Ela pôde realizar o sonho de tocar violoncelo graças à prótese criada por estudantes

O sonho da jovem Kayla Arqueta era de tocar violoncelo na orquestra de sua escola, e a estudante estava disposta a superar qualquer barreira para realiza-lo – inclusive o fato de ter nascido sem o antebraço e a mão esquerda. Quando procurou pela diretora da orquestra Carly Addison e contou sobre seu sonho, a professora não teve como dizer não – e correu para internet para descobrir meios de fazer esse sonho acontecer: de colocar Kayla para tocar. A resposta estava nas impressoras 3D.

Carly descobriu, na rede, outras histórias de músicos que utilizavam próteses para tocar seus instrumentos – e encontrou um modelo que seria perfeito, e poderia ser impresso na própria escola.

Ela então contatou Dwight Davidson, engenheiro e professor de outra escola vizinha, para saber se ele poderia ajudar nessa gloriosa tarefa – e o professor não titubeou: convocou um grupo de alunos voluntários e, utilizando as recém-adquiridas impressoras 3D da escola, a boa vontade e a dedicação dos alunos, construiu para Kayla sua prótese.

“Você pode ver como ela se empoderou ao ser aceita e encorajada por todos os outros músicos na sala de aula”, diz Carly, no vídeo produzido pela escola. “Eu aprendi que as pessoas querem ajudar, e que não há problema em ser diferente”, disse Kayla. “Eu quero que outros estudantes saibam como a vida pode ser desafiadora, mas que todo mundo irá te amar por quem você é”, disse a jovem violoncelista.

Acima, Kayla com os alunos que ajudaram a imprimir a prótese; abaixo, tocando com a orquestra

© fotos: reprodução/fonte:via

‘Porco terapêutico’ acalma passageiros com medo de avião

Se viajar de avião pode parecer corriqueiro para algumas pessoas, para outras representa um verdadeiro desafio. Por isto, o aeroporto de São Francisco – Califórnia, está investindo em um grupo de animais de apoio. Tudo o que eles precisam fazer é acalmar os passageiros que têm medo de viajar de avião e tornar o ambiente do aeroporto menos estressante. LiLou – uma ‘porca terapêutica’ de 5 anos, é um dos animais pertencentes ao grupo de apoio, intitulado Wag Brigade.

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Graças a este trabalho incrível, ela se tornou a primeira porca de terapia aeroportuária do mundo. Pode parecer pouco, mas LiLou faz uma diferença enorme na vida de muita gente, que se sente mais segura para entrar no avião. A porca vive com sua dona – Tatyana Danilova, no centro de São Francisco, e foi certificada pelo Programa de Terapia Assistida por Animais da SPCA de São Francisco.

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No entanto, para que ela própria não se estresse, LiLou trabalha apenas uma vez por mês no aeroporto, quando cumprimenta os viajantes e veste um chapéu de piloto. “As pessoas estão muito felizes em se distrair com a viagem, com suas rotinas, quer estejam viajando em férias ou no trabalho“, explica Tatyana.

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Quando não está fazendo as pessoas sorrir no aeroporto, LiLou visita hospitais, lares de idosos, escolas ou posa para sua página do Instagram, que tem mais de 24 mil seguidores. Uma porquinha que faz a diferença!

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Animais de apoio emocional

Nos Estados Unidos, os animais de assistência, reconhecidos por auxiliar pessoas com deficiência em suas atividades cotidianas, são divididos em duas categorias: animais de serviço e animais de apoio emocional. No país, diversos animais além de cachorros e gatos, têm sido aceitos há décadas em voos domésticos, desde que sigam algumas regras aeroportuárias, é claro.

Fotos: Instagram fonte:via

Os primeiros trabalhos de Martin Parr, fotógrafo britânico que revolucionou a fotografia documental

Conhecido pelo satirismo e pelo caráter antropológico de suas fotografias, o britânico Martin Parr é um dos maiores nomes do fotojornalismo mundial. Membro da icônica Agência Magnum, desde 1994, se seu estilo e fotografias costumam ser bastante conhecidos, pouco se fala sobre o início da carreira do artista.

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Lançado em outubro, o livro “Early Works”, co-publicado pela RRB Photobooks e pela Fundação Martin Parr, faz uma homenagem às primeiras fotografias documentais de Martin Parr. Se o fotógrafo britânico revolucionou a fotografia documental através de, entre outras coisas, seu trabalho na Inglaterra rural e observações humorísticas, “Early Works” apresenta principalmente fotos em preto e branco, tiradas entre 1970 e 1984.

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O livro inclui fotos inéditas e imagens de séries iniciais como Os Não Conformistas, Mau Tempo e Um Dia Justo, bem como instantâneos menos conhecidos imortalizados na China e na Índia nos anos 1980. Uma verdadeira aula de fotojornalismo a quem se interessa pelo assunto.

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Agência Magnum

Fundada pelo francês Henri Cartier Bresson e pelo húngaro Robert Capa, a Agência Magnum é uma cooperativa internacional de fotógrafos, com escritórios no mundo todo. Instituição única do gênero, a agência recentemente completou 70 anos de existência e continua a inspirar fotógrafos dos quatro cantos do mundo.

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Acompanhando a evolução mundial da fotografia, o grande diferencial da Magnum é, utilizar o fotojornalismo para informar, mas sem esquecer do elemento artístico e bem trabalhado, presentes nas imagens.

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Fotos: Fondation Martin Parr fonte:via

Estacionamento se transforma em abrigo para sem-teto durante a noite

A organização australiana Beddown ajuda pessoas em situação de rua, oferecendo a elas um lugar seguro para passar a noite. Qualquer espaço pode virar um lar temporário, inclusive um estacionamento.

À noite, os carros estacionados no Secure Parking dão lugar a um abrigo para pessoas que, de outra forma, não teriam onde dormir. Um experimento de duas semanas foi realizado na cidade de Brisbane e o sucesso não poderia ser maior.

Durante o período, 41 pessoas puderam ter uma noite de sono tranquila e 100% dos atendidos disseram ter se sentido seguros no local. Outras nove pessoas precisaram ter sua entrada declinada, visto que o abrigo já havia atingido o limite de lotação.

Beddown é uma organização focada em transformar lugares que normalmente ficam vagos à noite em abrigos para pessoas em situação de rua. O espaço também oferece roupas novas e áreas para a higiene pessoal, bem como o acesso a diversos serviços, incluindo médicos, assistentes sociais, dentistas e cabeleireiros.

O objetivo da iniciativa é trabalhar com outros parceiros para permitir que estas pessoas consigam locais para dormir permanentemente, além de oferecer a eles oportunidade de estudos e trabalho.

Ter um espaço seguro para dormir se traduz em uma melhoria na saúde geral e pode contribuir para evitar o abuso de álcool e drogas. Além disso, nas ruas estas pessoas encontram-se em situação vulnerável, correndo risco de serem agredidas ou mesmo ter seus poucos pertences roubados.

A iniciativa melhorou consideravelmente a autoestima dos usuários.

Conforme relata o Bored Panda, um deles disse ter passado todo o período longe das drogas, enquanto outro comentou que se inscreveu em um programa de reabilitação após uma semana dormindo no espaço: “Ter uma boa noite de sono e uma rotina me lembrou de como é a vida“, declarou.

Para acompanhar mais iniciativas como esta, não deixe de conferir o site da Beddown e acompanhe a organização através do Instagram ou do Facebook.

Todas as fotos: Beddown/Divulgação fonte:via

Catadores de material reciclável substituem animais por bicicletas de carga

Já foi-se o tempo em que cavalos e outros animais de carga eram necessários para que os seres humanos pudessem transportar mercadorias. Com toda tecnologia disponível hoje, não podemos mais aceitar este tipo de crueldade animal. Porém, ao mesmo tempo, com mais de 12 milhões de desempregados, muitos brasileiros dependem destes animais para recolher o lixo reciclável da rua, e assim poder ao menos se alimentar. Então, o que fazer para resolver esta questão? O governo de Alagoas lançou uma iniciativa incrível e decidiu oferecer bicicletas para estas pessoas.

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Ao todo foram distribuídas 30 Ciclolix, na cidade de Maceió. A partir de agora, são elas que irão ajudar a limpar as ruas da cidade, ao lado dos indispensáveis catadores de lixo. A ação faz parte do Projeto Relix, que incentiva a conscientização a respeito do lixo e da reciclagem.

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Patrocinado pelo Sesi Alagoas, com apoio institucional da Secretaria de Estado Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Alagoas, a iniciativa também oferece dignidade a estas pessoas, que de agora em diante poderão ter um trabalho mais ágil.

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Além disto, diversas instituições se comprometeram com o projeto e firmaram um acordo de colaboração com a cooperativa de catadores mais próxima, para que o lixo tenha destinação adequada. Mais do que criar uma logística de descarte adequado do lixo, esta iniciativa promove uma nova consciência na população, para uma questão cada vez mais urgente de ser resolvida. Que mais iniciativas como esta espalhem-se pelo Brasil!

Fotos: divulgação/fonte :via

Empresa de energia solar apoiada por Bill Gates trabalha para acabar com combustíveis fósseis

O mais importante passo para reduzir ou mesmo acabar com o uso de combustíveis fósseis e enfim começar a salvar de fato o planeta pode ter sido dado pela combinação de duas tecnologias, uma supermoderna, e outra ancestral: inteligência artificial e… espelhos. A técnica, desenvolvida e realizada pela startup Heliogen, cria uma espécie de forno de altíssima potência, capaz de atingir temperaturas acima de mil graus – o equivalente a um quarto da temperatura do sol – e, com isso, substituir o uso de combustíveis fósseis nas indústrias mais poluentes do mundo.

O sistema é tão simples quanto eficaz: ao invés de capturar energia com painéis solares, ele concentra e acumula os raios do sol em um único ponto – apontando milhares de espelhos para o tal “forno” com precisão através da inteligência artificial. “Se você pegar mil espelhos e alinhá-los exatamente em um único ponto, poderá atingir temperaturas extremamente altas”, diz Bill Gross, fundador e CEO da Heliogen. A novidade pode, por exemplo, reduzir em até 60% o uso de combustíveis fósseis para produção de cimento, aço, vidro e mais materiais – responsáveis por boa parte da emissão de carbono no planeta.

Um dos apoiadores e patrocinadores da Heliogen foi o bilionário estadunidense Bill Gates, que vê na empresa um trabalho “promissor na busca de um dia substituir o combustível fóssil”, afirmou. Segundo Gross, a usina – que funciona mesmo em dias nublados, graças a um sistema de reserva – é capaz de gerar energia suficiente para um dia poder sintetizar hidrogênio em larga escala, capaz de ser transformado em combustível para aviões e carros. A produção de um hidrogênio “verde” seria, segundo Gross, uma mudança de jogo real na questão ambiental. “A longo prazo, queremos ser a empresa do hidrogênio verde”, afirmou.

Até lá, porém, a produção de energia solar e a substituição dos combustíveis fósseis nessas industrias poluentes é o foco da Heliogen. Em breve serão anunciados os primeiros clientes da startup, para assim convencer outras empresas e indústrias a escolherem o novo sistema, mais sustentável e limpo – e com o selo de aprovação de Bill Gates e do futuro do planeta.

© fotos: divulgação/fonte:via

A incrível jornada do jovem que foi pedalando da Bahia a Nova York nos anos 1920

Para a maioria de nós o anseio por liberdade que nos toma durante a adolescência possui sentido simbólico, sobre o desejo de superar os limites da casa e dos cuidados dos pais, e ganhar vida própria. Para o baiano Rubens Pinheiro, porém, a liberdade que desejava era literalmente do tamanho do mundo – e há quase 100 anos, na segunda metade dos anos 1920, ele se colocou capaz de superar qualquer limite para atravessar fronteiras. Primeiro, aos 16 anos, Rubens foi a pé de Salvador até o Rio de Janeiro, mas em março de 1927, alguns meses antes de completar 18 anos, ele decidiu partir para sua maior aventura: na manhã do dia 15 ele subiu em sua bicicleta alemã Opel, para ir pedalando da capital baiana até Nova York. A história foi contada nesta semana pela BBC Brasil.

Rubens, de uniforme com sua bike, no meio do trajeto

Sua partida foi gloriosa, da porta do jornal Diário de Notícias, com direito a fogos, imprensa, curiosos e mais de 100 ciclistas lhe acompanhando simbolicamente nas primeiras pedaladas. O resto do imenso trajeto seria percorrido majoritariamente sozinho – e por muito tempo: de 1927 a 1929, Rubens Pinheiro viria a atravessar 11 países ao longo dos 18 mil quilômetros até enfim pedalar tendo a Estátua da Liberdade ao horizonte, no dia 01 de abril de 1929.

A foto oficial do momento de sua chegada em Nova York

Antes de chegar em Nova York, porém, o brasileiro enfrentou diversos percalços – da imensidão do Rio Amazonas, passando pela noite que atravessou em cima de uma árvore no Alto do Rio Negro para fugir de uma onça, até a prisão temporária a que foi submetido por fuzileiros navais dos EUA na Nicarágua, que o confundiram com um guerrilheiro – tudo devidamente registrado em seu diário de viagem.

O diário de viagem de Rubens

Na volta ao Brasil, depois de passar alguns meses trabalhando em Nova York, os reconhecimentos foram tímidos – alguns jornais publicaram sua aventura, poucas festas comemoram a volta, e o maior deles só viria em 1979, em uma missa na Igreja do Bonfim, em celebração aos 50 anos de seu feito.

Rubens, já em uma cadeira de rodas, na missa pelos 50 anos de sua viagem

Rubens viria a falecer em 1981, aos 71 anos, e é um de seus netos, que traz o mesmo nome do avô e também é ciclista em provas de resistência, quem melhor homenageia o velho Rubens e sua incrível missão comprida – e cumprida: “Meu avô significa tudo, ele pra mim é a representação de que nada é impossível como atleta”, diz o jovem Rubens Pinheiro, com precisão e emoção, diante de um de tantos heróis brasileiros esquecidos no tempo de um país sem memória.

Um dos poucos jornais que publicou sua história

© fotos: arquivo pessoal/fonte:via