Ilustrações revelam o horror das remoções cirúrgicas de partes do corpo no século 19

 

A anestesia só começou a ser usada na medicina por volta de 1840. Antes disso, porém, cirurgias já eram realizadas em diversas partes do corpo. Algumas vezes, o objetivo destas operações era de remover um órgão, como mostra o livro A Treatise on Operative Surgery (“Um tratado sobre cirurgia operatória”, em tradução livre), de Joseph Pancoast.

Publicada no século 19, a obra é repleta de litografias que retratam como eram feitas as remoções cirúrgicas na época. Com um total de 380 páginas de descrição, o livro conta ainda com mais de 400 imagens descrevendo exatamente as técnicas usadas nas operações – e faz qualquer pessoa ficar felizona pelos avanços da medicina.

Ainda que a obra pareça quase medieval, Pancoast foi responsável por desenvolver técnicas cirúrgicas avançadas para o período, incluindo uma sutura usada na rinoplastia e procedimentos neurocirúrgicos. O tratado escrito por ele inclui até mesmo o relato de um dos mais antigos enxertos de pele feitos, para a reconstrução do lóbulo da orelha de um paciente.

Por mais que sejam apenas desenhos, eles não são recomendados para quem tem estômago fraco. Se não for o seu caso, rola pra baixo e confira mais dessas obras de arte da medicina precária:

Fotos: A Treatise on Operative Surgery/Reprodução/fonte:via

Um rio de 11 mil livros brilhantes fluiu pelas ruas desta cidade






Sim, eu sei que esse título parece meio surreal, mas a realidade às vezes pode ficar bem próxima disso. Foi o que aconteceu em Madrid, Nova York, Melbourne, Toronto e, mais recentemente, Ann Arbor (EUA), quando as ruas foram tomadas por milhares de livros brilhantes.

A instalação Literature vs Traffic foi idealizada pelo coletivo espanhol Luzinterruptus. Sua primeira aparição ocorreu nas ruas de Madrid e, em janeiro de 2010, os livros foram levados a Nova York.

O objetivo do projeto é justamente questionar a relação das cidades com o trânsito. Graças a isso, os carros dão lugar aos livros por algumas horas ou dias para que a instalação aconteça.

O fim dessa obra? É o mesmo que o da primeira vez que a montamos, que um rio de livros transbordasse o espaço físico dos pedestres e se instalasse no local assignado aos carros, roubando um precioso solo ao abundante tráfego da zona, em um gesto simbólico em que a literatura se apoderasse das ruas e se convertisse em conquistadora do espaço público, oferecendo aos cidadãos um lugar (não tão grande quanto gostaríamos) em que o tráfego se retirasse para ceder terreno ao modesto poder da palavra escrita“, define o site do coletivo sobre a instalação de Melbourne.

Na cidade, as ruas foram tomadas durante 30 dias por 10 mil livros que haviam sido considerados obsoletos por bibliotecas. Ao final da instalação, as pessoas que passavam pelo local podiam escolher suas obras preferidas e levá-los para casa.

A última aposta do projeto aconteceu em 23 outubro de 2018, em Ann Arbor, no estado americano de Michigan. A convite da universidade local, a instalação tomou a principal avenida da cidade, que teve seu trânsito cortado para que 11 mil livros luminosos ocupassem as ruas. Em menos de duas horas, todas as obras foram levadas pelos visitantes, o que os artistas classificam como um grande sucesso.

Já pensou em dar um mergulho neste rio de letras?

Fotos: Lola Martínez e Gustavo Sanabria /fonte:via