em mural. Cada vez mais, artistas da cena entendem que o graffiti pode exercer um papel maior. Que a arte de rua dignifica tanto a rua quanto a arte. Uma esquina, um bairro, uma cidade que, antes marginalizada, pode se tornar um ponto de referência de transformação, para o ambiente e para as pessoas que vivem ali. Essa característica também acaba valorizando o graffiti como uma forma de arte e expressão.

O graffiti já não é mais uma arte exclusiva dos muros. Ele está presente em galerias e museus, na arquitetura e na decoração, em festivais e na moda. E as mulheres que fazem parte desse movimento também se aventuram muito além das paredes.

A convite das sandálias Ipanema, Ananda Nahu, Rafa Mon e Criola criaram uma estampa cada, inspiradas pelo tema Livre dos Pés à Cabeça. O resultado é a nova coleção Ipanema Graffiti, com cores vivas e a mensagem de que toda mulher pode ser quem ela quiser, onde quiser. Você pode conferir todo o processo e as estampas no vídeo.
fonte:via

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