Conheça a história do ‘homem amarelo de Aleppo’ que só usa amarelo há 35 anos

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Bibliotecas costumam ser ambientes minimalistas, com prateleiras cheias de livros, mesas, cadeiras e nas mais modernas, poltronas. Com o objetivo de oferecer um ambiente lúdico, instigante e ao mesmo tempo educativo, o objetivo da recém inaugurada biblioteca VAC, no Vietnã, é mostrar às crianças os benefícios da aquaponia, sistema de produção de alimentos que combina a aquicultura convencional com a hidroponia (cultivo em água).

Infelizmente, a cidade de Aleppo – na Síria, ficou conhecida no mundo inteiro por causa das imagens de devastação total, resultado da guerra civil. Porém, ela também é lar de Abou Zakkour, o excêntrico ‘homem amarelo de Aleppo’, que há 35 anos decidiu que usaria apenas amarelo. Roupas, meias, cuecas e até mesmo seu guarda-chuva e capa de celular são amarelos. O motivo? Para ele, esta é a cor que representa o amor.

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Caso não encontre alguma peça em amarelo, ele mesmo pinta com uma tinta apropriada. O que não pode é incluir qualquer outra cor em sua vida: “Vestir outra cor me deixaria mal e estranho porque estou vestindo amarelo há 35 anos e é muito tempo. Eu não posso nem ter nenhuma cor diferente dentro do meu traje amarelo”. Entretanto, amigos garantem que a cor também se estende para fora de seu armário, já que muitos outros itens em seu pequeno apartamento no bairro Maari são amarelos, como a lata de lixo, a toalha da mesa da cozinha e, até mesmo o lençol.

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Durante a guerra, algumas pessoas acharam que ele era um informante do regime de Bashar al Asad ou um cafetão, enquanto outros associavam suas roupas amarelas com o ISIS ou a Al-Qaeda e, por causa disso, chegou até a ser torturado. Muitos não acreditam que ele tenha sobrevivido à guerra civil da Síria, mas o fato é que, ele não somente sobreviveu, como garante que continuará usando apenas amarelo até o último dia de sua vida. Guerra, violência, morte e destruição não o fizeram mudar de ideia e ele assegura que, definitivamente, amarelo é a cor do amor.

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Fotos: Arabic Post fonte:via

O que esse artista encontra na praia é incrível, surpreendente e trágico ao mesmo tempo

Há quatros anos se dedicando a recolher lixo nas praias de Cornwall, no sudoeste da Inglaterra, Rob Arnold dificilmente se surpreende com a quantidade de plástico que pode ser encontrada na areia. Mas até alguém experiente como ele ficou atônito com o que estava acumulado em Tregantle.

Rob saiu para uma missão da Rame Peninsula Beach Care e encontrou tanto plástico que mais parecia um grande lençol de conchas. Depois de várias horas de trabalho, ele e alguns colegas retiraram nada menos que 35 sacos de lixo da praia! Entre o material estavam milhares de peças de Lego.

Em 1997, um navio que carregava um contêiner cheio dos brinquedos com destino aos EUA foi atingido por uma onda gigante. Já faz 20 anos, mas várias peças ainda são encontradas nas praias de Cornwall. O problema maior é que, além do Lego, Rob e seus colegas encontraram muito mais lixo, provavelmente jogado nos oceanos há pouco tempo.

Rob tem 59 anos e vem se dedicando à limpeza das praias desde os 55. Para chamar atenção para o problema, ele criou uma máquina capaz de separar resíduos da areia e das algas. Depois, Rob os categoriza e cria espécies de esculturas para mostrar a gravidade do descarte de plástico nos oceanos.

De acordo com a ONU, o plástico corresponde a 80% do lixo encontrado nos oceanos. Cerca de oito toneladas são lançadas nos mares todos os anos, causando problemas para vários animais que ingerem o material. Aves, tartarugas e peixes podem morrer por causa disso, e estima-se que, em 2050, haja mais plástico do que peixes no oceano.

Todas as fotos © Rame Peninsula Beach Care fonte:via