Pássaro de 99 milhões de anos preso em âmbar tem dedo misterioso

m 23.12.2019

Um estudo do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados de Pequim (China) descreveu um novo – e surpreendente – pássaro do período Cretáceo descoberto preso em âmbar no Mianmar.

“Eu nunca vi nada parecido com isso, nem perto”, disse o paleontólogo Jingmai O´Connor, um dos autores da pesquisa.

Dedo misterioso

O Elektorornis chenguangi é uma nova espécie conhecida a partir de um único indivíduo, preservado parcialmente.

A ave tem traços únicos, nunca vistos em qualquer outro pássaro, vivo ou extinto. O principal deles é uma espécie de terceiro dedo alongado, mais longo que todo o osso da perna do animal.

O dedo também possui filamentos bizarros difíceis de descrever – algo metade pelo, metade escama. “Imagine uma escama em um pé de galinha na qual a extremidade distal se afunila em uma cerda muito fina quase como um pelo”, tenta esclarecer O’ Connor.

Para que servia?

Sem nenhuma outra ave com nada parecido para comparar, os pesquisadores recorreram ao único animal conhecido que possui um terceiro dedo alongado: o primata africano aie-aie, nativo de Madagascar.

O aie-aie usa seu dedo para procurar e pegar insetos em madeira apodrecendo. No entanto, sua boca também é feita para roer, enquanto o pássaro antigo sequer tem dentes.

Sendo assim, o propósito de tal misterioso dedo do Elektorornis continua, por hora, sem resolução.

“Adoro que novas descobertas ainda revelem animais tão fora de nossas expectativas. Nossa imaginação é tão limitada em comparação com as formas bizarras que a seleção natural pode produzir”, conclui O’Connor.

Um artigo sobre o animal foi publicado na revista científica Current Biology. fonte:via [DiscoverMagazine]

Zelador de escola se depara com livro de Stephen Hawking na biblioteca e decide estudar física

O estadunidense Joshua Carroll abandonou os estudos na época dos ataques de 11 de setembro para se alistar nas forças armadas do país dele. Depois de três temporadas no Iraque, Joshua voltou para sua casa no estado da Virgínia sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático, e conseguiu um emprego como zelador de uma escola de ensino médio.

Sem muita motivação profissional, ele adotou a rotina de limpar as salas e biblioteca da escola, até que um dia encontrou o livro Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking. Ele adorou a linguagem de fácil compreensão usada pelo físico britânico. “Foi aí que eu percebi que eu queria estudar as estrelas, eu queria ser um físico”, descreve ele em minidocumentário produzido pelo próprio YouTube.

Naquele momento as habilidades matemáticas dele estavam no nível de meados do ensino médio. Ele dominava geometria, mas ainda nem sabia da existência da trigonometria.

Ele entrou para a faculdade comunitária New River no estado da Virgínia e precisou condensar quatro anos de estudos de física em dois, por conta de requisitos da Lei G.I., que permite que ex-soldados tenham o estudo em faculdade pública em seu estado de residência pago pelo governo dos EUA. Como condição para esta bolsa, ele não poderia reprovar ou repetir nenhuma disciplina.

Enquanto isso, ele trabalhava como segurança em turnos de 12 horas durante a noite, e aproveitava as horas de tranquilidade para estudar. Ele usava vídeos para complementar o conteúdo, e evoluiu rapidamente.

Oops, faltou a trigonometria

O próximo passo foi seguir para a Universidade Radford, onde foi informado de que fez a aula errada de pré-cálculo, e que ainda precisava cursar um semestre inteiro de trigonometria.

“Eu cheguei nesse ponto e sabia que queria fazer física. Fui até o chefe de departamento e falei que precisava que ele me adiantasse para cálculo e ‘preciso que você confie em mim, eu prometo que nessas três semanas antes de começar aqui eu vou aprender trigonometria’”, relembra ele.

Dito e feito, ele aprendeu todo o conteúdo necessário e partiu direto para a disciplina de cálculo. Ele não só passou nesta aula com nota máxima, mas formou-se no curso de física entre os destaques da turma.

Desde então ele tem trabalhado com física, com ênfase na equação diferencial de Bernoulli. “Não consigo me imaginar sem fazer isso. É sobre tentar alcançar o inatingível e descobrir que na realidade você consegue agarrá-lo”. fonte:via [YouTube, Goodnewsnetwork]