Derretimento de gelo no Ártico revela 5 novas ilhas que não sabíamos que existiam

A Marinha russa identificou cinco novas ilhas no arquipélago Novaya Zemlya, no Ártico, reveladas pelo gelo derretido dos glaciares da região.

“Pensávamos que elas eram [parte da] geleira principal [chamada Vylki, também conhecida como Nansen]. O derretimento, o colapso e as mudanças de temperatura levaram à descoberta dessas ilhas”, disse o vice-almirante russo Alexander Moiseyev.

As ilhas

As ilhas variam em tamanho, com a menor medindo apenas 30 por 30 metros, e a maior cobrindo cerca de 54.500 metros quadrados.

Sua presença foi primeiro suspeitada pela estudante de engenharia Marina Migunova, que observou massas terrestres em imagens de satélite em 2016 enquanto trabalhava em um artigo.

Na nova expedição da Marinha, pesquisadores analisaram a topografia das cinco ilhas, concluindo que elas devem ter surgido aproximadamente em 2014.

Apesar de suas jovens idades, as terras já são colonizadas por algas, plantas e pássaros, além de demonstrarem evidências de animais terrestres maiores.

Temporárias ou permanentes?

No momento, não é possível saber por quanto tempo as ilhas permanecerão parte da paisagem ártica. Um glaciologista da expedição sugeriu que elas possam duram apenas uma década ou menos.

“Hoje, é difícil chegar a conclusões sobre sua importância e vida útil”, disse o capitão Alexei Kornis, chefe do Serviço Hidrográfico da Frota do Norte, ao site russo Arctic. “Encontramos os restos de uma foca mordida por um urso. Então, se tudo isso conseguir se enraizar, as ilhas sobreviverão”.

Mundo gelado em mudança

A expedição russa – que navegou por águas há pouco tempo completamente congeladas – encontrou outras massas terrestres previamente desconhecidas durante a missão.

Por exemplo, uma sexta ilha foi descoberta em um estreito da Terra de Francisco José, um arquipélago polar russo.

De acordo com a Marinha, esses achados não são isolados, e sim fazem parte de uma dúzia de novas ilhas que têm emergido no Ártico nos últimos anos.

Conforme o mundo se torna mais quente graças à mudança climática impulsionada pela atividade humana, devemos ver cada vez mais transformações na paisagem polar em derretimento.

“A descoberta de ilhas à medida que a geleira Nansen recua não é uma surpresa, pois uma geleira é simplesmente um rio de gelo transportando neve e gelo compactados dos terrenos mais altos para o mar”, disse o oceanógrafo Tom Rippeth, da Universidade Bangor, no País de Gales, ao Newsweek. “À medida que o clima esquenta, as geleiras encolhem e expõem a terra abaixo. Esse é outro sintoma do aumento do aquecimento no Ártico – nesta região a temperatura média é de 5 a 6 graus Celsius mais quente em resposta às mudanças climáticas”.fonte:via [ScienceAlert]

40 fatos interessantes sobre animais para melhorar qualquer conversa casual

Às vezes, tudo o que você precisa para melhorar seu dia – ou uma conversa casual – é um fato fofo e interessante envolvendo o maravilhoso reino animal.Estamos aqui para te ajudar. Confira as melhores curiosidades sobre nossos amigos peludos:

Gatos veem humanos como “iguais”

Ao esfregar a cabeça em você, um gato está dizendo que te vê como um igual – ou seja, não como um ser humano, mas como parte de sua família felina. Provavelmente o maior e mais desengonçado gato da família.

População de tigres

O mundo está péssimo, mas pelo menos as populações de tigres estão aumentando. Há luz no fim do túnel.

Oi, novo elefante!

Os elefantes são animais muito sociais que tendem a permanecer em grupos “familiares” por toda a vida. Esses grupos são geralmente constituídos por fêmeas (pois os machos podem deixar o grupo para se acasalar). Quando um bebê elefante nasce, todas as mães do grupo social comemoram ou anunciam a chegada do pimpolho usando suas trombas.

Lontras e seus brinquedos

Se uma lontra jovem encontra uma pedrinha, pode guardá-la por toda a vida no “bolso” formado pelas dobras de pele de sua axila. Fofo de morrer, certo?

Campo minado de pinguins

Um campo minado abandonado nas Ilhas Falkland acidentalmente criou um santuário de pinguins. As minas foram colocadas pelos britânicos quando tropas argentinas ocuparam o território em um conflito em 1982. Desde então, pinguins-de-magalhães prosperaram na área. As minas mantêm caçadores e intrusos longe, mas os pinguins são pequenos demais para acioná-las.

Cães sonham

E, sendo que sonham, o seu cãozinho provavelmente sonha com você.

Ratos minúsculos

Existem ratos tão pequenos (os Micromys minutus) que vivem em campos de cereais e podem dormir dentro de flores. Eu juro!

Pandas quase a salvo

Os pandas não são mais considerados uma espécie em perigo de extinção, e ser um cuidador desses maravilhosos animais é um dos trabalhos mais bem pagos da China.

Vacas têm melhores amigas

Um estudo da Universidade de Northampton (EUA) constatou que, quando as vacas eram colocadas em duplas, compartilhando um vínculo social forte. Por exemplo, sua frequência cardíaca era mais baixa e elas ficavam mais relaxadas.

Cochilo pós-almoço

Abelhas podem ficar sonolentas depois de beber néctar e tirar sonecas nas flores.

Cães animados

Às vezes, quando cães são usados em filmagens, suas caudas precisam se reproduzidas com efeitos especiais porque eles a balançam muito. Isso aconteceu durante As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (2005), quando alguns atores Husky não pareciam “ameaçadores” por causa de suas caudas felizes. O mesmo truque foi usado em Caninos Brancos (1991) e na série Game of Thrones.

Canto de mãe

Um estudo da Universidade do Sul do Mississippi (EUA) descobriu que mães golfinhos cantam (uma espécie de “apito” reconhecível) para seus filhotes enquanto estes estão no útero. Pode ser que o apito, que é um som especial e único, atue como uma espécie de “nome”. Após o nascimento, outros golfinhos adultos próximos apitam menos, provavelmente ajudando o filhote a aprender e usar o apito certo.

Cão e cheiro

Se você possui uma rotina diária, seu cão pode ficar na porta ou começar a te esperar num lugar determinado quando você está prestes a chegar. Isso porque ele pode deduzir quando você chegará graças a quanto de seu cheiro já sumiu desde você saiu de casa.

Ops!

As abelhas fazem um som tipo “ops!” quando se chocam ou se assustam.

Chapéu de orvalho

Aranhas-saltadoras acabam usando “chapéus de orvalho” às vezes.

Sotaque

As vacas podem ter sotaques, ou seja, fazer sons de maneira diferente dependendo da região em que vivem. Cabras, por sua vez, podem adotar um novo “sotaque” se começarem a passar tempo com outras cabras.

Droga animal

Os golfinhos podem intencionalmente “brincar” com peixes-balão para serem picados. Isso porque o veneno nos espinhos “dá barato”.

Inteligência corvina

Corvos lembram rostos. Você tentar ser amigo de um corvo, ele vai com certeza se lembrar de você.

Pedido de casamento

Você talvez já soubesse que pinguins formam casais monogâmicos para o resto da vida. Agora, você sabia que eles procuram pedras lindas para pedir seu par em casamento?

Esquilos plantadores

De acordo com Rob Swihart, professor de ciência da vida selvagem da Universidade Purdue (EUA), esquilos enterram seus alimentos (como nozes), mas muitas vezes esquecem onde. Essas sementes enterradas têm uma boa chance de se tornarem árvores.

Seu cão te ama

Vários estudos se dedicaram a entender o amor que os cães sentem por seus donos. Por exemplo, os cientistas mediram os níveis de ocitocina (o “hormônio do amor”), batimentos cardíacos e outras biometrias em humanos e seus animais. Os resultados mostraram que, quando você acaricia seu cão, ambos produzem mais do “hormônio do amor” e também ficam mais relaxados.

Vacas se ajudam

Vacas podem se revezar para cuidar de seus filhotes. Por exemplo, uma fica com os bezerros, enquanto as outras pastam mais longe.

Mostrando afeição

Os tigres não ronronam. Logo, para mostrar afeto, eles fecham os olhos – isso significa que estão vulneráveis e confiam no outro animal.

Trombas em filhotes

Elefantes bebês demoram um pouco para conseguir controlar suas trombas.

Adoção

Esquilos podem adotar outros esquilinhos órfãos.

Cócegas

Pinguins podem sentir cócegas.

Jardim

Polvos podem fazer pequenos jardins coletando pedrinhas e coisas diferentes ou brilhantes que encontram no mar, organizando os objetos na areia.

Surfe

Patos gostam de “surfar”. Os animais já foram observados “pegando” marés e nadando de volta para surfar novamente.

Como pipoca

Porquinhos-da-índia pulam quando animados.

Casamento oportunista

Cavalos-marinhos tendem a ser monogâmicos. Quando “casados”, entrelaçam suas caudas para flutuarem juntos no oceano. Esse comportamento pode ter sido favorecido pela evolução, porque cavalos-marinhos são péssimos nadadores e precisam passar muito tempo se escondendo de predadores. Ter um companheiro para flutuar pela vida aumenta suas chances de uma reprodução bem-sucedida.

Chupando dedo

Elefantes bebês podem “chupar” suas trombas para obterem conforto, como bebês humanos chupando os dedos.

Oi, beijinho

Cães-da-pradaria “beijam” para falar oi.

Cauda ou cobertor?

Pandas-vermelhos podem usar suas caudas peludas como cobertores para se aquecerem quando dormem.

Alguns peixes podem te reconhecer

Você pode até pensar que os peixes não conseguem enxergar pelo vidro de seus aquários, mas eles na verdade têm uma visão boa. Alguns podem aprender a reconhecer seus donos.

Mais babás animais

Outro animal que fica de babá às vezes é o lobo. Alguns membros da matilha podem cuidar dos filhotes enquanto outros caçam.

Banho empoeirado

A pele da chinchila é tão densa que não é bom que esses animais se molhem. Em vez de tomar banho na água, eles se limpam com pó (algo que todos os donos de chinchilas devem saber).

Bolinha de tucano

Tucanos se enrolam quando dormem.

Coração

Libélulas formam um coração com suas caudas quando se acasalam.

Sotaque caribenho

Voltando à questão do sotaque, as cachalotes do Caribe têm o seu próprio, diferente de outras baleias cachalotes.

Espirro de brincadeira

Cães podem espirrar quando estiverem brincando de “brigar”, para sinalizar de que não estão levando a sério.fonte:via [BoredPanda]

Bolha do tamanho de um ser humano flutua por mergulhadores – e está recheada com milhares de lulas bebê

Três mergulhadores do navio de pesquisa norueguês REV Ocean encontraram um saco gigante transparente enquanto visitavam um naufrágio da Segunda Guerra Mundial em Ørstafjorden, a cerca de 200 metros da costa na Noruega.

Ao nadar de volta à costa, a uma profundidade de 17 metros, eles notaram a estranha bolha – uma espécie de saco recheado de ovos de lula.

O vídeo abaixo foi compartilhado na plataforma YouTube no dia 6 de outubro. Nele, um dos mergulhadores circula a bolha iluminando-a com uma lanterna.

Enquanto inicialmente parece apenas um saco desajeitado com uma massa escura no centro, mais para o final da filmagem é possível enxergar os verdadeiros e minúsculos ovos de lula que o habitam.

Raro

Apesar de não ser uma visão comum, essa não é a primeira vez que mergulhadores se deparam com uma bolha de ovos de lula. Houveram outros registros na própria Noruega, além de Espanha, França e Itália.

Esses sacos são difíceis de estudar, entretanto, uma vez que suas membranas são muito delicadas. Mesmo assim, pesquisadores realizaram análises de DNA em uma dessas bolhas em 2017, confirmando que se tratavam de ovos de lula da espécie Illex coindetii (foto abaixo).

A nova esfera observada pelos noruegueses é parecida com um saco de Illex coindetii na aparência, tamanho e localização, de forma que também deve pertencer à espécie. Enquanto parece se comparar a um ser humano no vídeo, esses sacos possuem tipicamente um metro de diâmetro.

“A massa escura é provavelmente tinta da lula fêmea, que a injetou enquanto fazia a esfera”, explicou Halldis Ringvold, pesquisador do Sea Snack Norway e líder do projeto “Huge Spheres”, uma investigação de tais sacos esféricos.

Illex coindetii

Um ovo de lula Illex coindetii mede cerca de 0,2 centímetros em diâmetro quando o filhote está pronto para nascer.

Fêmeas podem produzir entre 50.000 e 200.000 ovos de uma vez nesses sacos. O processo embrionário leva cerca de 10 a 14 dias em uma temperatura aquática de 15 graus Celsius.

Além dos vídeos e fotos, os pesquisadores estão coletando amostras de tecido da bolha recentemente encontrada, para aprender mais sobre esses animais elusivos. fonte:via [LiveScience]

Esqueletos de bebês usando “capacetes” feitos de crânios de outras crianças choca arqueólogos

Arqueólogos descobriram esqueletos de bebês de 100 aC “adornados” com capacetes feitos dos crânios de outras crianças no sítio arqueológico Salango, no centro do Equador.

A descoberta

Os túmulos tinham cerca de 2.100 anos e pertenciam ao povo Guangala. A escavação de 11 indivíduos ocorreu entre 2014 e 2016, dentre eles os dois bebês usando “capacetes cranianos” de outras crianças.

Mais pedaços de crânio também foram colocados ao redor da cabeça dos bebês recém-nascidos mortos.

Uma vez que os pesquisadores notaram que se tratavam de duas camadas de crânio, decidiram remover todo o solo e terminar a escavação em laboratório, para ajudar na preservação dos esqueletos.

“Quando analisei os restos mortais em 2017, na verdade terminamos de escavá-los em laboratório, o que levou a descobertas mais detalhadas sobre a idade dos indivíduos primários e dos crânios extras”, disse a principal autora do estudo, a antropóloga Sara Juengst da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Capacetes estranhos

Os cortes nos crânios utilizados como “capacete” indicam que eles foram propositalmente removidos de outros corpos e posicionados ali.

O primeiro bebê tinha 18 meses de idade e usava o crânio de uma criança de 4 a 12 anos. O segundo tinha entre 6 e 9 meses e usava o crânio de uma criança entre 2 e 12 anos. Nenhum dos esqueletos exibia sinais de trauma.

Também não haviam indicações de que as crianças haviam sido sacrificadas.

O fato de os dois crânios externos serem provenientes de crianças foi considerado “particularmente estranho”, porém, uma vez que é muito mais comum que crânios de adultos fossem manipulados nos Andes pré-hispânicos.

Por quê?

Os pesquisadores não sabem dizer qual o motivo por trás de tal ritual funerário. Além do “capacete” e dos pedaços de crânio em volta dos dois bebês, haviam também outros objetos como figuras de pedra.

Uma das hipóteses é de que o “capacete” serviria como proteção ou empoderamento das crianças na vida após a morte – na cultura local, as almas das crianças eram consideradas “pré-sociais” ou “selvagens”.

Segundo Juengst, os túmulos foram encontrados em cima de uma camada de cinza vulcânica, o que pode estar ligado a uma erupção na região e uma consequente falta de alimentos. Por enquanto, no entanto, os cientistas precisam de mais evidências para estabelecer conexões entre esses eventos.

Pode até parecer grotesco, mas…

Embora a colocação de crânios como capacetes na cabeça de bebês pareça algo simplesmente bárbaro para nós, Juengst lembra que é preciso deixar preconceitos modernos de lado ao examinar culturas diferentes e antigas.

“Nossa concepção de morte se baseia em nossas visões médicas, religiosas e filosóficas modernas. O povo Guangala tinha sua própria concepção do cosmos, do que acontece após a morte e do significado dos corpos humanos. Embora as pessoas sejam geralmente avessas a lidar com cadáveres, há muitos precedentes em todo o mundo de culturas que não têm essa aversão – precisamos pensar nas coisas em seu próprio contexto e tentar manter nossos próprios preconceitos ou ideias sobre ‘certo/errado’ fora da análise”, explicou ao portal Gizmodo.

Em outras palavras, as razões por trás deste tipo de enterro são provavelmente mais complexas do que imaginamos.

Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista científica Latin American Antiquity. fonte:via [Gizmodo]

Já houve nove espécies de seres humanos na Terra, agora há apenas uma

Embora hoje exista apenas uma espécie de ser humano na Terra, há 300 mil anos foi identificada a existência de nove. É o que fala o artigo do professor de paleontologia e biologia evolutiva na Universidade de Bath, no Reino Unido, Nick Longrich, sobre a extinção de outras espécies de seres humanos publicado no The Conversation. O professor defende que essa extinção pode ter sido causada pelos próprios humanos.

Os Neandertais eram caçadores atarracados, adaptados às estepes frias da Europa. Na Ásia viviam os Denisovanos, o mais primitivo Homo erectus habitava a Indonésia e o Homo rhodesiensis ficava na África Central.

Outras espécies de baixa estatura e com cérebros pequenos sobreviveram paralelamente a essas como Homo naledi (África do Sul), Homo luzonensis (Filipinas), Homo floresiensis (Indonésia) e o povo da Caverna do Veado Vermelho na China. É provável que ainda mais espécies sejam descobertas.

A extinção de espécies

Há 10 mil anos essas espécies tinham todas desaparecido, o que se assemelha a uma extinção em massa. Mas esse momento não é marcado por nenhuma catástrofe natural óbvia, destaca o professor. Assim, a sugestão é de que ela tenha sido causada pela propagação de nova espécie, Homo sapiens, que evoluiu entre 260 mil e 350 mil anos atrás na África do Sul.

A disseminação de seres humanos modernos fora da África é um evento de mais de 40 mil anos. Ele causou uma sexta extinção em massa com duração a partir do desaparecimento de mamíferos da Era do Gelo até a destruição de florestas tropicais pela civilização atual.

Nós somos uma espécie especialmente perigosa, salienta Longrich, porque caçamos diversos animais até a extinção, destruímos espaços naturais para a agricultura e provocamos alterações no clima do planeta.

Além disso, como competimos por recursos e terras, somos mais perigosos para outras populações humanas. Não há muitos motivos para pensar que os primeiros Homo sapiens fossem menos territoriais e violentos do que os humanos de hoje.

Há quem tenha identificado os primeiros caçadores-coletores como sendo pacíficos, com a argumentação de que é a cultura que cria violência, não nossa natureza. Mas há indícios científicos de que tinha guerra intensa na cultura primitiva.

Evidências da violência

As disputas no período Neolítico tinham maior índice de mortalidade do que as duas Guerras Mundiais, com uso de táticas e armamentos. Essa violência pode ser identificada em ossos e artefatos antigos.

Um exemplo é o massacre de 27 pessoas, entre elas homens, mulheres e crianças, inclusive uma gestante. Isso ocorreu há mais de 10 mil anos e ficou documentado no sítio arqueológico Nataruk no Quênia, com os restos mortais que apresentavam crânios rachados e graves lesões.

Esqueletos Neandertais mostram padrões de trauma compatíveis com os de guerras. No entanto, armas sofisticadas conferiram vantagem ao Homo sapiens. Além disso, ferramentas e cultura complexas podem ter permitido coletar maior variedade de alimentos, assim alimentando tribos maiores, o que pode ter representado vantagem estratégica.

A arte rupestre e instrumentos musicais indicam a capacidade de pensamento abstrato e comunicação. Essa pode ter sido a arma mais poderosa da espécie, porque sugere a capacidade de planejar, criara estratégias, manipular e enganar.

É difícil testar essa ideia devido ao fato de os registros fósseis estarem incompletos. Entretanto, os fósseis de registro arqueológico relativamente completo na Europa sugerem que os Neandertais desapareceram poucos milhares de anos após nossa chegada.

Os motivos da extinção

Traços de DNA de outras espécies encontrado em alguns grupos sugere que nós não apenas substituímos elas, mas nos encontramos e acasalamos. Ou seja, essas outras espécies desapareceram apensa após nos encontrarmos.

A questão que fica, nesse caso, é o motivo de nossos ancestrais terem exterminado seus parentes. E a resposta está no crescimento populacional. Sem controle, historicamente dobramos nosso número a cada 25 anos. Depois de os humanos se tornarem caçadores cooperativos não tiveram predadores.

Com a grande quantidade de pessoas e falta de alimentos em decorrência de secas ou invernos rigorosos ocorreria, inevitavelmente, a disputa entre tribos por alimentos e território.  Portanto, embora a eliminação de outras espécies não tenha sido planejada, levou à destruição dos oponentes a e à tomada do território.

Ainda assim, a extinção dos Neandertais levou milhares de anos. Isso, em parte, porque o Homo sapiens primitivo não tinha vantagens que apareceram mais tarde. Em boa parte esse processo foi apoiado na agricultura e doenças epidêmicas que devastaram os oponentes.

No entanto, os Neandertais, possivelmente, tinham inteligência aproximada a nossa, porque para terem sobrevivido por tanto tempo devem ter vencido diversas batalhas. fonte:via[Science Alert, The Conversation, Nature]

Religião misteriosa é descoberta no fundo de lago nos Andes

Os Incas eram considerados a sociedade mais avançada das Américas, até a chegada de Colombo. No entendo, uma descoberta altera essa percepção. Muito antes dos Incas dominarem a área que se estende da Colômbia ao Chile, uma sociedade mais antiga e misteriosa habitou a região dos Andes.

Esse império mais antigo, do qual se sabe menos ainda do que sobre os Incas, é chamado estado de Tiwanaku e atingiu uma população máxima entre 10 mil e 20 mil pessoas.

O pouco que se sabe sobre o estado de Tiwanaku é proveniente de achados arqueológicos, que dão pistas sobre esse povo e sua cultura há muito desaparecida. Em abril, os cientistas anunciaram a descoberta de uma nova parte importante para desvendar essa história.

Vestígios da religião

A descoberta foi realizada perto da Ilha do Sol no Lago Titicaca, na Bolívia, durante o primeiro mergulho e escavação arqueológica sistemática realizada nas águas do recife de Khoa.

Foram encontradas, pelos pesquisadores, evidências de oferendas rituais para divindades. Isso significa que existia uma religião nessa parte do mundo, muito antes do que se imaginava.

Essa pesquisa mostra que o povo Tiwanaku foi o primeiro a oferecer itens de valor para divindades religiosas na área. Eles se desenvolveram no Lago Titicaca entre os anos 500 e 1.100.

O antropólogo da Pennsylvania State University, José Capriles, e sua equipe usaram sonar e fotogrametria subaquática 3D para monitorar e mapear o recife durante estudos que duraram 19 dias, em 2013, no Lago Titicaca.

Nos sedimentos do lago foram encontrados incensários em forma de puma com fragmentos de carvão, ornamentos de ouro, conchas e pedras. Imagina-se que o puma foi um símbolo religioso importante para os Tiwanaku.

A imagem de uma face raiada encontrada em dois medalhões de ouro sugere que as oferendas deveriam ser explicitamente destinadas à principal figura mítica da iconografia religiosa, algumas vezes chamada Viracocha. Também foram encontradas placas de metal com a representação de uma criatura mítica que mistura onça com lhama.

De acordo com Capriles a presença de âncoras próximas às oferendas sugere que elas podem ter sido realizadas durantes rituais em barcos. Sendo assim, elas foram projetadas para ficar submersas. As peças datam dos séculos VIII e X.

Foram encontrados ossos de diversos animais que provavelmente se depositaram de forma natural. No entanto, foram identificados ossos de lhamas jovens nessa mistura, o que é diferente dos demais animais encontrados. Elas provavelmente eram mortas e enterradas no mar como oferenda no ritual antigo.

O papel do rito religioso

Mesmo que não se saiba exatamente o significado dessas oferendas, sua elaboração é uma indicação da sofisticação dos Tiwanaku. Os rituais em sociedade complexas emergentes podem ser um fator chave para o desenvolvimento da complexidade política.

O papel da religião e dos rituais é visto como relacionado ao controle das forças sobrenaturais, facilitador da coesão dos grupos, incentivo à solidariedade e colaboração entre os integrantes do grupo. Para os pesquisadores, além do culto, essas cerimônias dos Tiwanaku refletem uma relação complexa.fonte:via [ Science Alert, PNAS]

Cientistas descobrem um local na Terra tão agressivo que não há vida

Um novo estudo europeu liderado por cientistas do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica descobriu um local tão inóspito na Terra que nem mesmo micróbios conseguem viver lá: o campo geotérmico de Dallol, na Etiópia.

Salgado, hiperácido e muito quente

Dallol fica na depressão de Danakil e se estende sobre uma cratera vulcânica cheia de sal, gases tóxicos e água fervente, no meio de atividade hidrotermal intensa. As temperaturas podem passar de 45 graus Celsius no inverno, e a água é tão ácida que seu pH é às vezes negativo.

Embora existam ambientes extremos nos quais formas de vida extremamente resistentes florescem, este não é um desses casos.

“Após analisar muito mais amostras do que em trabalhos anteriores, com controles adequados para não as contaminar e uma metodologia bem calibrada, verificamos que não há vida microbiana nas piscinas salgadas, quentes e hiperácidas ou nos lagos salgados adjacentes ricos em magnésio”, disse a principal autora do estudo, a bióloga Purificación López García.

Os cientistas utilizaram vários procedimentos para confirmar esse achado, incluindo sequenciamento de marcadores genéticos para detectar e classificar microrganismos, tentativas de cultura microbiana, citometria de fluxo fluorescente para identificar células individuais, análise química da água e microscopia eletrônica de varredura combinada com espectroscopia de raios-X.

A única coisa que os pesquisadores descobriram foi uma grande diversidade de arqueias halofílicas (um tipo de microrganismo primitivo que adora sal) no deserto e nos cânions salinos em volta do local hidrotérmico. Estes organismos não foram encontrados nas poças hiperácidas e hipersalinas ou nos lagos de magnésio de Dallol, “apesar do fato de que a dispersão microbiana nessa área, devido ao vento e aos visitantes humanos, é intensa”.

Limites na busca por vida extraterrestre

Este estudo serve como parâmetro nas buscas por vida extraterreste. Às vezes, cientistas analisam locais extremos aqui na Terra para entender em que condições a vida pode surgir e sobreviver em outros planetas.

“Nosso estudo apresenta evidências de que existem lugares na superfície da Terra, como as piscinas de Dallol, que são estéreis, mesmo que contenham água líquida”, disse Lopez Garcia. Isso significa que a presença de água líquida, ainda que frequentemente usada como critério de habitabilidade, não implica diretamente em vida.

Além disso, em Dallol, os pesquisadores encontraram minerais precipitados que se pareciam com células microbianas em um microscópio. “Em outros estudos, além da possível contaminação de amostras com arqueias de terras adjacentes, essas partículas minerais podem ter sido interpretadas como células fossilizadas, quando na realidade se formam espontaneamente nas poças salgadas, mesmo que não haja vida”, destaca a bióloga.

De forma geral, o trabalho “ajuda a circunscrever os limites da habitabilidade” e lembra da cautela necessária ao interpretar bioassinaturas morfológicas na Terra e outros planetas – em outras palavras, é melhor utilizar diversos métodos de análise para controle ao invés de confiar no aspecto aparentemente celular ou “biológico” de uma estrutura que pode ter origem abiótica.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Ecology & Evolution. [Phys] fonte:via