Michele Volpi: tatuadora italiana usa linhas finas e pontos para criar desenhos monocromáticos surreais que parecem saídos de livros antigos de ciência

A tatuadora italiana Michele Volpi tem um estilo marcante: ela usa apenas linhas finas, pontos e tinta preta para desenhar diagramas de insetos, plantas, anatomia humana e outras ilustrações vintage que parecem saídas de antigos livros de ciência.

Natural de Sant’Elpidio a Mare, Volpi tatua há apenas cinco anos. Depois de aprender a arte e experimentar com diferentes técnicas, ela decidiu que linhas e pontos eram suas preferidas.

“Meu estilo foi influenciado por geometrias, natureza, surrealismo e as ciências. Eu gosto de me desafiar todo dia, procurando inspiração em tudo ao meu redor e tentando ir além do superficial no que vejo. O mundo da arte é infinito e mal posso esperar para descobri-lo com minha paixão”, contou ao portal This is Colossal.

Confira algumas de suas obras:

Para saber mais do trabalho de Volpi, acesse a página da artista no Instagram ou sua loja na plataforma Etsy. fonte:via[ThisisColossal]

Pintura em caverna na Indonésia mostra mais indícios da capacidade imaginativa dos humanos

Os seres humanos parecem ter predisposição para inventar, contar e consumir histórias. Pelo menos é o que diz o artigo, publicado na revista Nature, escrito por um grupo de arqueólogos da Universidade Australiana de Griffith.

A equipe descobriu a pintura rupestre de caça mais antiga do mundo, em uma caverna da Indonésia. Com uso de tecnologia de datação, a equipe confirmou que a pintura é de pelo menos 43,9 mil anos atrás, durante o Paleolítico Superior.

De acordo com a pesquisa, essa descoberta aponta para uma cultura artística avançada. A pintura de 4,5 metros de comprimento foi vista na ilha de Sulawesi há dois anos. Ela representa animais sendo perseguidos por caçadores meio humanos empunhando o que parecem ser lanças e cordas.

As pinturas em cavernas na Indonésia

Essa cena é o registro pictórico mais antigo de narrativa e o primeiro trabalho artístico figurativo do mundo, de que os pesquisadores têm conhecimento. A descoberta veio depois da pintura de uma animal na caverna de Bornéu na Indonésia. Foi determinado que ela tem pelo menos 40 mil anos. Já em 2014, os pesquisadores dataram uma obra figurativa em Sulawesi com 35 mil anos.

As pinturas em cavernas da Indonésia desafiam o pensamento de que as pinturas rupestres teriam surgido na Europa. Existem pelo menos 242 cavernas ou abrigos com pinturas antigas, apenas em Sulawesi. Além disso, novos lugares são descobertos todos os anos, de acordo com os pesquisadores.

Na última imagem datada os animais parecem com porcos selvagens e pequenos búfalos. Os caçadores representados com coloração marrom avermelhada têm corpos humanos e cabeças de animais, entre eles pássaros e répteis.

Mistura de homens com animais

Na mitologia, essas figuras misturando características humanas e animais são conhecidas como teriantropos. Essas representações sugerem que os humanos primitivos nessa região eram capazes de imaginar coisas.

A pintura descoberta parece ser sobre caça e ter, talvez, conotação mitológica ou sobrenatural. Antes, pensava-se que o exemplo mais antigo de teiantropia fosse da Alemanha de 40 mil anos. Ela representa uma figura de marfim meio humana, meio leão.

Para os pesquisadores a descoberta é relevante, dada à possibilidade de que a habilidade de inventar histórias de ficção pode ter sido o último e mais crucial estágio na história da evolução da linguagem humana. Além do desenvolvimento dos padrões de cognição semelhantes aos modernos.

No entanto, alguns cientistas se demonstraram céticos em relação a descoberta ser de fato uma cena, ou uma série de pinturas feitas, possivelmente, durante milhares de anos.  Representações de humanos ao lado de animais se tornaram comuns em outras partes do mundo apenas cerca de 10 mil anos atrás.

fonte:via [Phys, Nature, BBC]