10 fotografias incríveis do concurso da National Geographic de 2018

A National Geographic é praticamente um sinônimo de imagens belíssimas do nosso planeta. O concurso anual de fotografia da revista é um evento de prestígio e disputa acirrada, com os juízes tendo a difícil tarefa de premiar apenas algumas de milhares de fotos de tirar o fôlego.

O grande vencedor deste ano foi Jassen Todorov, um violinista e professor de música na Universidade Estadual de São Francisco (EUA), cuja foto aérea mostra um vasto cemitério de veículos no Deserto de Mojave, no sul da Califórnia. Jassen fez o clique vencedor com uma Nikon D810, uma lente de 70-200 mm e um monomotor Piper Warrior.

A área é bem conhecida por ser um depósito de aeronaves aposentadas, onde o ar seco evita a corrosão dos aviões antes de eles serem desmantelados por suas peças. O que muitos não sabem, no entanto, é que há um enorme trecho de terra nas proximidades reservado para carros.

“Unreal”, por Jassen Todorov


Esses milhares de carros da Volkswagen e Audi estão “abandonados” no meio do Deserto de Mojave, na Califórnia. São modelos fabricados entre 2009 e 2015, projetados para enganar os testes de emissões de gases do efeito estufa exigidos pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA. Após o escândalo, a Volkswagen recolheu milhões de veículos.

“Enduring Spirit”, por Derek Jerrell


O icônico bisão americano é um símbolo de força, liberdade e resistência. Este clique capta os desafios diários do animal durante o inverno, como as temperaturas extremas e neve profunda. O próprio Jerrel enfrentou condições precárias para fazer a foto, a fim de encontrar um ponto de vista que não alterasse o comportamento do bisão.

“Firefall in Yosemite Valley”, por Sarah Bethea


Todo mês de fevereiro, o pôr-do-sol atinge o ângulo certo sobre o vale de Yosemite para iluminar as quedas d’água, resultando em um efeito espetacular como o da imagem acima. Bethea fotografou esse evento há dois anos, durante um breve intervalo de luz em um dia chuvoso.

“Cotton Candy, Fog Waves”, por David Odisho


Escolha do público na categoria “Lugares”: ondas de neblina varrendo o Condado de Marin em um dia de verão, cobrindo o Monte Tamalpais, na Califórnia (EUA).

“Baby Teeth”, por Yaron Schmid


Escolha do público na categoria “Vida Selvagem”, essa imagem capta filhotes de leão mordendo a cauda de sua mãe no Serengeti.

“Breathing”, por Bence Mate


Um urso marrom rosna para avisar sua presença a um intruso na floresta.

“Night Statics”, por Hernando Alonso Rivera Cervantes


Erupção vulcânica do Colima, o mais ativo no México e um dos mais ativos da América, durante uma noite fria de inverno.

“Under Ice”, por Viktor Lyagushkin


Mergulho no Mar Branco, na Rússia.

“Halfway Home”, por Cameron Black


Um elefante vagueia por águas infestadas de crocodilos para se reunir com seu rebanho no final do dia. As marcas temporárias da água em seu corpo enfatizam seu progresso enquanto caminha até a floresta vizinha.

“Best Friends”, por Heather Nicole


Filhotes de urso brincando no Parque Nacional e Reserva do Lago Clark, no Alasca (EUA).

Para conferir mais imagens vencedoras do concurso, acesse o site da National Geographic. [BoredPanda]fonte:via

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Apesar de parecer um sistema de raízes, esta imagem da foto é um modelo perfeito da árvore brônquica de um paciente da Califórnia. O homem de 36 anos sofria com um sério problema cardíaco e tossiu este coágulo.

A imagem foi publicada na revista New England Journal of Medicine, e foi registrada pelos médicos Gavitt A.Woodard e Georg M. Wieselthaler.

O paciente sofria há muito tempo com insuficiência cardíaca, com fração de ejeção de apenas 20%. Isso significa que apenas 20% do seu sangue era movimentado pelo ventrículo esquerdo. O ideal é entre 50 e 70% de ejeção, e pessoas com menos de 40% já sofrem com dificuldade de oxigenação sanguínea. Ele tinha um stent na aorta e um marca-passo permanente.

“Um equipamento Impella de auxílio ventricular foi implantado para gerenciar insuficiência cardíaca aguda, e infusões contínuas de heparina foram iniciadas para a anticoagulação sistêmica”, dizem os médicos na publicação.

Veja abaixo como o Impella ajuda na movimentação do sangue preso no ventrículo:

Sangramento interno

Na semana seguinte o paciente teve vários episódios de hemoptise, expectoração de sangue proveniente dos pulmões, traqueia e brônquios. Ele também teve estresse respiratório e recebeu oxigênio suplementar. Durante uma crise extrema de tosse, o paciente expectorou espontaneamente o modelo da árvore brônquica direita.

O paciente foi extubado e não teve mais episódios de hemoptise, mas uma semana depois faleceu por complicações da sua insuficiência respiratória.

O uso do Impella no coração exige anticoagulantes para deixar o sangue mais fino e prevenir a formação de coágulos. Mas existe o risco de sangramento interno. Neste caso, o sangue do sistema respiratório parece ter se acumulado na árvore brônquica direita, formado um coágulo e depois foi expulsa pela tosse do paciente.

Muitas proteínas fibrinogênio no sangue

A equipe de Wieselthaler examinou o coágulo e percebeu que a arquitetura dos brônquios continuou tão perfeita que foi até possível identificar que ela veio do lado direito. Eles chegaram à esta conclusão ao analisar o número de ramificações e seu alinhamento.

O coágulo provavelmente não se quebrou durante a expulsão porque tinha uma alta concentração de fibrinogênio, uma proteína no plasma que ajuda a formar coágulos.

O paciente estava com uma infecção que piorou sua insuficiência cardíaca e também causou um aumento na quantidade de fibrinogênio no sangue. O resultado foi um coágulo borrachudo.

“Estamos surpresos. É uma curiosidade que você não pode nem imaginar. Quero dizer, isso é muito, muito, muito raro”, diz o Wieselthaler ao Atlantico.

fonte:via [The New England Journal of Medicine, Atlantico, Gizmodo]