Cirurgiões mostram como são os pulmões de uma pessoa após 30 anos fumando, e é chocante

De acordo com o portal The Bored Panda, fumantes têm duas vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco e 30 vezes mais chances de ter câncer de pulmão em comparação com os não fumantes.

Só que você provavelmente já sabia disso. Viciado em cigarro ou não, a maioria das pessoas tem informação suficiente para conhecer os males que ele causa. A possibilidade de ficar doente, porém, é muito abstrata para ser considerada.

Agora, o que você acha que olhar para os danos em primeira mão? É uma imagem poderosa, te garanto. Tanto que médicos chineses a postaram na internet com a legenda “você ainda tem coragem de fumar?”

Pulmões de um fumante

Os pulmões acima pertenciam a um homem de 52 anos que faleceu devido a doenças pulmonares.

Nem é necessário dizer que ele fumou por 30 anos, não é mesmo? Só assim para ficar com órgãos tão enegrecidos e inflados, em comparação com os pulmões cor de rosa de uma pessoa saudável.

As imagens e vídeo chocantes foram feitos por cirurgiões designados para coletar os órgãos do paciente. Ele havia se inscrito como doador, mas, infelizmente, quando o abriram, os médicos rapidamente perceberam que não poderiam usar suas partes.

Segundo o cirurgião que liderou a operação, o Dr. Chen Jingyu do Hospital Popular de Wuxi, na China, o paciente não foi submetido a uma tomografia computadorizada antes de ser declarada sua morte encefálica. Testes iniciais do índice de oxigenação pareciam bons, mas quando a equipe começou a colher os órgãos, notou que eles não eram adequados para doação. fonte via [TheBoredPanda]

Eles tiveram metade do cérebro removido. Isso foi o que aconteceu depois

Um novo estudo do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, EUA) descobriu que pessoas que tiveram metade do cérebro removido quando crianças estão vivendo vidas absolutamente normais.

Hemisferectomia

O estudo envolveu seis pessoas nos seus 20 e 30 anos que passaram por uma hemisferectomia quando crianças – a mais nova quando tinha apenas 3 meses e a mais velha 11 anos.

Esse procedimento radical envolve retirar metade do cérebro do paciente, geralmente como uma forma radical de tratamento para epilepsia grave. Retirar todo um hemisfério cerebral às vezes é a única coisa que faz o indivíduo parar de ter convulsões superperigosas.

Os pesquisadores sabiam que pacientes que passaram por hemisferectomias podiam viver normalmente, mas queriam analisar em mais detalhes o nível de função neural e conectividade nestes indivíduos.

Para isso, realizaram ressonância magnética em todos os seis pacientes.

Resultados surpreendentes

Os cientistas registraram a atividade cerebral em áreas como visão, movimento, emoção e pensamento nos pacientes.

Os resultados foram então comparados com seis indivíduos saudáveis que não haviam removido nenhuma parte do cérebro.

Enquanto a equipe esperava ver uma atividade neural mais fraca nas pessoas com apenas metade do cérebro, para surpresa geral isso não aconteceu.

“As pessoas com hemisferectomias que estudamos tinham um funcionamento notavelmente alto. Elas têm habilidades de linguagem intactas. Quando as coloquei no scanner, papeamos do mesmo jeito que com centenas de outras pessoas que escaneei”, disse uma das autoras do estudo, Dorit Kliemann.

Compensação

Na verdade, as ressonâncias apontaram que a comunicação e a atividade neurais dos pacientes eram normais, sendo que eles possuíam inclusive comunicação mais forte do que indivíduos saudáveis entre redes regulatórias diferentes.

De acordo com o Dr. Joseph Sirven, professor de neurologia da Clínica Mayo (EUA), esse grau de compensação é notável.

“Se pudéssemos descobrir como o cérebro compensa nesse cenário dramático e aproveitar esse mecanismo compensatório para pacientes afetados por acidente vascular cerebral, lesão cerebral traumática ou outras condições, isso seria muito importante”, observou o membro da Academia Americana de Neurologia, que não fez parte do estudo.

De fato, os pesquisadores concordam que os resultados podem ter implicações no tratamento de pacientes com lesões cerebrais menores que acabam tendo muito mais efeitos colaterais no seu dia a dia.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Cell Reports. fonte via [Futurism, HealthDay]