O incrível caso do ‘Indiana Jones da arte’ que recuperou um Picasso roubado nos anos 1990

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Arthur Brand é conhecido como o “Indiana Jones da arte“. Não há obra perdida que ele não encontre, após um longo processo de investigação. Em dezembro, ganhou as manchetes do mundo após recuperar um mosaico de 1,6 mil anos, perdido desde os anos 70. Agora, o detetive ataca novamente com a recuperação de um Picasso roubado em 1999.

A obra “Portrait de Dora Maar“, também conhecida como “Buste de Femme (Dora Maar)“, de 1938, havia sido roubada do iate do xeque saudita Abdul Mohsen Abdulmalik, em Antibes, na Costa Azul (França). Depois de quatro anos de investigação, Brand conseguiu recuperar a obra, avaliada hoje em 25 milhões de euros.

O retrato é uma das figuras femininas mais emblemáticas pintadas por Picasso e permaneceu na casa do artista até sua morte, em 1973. A polícia francesa já havia perdido as esperanças de recuperar a obra, mas o famoso “Indiana Jones” não descansou enquanto não a encontrou. No ínicio de março, ele teria entregue o quadro a uma seguradora, segundo informações da AFP.

À agência de notícias, o detetive contou que resgatou a obra após contatos com o submundo do crime na Holanda. A pintura teria chegado a seu escritório através de dois intermediários, que a levaram embrulhada em um lençol, dentro de um saco de lixo. Picasso pintou ao menos quatro retratos de Dora Maar, sua principal modelo e companheira durante alguns anos.

A autenticidade da obra foi atestada pelo detetive britânico Dick Ellis, fundador da unidade da Scotland Yard sobre arte e antiguidades. Assim como Arthur Brand, Dick Ellis também pode se gabar de ter recuperado diversas obras famosas que haviam sido roubadas, incluindo o quadro “O Grito”, de Edvard Munch.

fonte:via Fotos: Tetteroo

Queniano eleito melhor professor do mundo doa 80% do salário a quem não tem nada




O frade franciscano e professor Peter Tabichi leciona em uma pequena escola em Pwani, uma remota aldeia no Quênia, onde nasceu. Para ensinar ciências para estudantes do ensino médio, Peter não tem biblioteca, laboratório, e somente acesso a nada melhor do que um único professor com uma péssima conexão à internet. Em um local em que 30% das crianças são órfãs, a dedicação do professor não se restringe a transmitir conteúdo – ele também trabalha arduamente para ajudar as crianças a permanecerem na escola, e também para se qualificarem para competições internacionais e irem para faculdade. Se a compensação por todo esse trabalho é o futuro das crianças, Tabichi acaba de receber um importante e contundente reconhecimento: o queniano foi eleito o melhor professor do mundo.

O professor Peter Tabichi

Peter Tabichi superou outros nove candidatos – inclusive a brasileira Débora Garofalo, da escola Ary Parreiras, em São Paulo – para vencer o Global Teacher Prize, espécie de “Nobel” da educação. Seu primeiro voo de avião foi até Dubai para receber o prêmio, no valor de 1 milhão de dólares. “Eu me sinto ótimo. Eu não posso acreditar. Eu me sinto muito feliz por estar entre os melhores professores do mundo, sendo o melhor do mundo”, declarou Peter à Associated Press. Seu plano é utilizar a quantia para melhorias na escola e ajudar na alimentação dos mais pobres na sua região.

Tabichi recebendo o prêmio em Dubai

Utilizar o dinheiro que ganha para ajudar os outros não é uma novidade na vida de Tabichi, que doa 80% do que ganha para quem mais precisa em Pwani. A história e o trabalho do professor foi selecionada entre 10 mil inscrições, e sua conquista foi reconhecida por todos em seu país. O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, soltou um comunicado oficial, celebrando a história de Tabichi como sendo “a história da África e esperança para as gerações futuras”. Para receber o prêmio, o professor vestiu sua tradicional túnica marrom franciscana, e um imenso sorriso de um trabalho comovente reconhecido – principalmente pela possibilidade de ajudar ainda mais gente.

© fotos: reprodução fonte:via