Contra poluição de oceanos, cervejaria Corona bloqueia praia de Ipanema com ‘muro de lixo’




Mesmo em uma das mais belas e celebradas praias do planeta, um dia de sol intenso lamentavelmente pode ser medido pela quantidade de lixo que se acumula enquanto o pôr-do-sol recebe aplausos na Praia de Ipanema. Para ilustrar tal barbárie cometida não só pelos cariocas, mas em toda orla brasileira, a cerveja Corona, em parceria com a ONG Parley For The Oceans, deu início a uma série de ações para combater o plástico nos mares – e a mais recente dispôs um “muro de lixo” bloqueando a entrada para as areias de Ipanema.

“Um dia o lixo deixado na praia vai ter impedir de entrar nela”, dizia a placa em frente ao muro, com 15 metros de comprimento e 2 metros de altura feito com plásticos deixados na praia ao longo de somente 3 dias. Junto do muro o projeto ofereceu também um bate-papo com especialistas sobre o tema, a fim de mostrar como na luta contra a poluição no oceano cada um de nós possui papel determinante.

As ações aconteceram em Fernando de Noronha antes de descerem para a faixa de areia que contorna o Rio de Janeiro.

Além dessas ações ilustrativas o projeto também pretende promover a conscientização, a educação e o engajamento da população local. A parceria entre a Corona e a Parley For The Oceans realizará mais de 20 limpezas de praias e outras ações para nos lembrar da gravidade criminosa de um gesto supostamente tão banal quanto largar seu lixo nas areias após um dia de sol em que justamente você aproveitou o imenso prazer que o plástico está destruindo.

Acima, ação de limpeza em Ipanema

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O que acontece quando o disco ‘África Brasil’, de Jorge Ben, é tocado para crianças em Zâmbia




Lançado por Jorge Ben em 1976, o disco África Brasil viria a significar não só uma guinada fundamental na carreira do cantor e compositor, como se tornaria um dos mais celebrados e reconhecidos discos da música brasileira. Misturando ritmos nacionais, a influência africana com a música negra dos EUA, África Brasil é o momento em que Jorge deixa de tocar violão para passar a se acompanhar na guitarra – e alcançar um de seus trabalhos, rítmica e esteticamente, mais fascinantes, na exata metade da ponte entre o Rio de Janeiro, os EUA e a África. Mas o que acontece quando essa ponte é de fato cruzada? Foi isso que o fotógrafo Leonardo Salomão e Daniella Schuarts foram descobrir.

Em 2015, para realizarem um vídeo a fim de arrecadar doações para a conclusão da construção de um escola na Vila de Mugurameno, na Zâmbia, Leonardo e Daniella decidiram que era a hora de Jorge Ben ir à África – de África Brasil encontrar sua ponta efetivamente africana. Assim, os dois colocaram crianças da escola para escutarem o clássico “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)”, que abre o disco, e reagirem à música – e o resultado é simplesmente comovente.

Ver o balanço e a alegria das crianças do Zâmbia, que jamais haviam escutado Ben ou mesmo a música brasileira, comprova não só a universalidade da música enquanto linguagem afetiva (e a alegria como a prova dos nove da própria vida) como também o quanto Jorge Ben estava certo nesse disco que é uma de suas maiores obras-primas.

Não há maiores detalhes sobre se há outras filmagens de outras músicas – pois, considerando que África Brasil traz em seu repertório canções como “O Filósofo”, “Meus filhos, meu tesouro”, “Taj Mahal”, “O Plebeu”, “Xica da Silva” e “Camisa 10 da Gávea”, seria sensacional ver as crianças reagindo ao disco por inteiro.

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