Queniano cria luvas que convertem linguagem de sinais em áudio em tempo real






A necessidade é a mãe da invenção, e o desejo de conexão é capaz de mover a invenção a lugares inesperados e nunca antes alcançados. Foi para se comunicar com sua sobrinha deficiente auditiva que o inventor queniano Roy Allela, de 25 anos, criou a Sign-IO – uma luva capaz de converter os movimentos da linguagem de sinais em áudio em tempo real. A luva, portanto, é capaz de fazer a linguagem de sinais falar.

Roy e sua luva

Roy é engenheiro de software e programador, e ainda que sua invenção tivesse o objetivo de facilitar sua própria comunicação com sua sobrinha, a luva poderá ajudar a todos com qualquer tipo de deficiência comunicativa, de fala ou audição, a se comunicar com as pessoas em geral. A luva é capaz de reconhecer as letras e palavras, e envia a informação para um aplicativo de Android, que então vocaliza em tempo real o que está sendo dito. Mais de 30 milhões de crianças no mundo dependem da linguagem de sinais para se comunicar.

Acima, o primeiro protótipo da luva; abaixo, a finalização de seu projeto

O aplicativo permite que o usuário escolha a língua, o gênero e até o timbre de voz que será utilizada, com resultado acurado em até 93%. “Ela combate o estigma associado à surdez ou a qualquer impedimento de fala. A luva é legal, e todo garoto ou garota quer saber o motivo pelo qual alguém a está usando”, afirma Allela, que já recebeu diversos prêmios e indicações pela sua invenção.

Seu objetivo agora é que cada criança com necessidades especiais no Quênia tenha sua luva, e eventualmente que ela possa ser utilizada por todas as crianças que precisem pelo mundo. “Eu queria que minha sobrinha tivesse as mesmas oportunidades que todos na educação, no trabalho, em todos os aspectos da vida”, afirmou Allela que, com sua invenção, pode agora almejar o mesmo para milhões de crianças na mesma situação de sua sobrinha pelo mundo.

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Ursos polares famintos causam estado de emergência em arquipélago russo






A combinação dos efeitos do aquecimento global com acumulo de lixo colocou o arquipélago de Novaya Zemlya, na costa ártica ao noroeste da Rússia em destaque nos noticiários do país por um motivo tão inusitado quanto perigoso: uma invasão em massa de ursos polares, que ocuparam a região residencial do vilarejo desde dezembro do ano passado. Mais de 50 aparições já foram noticiadas em Belushya Guba, a parte mais populosa da região, onde residem cerca de 2.500 pessoas.

A situação é de tal forma emergencial que os pais das crianças no remoto arquipélago estão evitando mandar as crianças à escola, por medo de eventuais ataques dos animais. A redução do habitat gelado dos ursos polares, que vivem essencialmente sobre o gelo, aliado à oferta de comida nos lixões e caçambas dos vilarejos da região. Diversos casos de invasões a domicílios e locais públicos, assim como perseguições já foram relatados.

Por ser classificada como uma espécie ameaçada de extinção, é ilegal na Rússia atirar ou ferir os ursos polares. O processo de retirada dos animais do local, porém, envolve sedação e transporte, o que pode por fim provocar ferimentos ou baixas, e a solução a longo prazo é uma só: controlar a ação humana para reduzir o aquecimento global, e assim não destruir o habitat dos animais e o equilíbrio da natureza.

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