Como os jovens estão editando suas imagens nas redes e o preço para a saúde mental






Um projeto criado pela M&C Saatchi London com a contribuição da Rankin Photography busca conscientizar sobre como editamos nossas vidas antes de postá-las nas redes sociais. E o preço pode ser a saúde mental de toda uma geração.

Rankin fotografou 15 adolescentes e entregou a eles as suas fotos para que as editassem até o momento em que achavam que estavam prontas para serem compartilhadas nas redes sociais. O ensaio ganhou o nome de “Selfie Harm“, um trocadilho entre as palavras self harm (auto-mutilação, em português) e selfie, aquelas autofotos que todos amamos clicar.

É impressionante ver como os jovens alteraram seu visual para ficarem mais semelhantes a um padrão de beleza que é replicado nas redes. Praticamente todos fizeram com que as manchas de suas peles desaparecessem, bem como as olheiras. Eles deixaram seus olhos maiores, e o nariz e o rosto mais finos, além de aumentar a espessura dos lábios.Visual Diet from RankinFilm on Vimeo.

A série faz parte da iniciativa Visual Diet, que lança uma luz sobre os efeitos psicológicos gerados pelas imagens às quais nos expomos diariamente. Esse é inclusive um dos pontos apontados pelo filósofo da computação Jaron Lanier em seu livro “Dez Argumentos para você deletar agora suas redes sociais”.

O site do projeto deixa claro quais são os objetivos: “Nossa visão é um mundo em que nós conscientemente moderamos nossas dietas visuais desafiando a maneira que atualmente consumimos imagens e interagimos com redes sociais. Um mundo em que criadores de conteúdo e consumidores consideram os efeitos colaterais de seus uploads antes de clicar em compartilhar“.

É impossível não refletir sobre os impactos deste tipo de edição para a saúde mental de crianças e adolescentes – a participante mais nova do estudo tinha apenas 10 anos. Felizmente, uma publicação sobre o projeto realizada no Instagram da Rankin Photography diz que, apesar das edições, a maioria dos participantes preferiu suas fotos originais.

Saiba mais sobre o projeto em @visual.diet.

Leia também: Blackfishing, o fenômeno das mulheres brancas se passando por negras no Instagram

Fotos: Rankin Photography /fonte:via

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