Nem animal, nem planta nem fungo: um ser vivo surreal com 720 sexos e sem cérebro

Se alguém aí acha a natureza humana complexa demais para ser compreendida, então prepara-se para conhecer o Physarum polycephalum, mais conhecido simplesmente como Blob. Trata-se de um dos organismos mais incríveis do já descobertos, capaz de espantar a qualquer um e questionar tudo que se pode imaginar a respeito da vida e do funcionamento da natureza. A começar por sua própria definição: ele se comporta em partes como um animal, em partes como um fungo, e ora como uma planta, mas não é nenhum dos três – e já existia 500 milhões de anos antes dos seres humanos.

O Blob não tem boca, estômago, olhos, braços, pernas, nem cérebro – mas é capaz de se mover, se alimentar, se regenerar em questão de minutos e ainda de aprender e até transmitir conhecimento. Como se não bastasse, não há, em seu funcionamento natural, a definição restrita a macho ou fêmea, mas sim 720 sexos diferentes para se reproduzir.

Claro que não se trata da noção cultural de sexualidade, mas sim dado referente ao número de células sexuais que esse inacreditável organismo é capaz de produzir com o objetivo da reprodução. Seu nome científico significa “bolor de várias cabeças”, mas seu apelido vem do clássico filme trash A Bolha Assassina (The Blob, em inglês), de 1988.

Normalmente de coloração amarelada, o Blob era considerado um fungo, mas foi redefinido nos anos 1990 como um organismo do grupo do mixomicetos, um bolor limoso, da família das amebas. Esse ser possui somente uma célula, ocasionalmente com muitos núcleos, capazes de replicar seu DNA, se dividir, e se mover a até um centímetro por hora. É normalmente encontrado em pontos com decomposição de folhas, troncos de árvore e outros locais úmidos. E não para por aí: através de um mecanismo de defesa que o coloca em uma espécie de hibernação e o torna “seco” diante de uma ameaça, o Blob é praticamente imortal.

Depois de seco, porém, ele revive com facilidade – inclusive se posto no micro-ondas com gotas de água por alguns minutos. Talvez seu ponto mais espantoso, porém, seja a capacidade de aprendizado: mesmo sem sistema nervoso central, a criatura é capaz de mudar seu comportamento padrão a partir de experiências, adaptando, por exemplo, seu caminho até um alimento. E experimentos em laboratório comprovaram que, ao se fundir com outro Blob, é capaz de transmitir esse conhecimento. Não é por acaso, portanto, que o Physarum polycephalum passará a ser exibido no zoológico de Paris a partir do próximo final de semana: Como bem disse Bruno David, o Blob é “realmente uma das coisas mais extraordinárias que existem hoje na Terra”.

© fotos: divulgação /fone:via

Cachorro espera 4 anos no mesmo local até finalmente se reunir com seus donos que o perderam

O ditado “Um cachorro é o melhor amigo de um homem” é algo com o qual muitas pessoas concordam. Existem centenas de histórias sobre cães cujo amor pelo ser humano é mais forte do que qualquer obstáculo.

Recentemente, a história de Leo, um cachorro da Tailândia, se tornou viral. Seus donos deixaram acidentalmente o pobre cão perto de um posto de gasolina. A partir desse dia, Leo nunca deixou esse lugar e pacientemente esperou quatro longos anos até o retorno de sua família.

Créditos da imagem: dogthailand

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As pessoas tentaram ajudar Leo, pois ele estava bastante magro e morria de fome. Parecia que ele havia desenvolvido algum tipo de doença de pele. Uma mulher de 45 anos chamada Saowalak o alimentou o máximo que pôde e o levou para casa, mas toda vez que Leo escapava, era encontrado no mesmo local à beira da estrada. Então ela desistiu e apenas começou trazendo comida para ele.

Créditos da imagem: acsolution

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Créditos da imagem: Anuchit Uncharoen

Outro cidadão preocupado chamado Anuchit Uncharoen recorreu às redes sociais para tentar encontrar os donos de Leo. Em seu post, ele clocou algumas fotos e mencionou que o cão esperava há quatro anos pelo seu dono perdido.

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Créditos da imagem: Anuchit Uncharoen

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Como o post se tornou viral, então um milagre aconteceu e a verdadeira família de Leo o encontrou. Eles entraram em contato com Anuchit Uncharoen e disseram que Leo se parecia com BonBon – o cachorro que havia perdido há quatro anos em 2015. A família tentou procurá-lo depois que eles perceberam que ele havia desaparecido, mas não conseguiram encontrá-lo e assumiram o pior.

Créditos da imagem: Anuchit Uncharoen

Créditos da imagem: dogthailand

BonBon ficou muito feliz em ver sua família, mas surpreendentemente não estava disposto a segui-los até em casa. Parecia que ele havia decidido ficar com a mulher que havia cuidado dele nos últimos quatro anos. A família apoiou a decisão de BonBon e o deixou ficar com Saowalak.

A família prometeu ajudar a cuidar de BonBon, em o vir visitar e ajudar a pagar as contas do veterinário.

Créditos da imagem: dogthailand

Créditos da imagem: dogthailand

Muitas pessoas ficaram surpresas e confusas nas redes sociais, com o desfecho da história, mas o importante é que BonBon finalmente conseguiu ver sua antiga família e que finalmente arranjou uma casa para que possa ser protegido e amado.

Tradução e adaptação por Catioro Reflexivo, da matéria originalmente criada por Hidrėlėy, no portal Bored Panda