Escudo encontrado em túmulo de guerreiro celta é considerado a descoberta do milênio

Os especialistas ficaram muito animados com a descoberta do túmulo de 2,2 mil anos de um guerreiro celta. Isso porque entre os itens estava um escudo ornamentado da Era do Bronze.

Melanie Giles da Universidade de Manchester, em entrevista ao site Independent, descreveu o escudo como “o mais importante objeto de arte celta britânico do milênio”. A borda recortada do escudo não é comum, ele ainda apresenta um desenho espiral chamado triskele e formas orgânicas como conchas de moluscos. Há também sinais de que ele passou por reparos. O artefato foi feito no período de formação da arte celta, conhecido como La Tène.

A crença popular é de que escudos com face metálica tinham finalidade exclusivamente cerimonial, de acordo com a arqueóloga Paula Ware, ao Yorkshire Post.

No entanto, a pesquisa dos arqueólogos desafia essa percepção, ainda de acordo cm Ware, devido à evidência de uma marca de punção no escudo, típico de espada. Isso, junto com os sinais de reparo, indica que o escudo foi, provavelmente, bastante usado.

O escudo mede 75 centímetros e teria sido feito martelando uma folha de bronze. Se haviam aparatos de couro ou madeira, eles já apodreceram.

Outros elementos encontrados

Além do escudo, no túmulo também foi encontrado o que parece ser uma carruagem com pôneis. No entanto, não é possível afirmar se os cavalos foram sacrificados para o enterro, ou se já estavam mortos.

Esqueletos dos cavalos. Crédito: MAP Archaeological Practice.

A presença de armamento, método de transporte e provisões indica como as tribos celtas levavam a sério a passagem para a vida após a morte. A sociedade em que o guerreiro vivia deve ter se preocupado em lhe proporcionar o melhor auxílio possível para o que viria depois.

Estima-se que o homem tivesse 40 anos ou mais, quando morreu entre 320 e 174 a.C. O motivo da morte não foi identificado e não há fortes indícios de que ele tenha sido morto em batalha. Um sepulcro desse tipo nunca havia sido visto no Reino Unido, no entanto uma outra sepultura com cavalos e carruagem foi vista na Bulgária, em 2013.

fonte:via[Science Alert, Yorkshire Post, Independent]

Área perdida da floresta amazônica em 2019 foi o dobro da média da última década

A área que sofreu desmatamento na Amazônia brasileira neste último mês de novembro saltou 104% em comparação com o mesmo mês em 2018, de acordo com dados oficiais publicados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

De forma geral, houve um aumento de 84% de desmatamento entre janeiro e novembro de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018.

Estados que mais desmataram. Fonte: INPE

Esses dados são do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe.

Os dados divulgados agora mostram uma continuação na tendência de desmatamento observada no ano de 2019 inteiro. No mês de agosto o então diretor do Inpe, Ricardo Galvão, foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro após ter divulgado dados que mostraram um aumento de 88% no desmatamento em junho de 2019 comparado a junho de 2019.

Área perdida em 2019 e na última década

Área perdida nos últimos 12 anos. Fonte: INPE

Outro sistema baseado em satélite usado pelo Inpe foi o PRODES, que leva mais tempo para compilar os dados mas produz resultados mais confiáveis, apontou que os 12 meses entre setembro de 2018 e setembro de 2019 tiveram desmatamento de mais de 10 mil km², a maior área desde 2008.

A média anual de área de floresta perdida entre 2009 e 2018 estava em 5,74 mil km².

Terras indígenas

Fonte: INPE

As terras mais afetadas foram as indígenas, com desmatamento 74,5% maior que no ano anterior. fonte:via