Série fotográfica denuncia os estereótipos em torno do homem negro




Homens negros são a parcela da população mais sujeita à violência. Em Londres, eles representam 56% dos homens assassinados em 2018. Cansado de ver seus semelhantes serem sempre colocados como vítimas ou perpetradores da violência, o fotógrafo Cephas Williams resolveu clicar uma série fotográfica para denunciar estes estereótipos.

O jovem convidou 56 homens negros de diversas origens para posar para uma fotografia usando um moletom com capuz preto. Entre eles, médicos, advogados, artistas e até mesmo David Lammy, um membro do parlamento britânico.

A série tem sido divulgada com o nome de 56 Black Man e serve como um convite para que outras pessoas reflitam sobre a maneira como os negros são retratados na mídia. Após as fotos conquistarem as redes sociais, o projeto ganhou visibilidade e se tornou parte de uma enorme campanha contra os estereótipos.

Ouve só o que o fotógrafo tem a dizer sobre a iniciativa no vídeo abaixo (em inglês, mas é possível acionar a tradução automática das legendas).

Agora, Cephas busca financiamento através da plataforma GoFundMe para que a mensagem alcance um público ainda maior. O objetivo é obter £ 42 mil, que serão investidos em três grandes conferências, três mostras, documentação do projeto, 12 workshops e na criação de um site.

fonte:via Fotos: Cephas Williams

Como Berthe Morisot quebrou barreiras e se tornou a primeira mulher impressionista


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Tendo início no século XIX, o impressionismo foi um dos movimentos artísticos mais radicais, por quebrar totalmente os padrões da época, dando uma nova noção ao belo e ‘certo’. Porém, não foi apenas nas pinceladas que ele inovou, já que as mulheres também fizeram parte dele, algo que jamais tinha acontecido em outras escolas artísticas. Se todas as artistas impressionistas merecem nossa admiração, Berthe Morisot chama atenção por ter sido a primeira mulher a ter entrado neste universo.

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Nascida em Bruges – Bélgica, aos 11 anos ela e sua família mudaram-se para Paris, onde ela teve aulas particulares de arte com Joseph Guichard, um pintor francês. Foi através dele que mergulhou na vanguarda artística de Paris, conhecendo figuras influentes e inclusive, se casando com o irmão de Édouard Manet, outro clássico pintor impressionista.

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Assim como muitos gênios, a artista demorou para se encontrar no impressionismo, tendo destruído diversas pinturas, por considerar que elas não eram boas o bastante. A liberdade experimental do impressionismo permitiu com que ela manifestasse sua arte de maneira mais natural e feminina. Em uma das feiras de arte da capital francesa, críticos elogiaram o trabalho de Morisot, considerando até mesmo melhor do que o de Monet.

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Com paleta de cores suaves e toque claramente feminino, ao longo do tempo ela foi ficando conhecida pela impressionante habilidade em retratar tons pastéis, considerado um dos mais desafiadores. Infelizmente, seu trabalho não é tão conhecido quanto o de seus contemporâneos, mas muitos museus ainda a consideram uma das principais inovadoras do movimento.

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Fotos: Wiki Art Public Domain/fonte:via