Projeto dedica-se a recuperar a saúde física e mental de galos explorados em rinhas

A prática de se utilizar galos em rinhas de briga provocam marcas indeléveis nos animais que vão muito além dos ferimentos e cicatrizes deixadas por essa verdadeira prática de tortura. É praxe que, mesmo após serem libertados, os galos de rinhas acabem mortos, seja pelo estado de suas saúdes, seja pelo comportamento agressivo do animal. O Ministério Público de Minas Gerais, na cidade de Formiga, criou um projeto para tentar dar fim a esse horror que não se encerra quando as rinhas são fechadas – e recuperar os animais.

O projeto busca resolver o complicado dilema do destino dos galos após serem encontrados e as rinhas serem devidamente encerradas. Segundo a promotora de justiça Luciana Imaculada de Paula, responsável pela Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), esse é um dos grandes desafios dos órgãos públicos no processo de combater essa prática, quando abate muitas vezes se mostra a única opção. A partir do projeto, os animais passam por uma triagem, e um processo de readaptação e ressocialização, para então serem devolvidos ao campo.

Cada animal participante do projeto recebe um chip e um anel com suas informações, para o reconhecimento posterior. Quando recuperados, os galos são doados para proprietários rurais selecionados, e seguem sendo monitorados por um ano, a fim de confirmar a eficácia do protocolo de recuperação. O projeto também inclui um programa de educação ambiental e de preservação da espécie, assim como contra o abuso de animais e o uso de galos para combate – que são criados desde cedo em estado de tortura e estresse para aumentar sua agressividade, refletida nas mutilações encontradas nos galos de rinha resgatados.

© fotos: divulgação/fonte:via

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