Islândia replanta florestas arrasadas pelos vikings há mil anos

A Islândia está cada vez mais em alta como destino turístico. Apesar de suas paisagens incríveis, o país esconde uma verdade desconcertante: um alto índice de desmatamento.

Isso nem sequer é novidade por lá, já que grande parte das florestas que cobriam o país 

desapareceram há mais de mil anos, quando os vikings chegaram à região. Nos últimos anos, mais de 3 milhões de árvores já foram replantadas no território, mas a recuperação ainda é lenta.

Hoje, cerca de 40% do país é deserto, mas o Icelandic Forest Service está trabalhando para reduzir o efeito causado por séculos de desmatamento. Ainda assim, estima-se que, apesar dos esforços, o crescimento das florestas tenha sido de apenas 0,5%.

Atualmente, o objetivo da Islândia é recuperar sua área florestal dos atuais 2% para 12% até 2100. Para isso, eles contam com a ajuda de plantas não-nativas capazes de auxiliar na recuperação dos solos, pois a única espécie de árvore autóctone na região, a Betula pubescens, não está se adaptando ao replantio.

Fotos via Unsplash fonte:via

Essa paisagem não era vista há 40 mil anos

Uma paisagem ártica canadense, coberta de gelo por mais de 40 mil anos, ressurgiu recentemente depois de todos esses milênios invisíveis.

Segundo uma nova pesquisa da Universidade do Colorado em Boulder (EUA), a região pode estar experimentando seu século mais quente em 115 mil anos.

A análise

O estudo utilizou datação por radiocarbono para determinar as idades das plantas coletadas nas bordas de 30 calotas de gelo na Ilha de Baffin, a oeste da Groenlândia. A ilha experimentou um aumento de temperatura significativo nas últimas décadas.

“O Ártico está se aquecendo duas a três vezes mais rápido que o resto do globo, então, naturalmente, geleiras e glaciais vão reagir mais rápido”, disse Simon Pendleton, principal autor do estudo, ao portal Phys.org.

Baffin é a quinta maior ilha do mundo, dominada por fiordes separados por planaltos de alta elevação e baixo relevo. O fino e frio platô de gelo atua como uma espécie de geladeira natural, preservando musgos e liquens antigos em sua posição original de crescimento por milênios.

“Nós viajamos para as margens do gelo, coletamos amostras de plantas recém-expostas preservadas nessas paisagens antigas e realizamos datação por radiocarbono para ter uma noção de quando foi a última vez que o gelo avançou sobre esse local. Como as plantas mortas são eficientemente removidas da paisagem, a idade das plantas enraizadas define a última vez em que os verões foram tão quentes, em média, quanto os do século passado”, esclareceu Pendleton.

Resultados

Os pesquisadores coletaram 48 amostras de plantas. Também analisaram o quartzo de cada local, a fim de estabelecer ainda melhor a idade e história da cobertura de gelo da paisagem.

Depois que as amostras foram processadas nos laboratórios da Universidade do Colorado e da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), os cientistas descobriram que as plantas antigas em todas as 30 calotas de gelo estiveram continuamente cobertas por gelo pelo menos nos últimos 40.000 anos.

Quando comparados com dados de temperatura reconstruídos a partir dos núcleos de gelo de Baffin e Groenlândia, as descobertas sugerem que as temperaturas modernas representam o século mais quente para a região em 115.000 anos, e que a ilha de Baffin pode ficar completamente sem gelo nos próximos séculos.

“Ao contrário da biologia, que passou os últimos três bilhões de anos desenvolvendo esquemas para evitar ser afetada pela mudança climática, as geleiras não têm estratégia de sobrevivência”, explicou Gifford Miller, outro autor da pesquisa. “Elas respondem diretamente à temperatura do verão. Se os verões esquentam, elas imediatamente retrocedem; se os verões esfriam, elas avançam. Isso faz delas um dos mais confiáveis indicadores para mudanças na temperatura do verão”.

Um artigo sobre o estudo foi publicado na prestigiada revista científica Nature Communications. [Phys]fonte:via

Marido faz serenata todos os dias para mulher que enfrenta o Alzheimer






Tocar violão e cantar sempre foi parte da rotina diária do músico de origem argentina Lúcio Yanel. Vivendo no Brasil há mais de 40 anos, há 25 anos que ele divide sua vida como um dos mais importantes representantes da música gaúcha com sua mulher, Sueli de Fátima Teixeira.

As serenatas vespertinas que sempre fizeram parte da rotina do casal, hoje, no entanto, tornaram-se uma busca pela saúde e pelo encontro dele com sua amada – que agora enfrenta a fase mais difícil do Mal de Alzheimer, que a atinge desde 2008. Uma foto postada recentemente por Lúcio mostrando a comovente cena rapidamente viralizou.

A foto da serenata que viralizou

Junto da foto, um desabafo. “Já faz alguns anos que o maldito Alzheimer vai me roubando a minha amada companheira. E para que me sinta ao seu lado, minhas serenatas diárias. Tu és o meu melhor público”, escreveu o músico, que afirma que Sueli passa os dias na cama, chorando, precisando de ajuda para tudo – ela só para de chorar para lhe ouvi-lo cantar.

Suely tinha somente 52 anos quando a doença começou a se manifestar, e desde 2015 que já não consegue andar ou falar.

Acima, o casal à época que se conhecerem, e Sueli, abaixo, também nos anos 90

O amor do casal, no entanto, não se abala diante de tais curvas da vida e, apesar da dor, Lúcio – que largou a carreira para cuidar da esposa, mas já tocou com gigantes como Mercedes Sosa, Astor Piazzola e gravou um disco com seu discípulo Yamandu Costa – prefere cuidar da esposa. Ele costuma tocar canções do folclore pampeano e clássicos do sertanejo, as músicas que ela sempre gostou.

O casal com seu filho Pedro, na última viagem que fizeram juntos

Apesar de saber que a doença não tem cura, o músico espera que o sucesso da publicação – que 60 mil compartilhamentos – possa trazer melhorias para a qualidade de vida de Sueli. A foto foi tirada por Pedro, filho do casal.

© fotos: arquivo pessoal/ fonte:via

Itaipu E-400: o primeiro carro elétrico brasileiro lançado pela Gurgel nos anos 1980

Fotos: Gurgel 800

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Se hoje os carros elétricos estão ganhando cada vez mais espaço, já na década de 1970 o Brasil fabricava o seu primeiro modelo, o Itaipu, da Gurgel Motores. O minicarro com capacidade para 2 passageiros foi o primeiro carro elétrico desenvolvido na América Latina, porém os tempos eram outros e ele acabou não sendo fabricado em série.

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Apresentado pela primeira vez ao público no Salão do Automóvel de São Paulo – em 1974, o modelo acabou servindo de base para o E-400, um utilitário produzido entre os anos de 1981 e 1982, considerado o primeiro carro elétrico produzido em série no Brasil.

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Nas categorias furgão e picape, apesar de inovador apresentava alguns problemas, como baixa autonomia e demora na recarga das 8 baterias, que durava entre 6 e 8 horas. Por isso, ele acabou sendo vendido em poucas quantidades e passou batido por muita gente, que nem sequer ouviu falar no revolucionário modelo.

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Fotos: Gurgel 800

Serie fotográfica retrata a comunidade trans de Paris na década de 1970






Nos anos 70, uma fotógrafa lançou os olhos sobre a comunidade trans de Paris e decidiu contar suas histórias. Na época, o mundo estava bem longe de iniciativas como a que prevê cotas para transgêneros no serviço público, no Uruguai, ou a destas marcas que assinaram um manifesto em prol das pessoas trans. Mesmo assim, Jane Evelyn Atwood encarou como missão retratar a vida de transexuais do bairro de Pigalle.

A fotógrafa americana adquiriu um carinho especial pela comunidade trans e, principalmente, por aqueles que ofereciam “trabalhos sexuais” para sobreviver. Quando conquistou a confiança, começou a registrar a vida destas pessoas, que era marginalizadas na Paris dos anos 70.

O resultado foi reunido no impactante livro de fotografias Pigalle People. 1978–1979. “Um dia ela vê dois trans desaparecerem em um edifício, ela os segue. Ela fotografa eles. É assim que esse livro começa. Ele compila fotografias que foram tiradas ao longo de um período de pouco mais de um ano”, descreve o site da editora Le Bec en L’Air.

Confira algumas destas incríveis fotografias:

 fonte:via Fotos: Jane Evelyn Atwood

Como os indígenas dos EUA ajudaram os bisões a escaparem da extinção

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As fotografias possuem um certo poder de capturar um momento e eternizar períodos históricos. Sem elas, dificilmente saberíamos como eram líderes políticos, celebridades e lugares que já não existem mais. Por isso a importância de preservarmos alguns periódicos que há tempos não existem mais, como as fotos publicadas na década de 1960 na extinta revista japonesa Provoke, símbolo de vanguarda e movimento contra cultura pós-guerra, que agora você terá a chance de conferir.

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Durando apenas três edições, sua rápida existência não diminui em nada a importância histórica desta revista, criada por um grupo de escritores e fotógrafos subversivos, que lutavam contra a ocidentalização da cultura japonesa, impulsionada pelo governo neoliberal. Defendendo o pensamento e a estética independente, o objetivo da Provoke era ir contra o status quo, a mídia e o esperado pela sociedade naquele momento.

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Com imagens em PB e, propositalmente granuladas, a revista negava a precisão comercial e até a do fotojornalismo em voga no período. Se o objetivo era causar estranhamento, podemos dizer que ele foi conquistado. Uma forma alternativa de protestar contra o establishment, a revista é fundamental para quem quer compreender a história da fotografia e do jornalismo mundial.

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Fotos: Provoke/fonte:via

Corredores competem na corrida mais fria do mundo a -52ºC!

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Desafiando o corpo humano, dezesseis corredores corajosos reuniram-se na cidade de Oymyakon, na Rússia para competir na corrida mais fria da história, a torturantes -52ºC. A cidade é conhecida por ser o lugar mais frio da Terra e as temperaturas no inverno ultrapassam facilmente os 50 graus negativos. Se o lugar mal pode ser chamado de habitável, seria ele apropriado para uma maratona?

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O mais impressionante é que a idade dos competidores variou entre 21 e 71 anos, que disputaram corridas de 5, 10, 20, 30 e 42km. Quem chegou o mais próximo de completar a maratona de 42km foi Ilya Pesterev, que acabou parando quando bateu os 39km. O mais jovem participante, Innokentiy Olesov, de 21 anos, correu 10km em uma hora e 8 minutos, enquanto o corredor mais velho – Yegor Permyakov, de 71 anos, conquistou 15km em duas horas e meia.

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O desafio foi organizado por Alexander Krylov, chefe da agência Turuu Tour, que diz que pretende repetir todos os anos e transformá-la em destino popular de inverno, tanto para maratonistas sem medo do frio, quanto para turistas curiosos.

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Fotos: The Siberian Times